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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

13/12/2014 16:58

Cacique já tinha deixado cargo e estava desarmado, diz família

Aline dos Santos

A família de Ademir Matchua, 42 anos, morto nesta semana na aldeia Alves Barros, em Porto Murtinho, afirma que ele já havia deixado o posto de cacique e, portanto, tinha deixado a disputa de poder para liderar os cerca de mil moradores da aldeia kadiwéu. Conforme um familiar da vítima, Ademir deixou de ser cacique, função que ocupou por oito anos, há quatro meses. “Ele foi morto desarmado, estava de short”, diz um parente, que pediu para não ter o nome divulgado.

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Conforme o familiar, após invasão de fazendas, denominadas pelos indígenas como retomada, a “oposição” ao então cacique teria recebido dinheiro de produtores rurais para afastá-lo do cargo.

Segundo ele, a confusão da última quinta-feira, que resultou em duas mortes na aldeia, começou após a esposa e a filha adolescente de Ademir apanharem durante reunião do grupo rival. O ex-cacique procurou os agressores, que estavam a três quilômetros da área habitada da aldeia, e foi morto a tiros. “Foi uma emboscada o que fizeram para ele”, diz.

Em seguida, foi morto Orácio Ferraz, 26 anos, do grupo que rivalizava com o ex-cacique. O jovem é filho do homem apontado como assassino de Ademir. O ex-cacique deixou esposa e cinco filhos. Por motivo de luto, a família precisa permanecer sete dias na aldeia. Eles estariam sofrendo ameaças.

Outra versão – Nesta semana, outro morador da aldeia deu sua versão para os crimes em entrevista ao Campo Grande News. A pessoa, que também pediu para não ser identificada, disse que Ademir estava no cargo há 4 anos e não aceitava perder o posto de cacique.

Na semana passada, um pastor da aldeia foi apresentado em reunião para a comunidade e a maioria dos moradores assinou um documento aceitando a nova liderança. O caso será investigado pela Polícia Civil de Porto Murtinho.

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