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11/08/2012 11:05

Cimi denuncia sumiço de índio em conflito durante ocupação de fazenda

Luciana Lima, da Agência Brasil

A briga pela posse da terra entre índios da etnia Guarani Kaiowá e fazendeiros de Mato Grosso do Sul resultou em mais um episódio de violência. De acordo com informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), cerca de 400 indígenas ocuparam duas fazendas na área do conflito judicial no município de Paranhos, próximo à fronteira com o Paraguai.

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Os índios foram reprimidos por seguranças dos fazendeiros. No conflito, de acordo com o Cimi, os indígenas se esconderam no mato, mas um deles, Eduardo Pires, foi alcançado pelos seguranças, retirado do local e está desaparecido.

De acordo com o coordenador regional do Cimi em Mato Grosso do Sul, Flávio Machado, houve tiros no momento do conflito com os seguranças dos fazendeiros, no entanto, não há notícias de feridos ou mortos.

O confronto ocorreu durante a manhã. À tarde, três carros com homens da Força Nacional foram até o local, fizeram buscas, no entanto, não encontraram o indígena desaparecido. Com a chegada da polícia, muitos indígenas que haviam se dispersado retornaram e se concentraram dentro de uma das propriedade, a Fazenda Eliane, onde pretendem passar a noite.

As lideranças do Cimi querem que o governo federal garanta policiamento constante na área para evitar novos confrontos. "Pela manhã, os indígenas entraram nas fazendas Eliane e Campina. Atualmente, eles estão na Fazenda Eliane e nosso medo é que aconteça um novo conflito, já que os seguranças são muitos e contratados pelo conjunto de fazendeiros da área”, disse Machado.

A terra foi homologada em 2009 pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, a homologação foi questionada na Justiça pelos fazendeiros. Uma decisão final sobre o processo está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF).

No ano passado, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu parcialmente os efeitos da homologação ao deferir um mandado de segurança impetrado pelo dono da Fazenda Iporã, uma das 15 fazendas que estão na área homologada de 7.175 hectares.




Até quando vamos ouvir este mesmo assunto de invasões indigenas com violência pelas partes, onde estão as autoridades politicas e judiciarias que tem o poder para resolver tal situação. Falo como proprietário de terras que foram invadidas por Indios, onde ficou apenas prejuizos e morte de reses pela invasão, tudo isso aos olhos das autoridades.
 
diogenes moura em 12/08/2012 10:00:00
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