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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

04/02/2013 11:27

Com investimento de R$ 856 mil, balneário amarga abandono em Bodoquena

Paula Maciulevicius
Janelas quebradas e telhado avariado evidenciam abandono de construção. (Fotos: Lucimar Couto)Janelas quebradas e telhado avariado evidenciam abandono de construção. (Fotos: Lucimar Couto)
Placa mostra que obra recebeu recursos do Governo Federal.Placa mostra que obra recebeu recursos do Governo Federal.

A placa indica o balneário municipal de Bodoquena, mas ao redor o que se vê nada tem a ver com o aviso. No papel, para a construção foram investidos R$ 856 mil, vindos do Ministério do Turismo, Caixa Econômica e uma pequena parte da contrapartida da prefeitura. Na prática, apenas um quiosque com janelas e telhas quebradas. Um cenário de abandono que remete quem passa por ali a um filme de terror.

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O contraste entre a placa e o local é visível aos olhos. O valor total anunciado é de R$ 856.521,96 para a construção do balneário. Verba para apoio a projetos de infraestrutura turística que teve início em julho de 2011, mas parece que não chegou ao fim, mesmo com a indicação de término há mais de um ano, no dia 30 de janeiro de 2012.

Além da sujeira, o mato alto também começa a tomar conta do lugar que deveria o cartão de visitas da cidade. Nas janelas onde os vidros chegaram a ser colocados, apenas restos que persistiram. As telhas estão em mau estado de conservação e o chão se divide em comportar areia, pedra e o que mais o vento trouxer.

O Campo Grande News entrou em contato com a secretaria de Turismo e Meio Ambiente do Município, que respondeu que a obra já foi retomada, depois de um ano e meio paralisada, mas está ainda lenta porque depende da instalação de energia elétrica.

Segundo o secretário Jomar Silva Souza, o primeiro investimento foi de R$ 140 mil na gestão entre 2000 e 2004. Na época foram construídos o banheiro, o restaurante e alguns quiosques. De 2004 a 2008, o local ficou abandonado até que na gestão seguinte, a prefeitura tentou e conseguiu o repasse de R$ 780 mil do Governo Federal.

A obra foi retomada em julho de 2011 apenas para não perder a verba. “Esse recurso foi garantido entre 2009 e 2010. Pela norma, todas as emendas de 2009 tinham que ter início até final de 2011 se não perderia recurso. Como nos não tínhamos a matricula da área, por ser doação, foi dado o início da obra, para não perder o recurso”, explica o secretário.

No entanto, o repasse total não foi feito pela Caixa Econômica Federal até que a área tivesse a matrícula. “De 2011 até agora ficou paralisada, nós demos entrada na Caixa no final de 2012 para reiniciar a obra agora”, completa.

Sobre a data de término da obra, Josmar Souza explica que toda obra com apoio do Governo Federal precisa ter as datas de início e fim. “Mas dificilmente as empresas conseguem fazer dentro daquele prazo, aí são feitos termos aditivos de prorrogação”, ressalta.

A Secretaria informou ainda que o prefeito do município tem uma audiência nesta terça-feira para viabilizar a instalação de energia elétrica. A previsão é de que a obra seja finalizada até dezembro deste ano.




Considero Bodoquena como um dos lugares mais lindos do nosso Estado, no inicio do ano passado recebi meus parentes do RS e levei para conhecer Bonito e Bodoquena, ficaram encantados com os rios da região, Boca da Onça, mas quando chegamos naquela obra... chegaram a perguntar se tinha Prefeito e MP na cidade...
 
Paulo Almeida em 05/02/2013 14:23:28
Caro secretário, as datas de início e fim devem obedecer um cronograma pré-estabelecido, já esse artifício dos aditivos é uma prática espúria adotada pelos administradores de obras públicas no Brasil, é incrível como o atraso aqui é premiado, em países sérios cada dia de atraso gera multa para a construtora.
 
Mathias Hanns em 05/02/2013 13:39:33
Essa é uma historia longa, onde os interesses pessoais prevaleceram sobre os interesses coletivos. Quem sabe isso possa mudar um dia!!!!
 
Gilberto Domingos em 05/02/2013 11:42:10
É evidente que houve malversação do dinheiro público. Isso nos dá náuseas.
 
CESAR AMARAL em 05/02/2013 08:21:14
desde 2004...vcs acham q pode uma obra de menos de 3 ou 4 meses pode demorar 10 anos? kd o ministério publico? Esse é o nosso país...viva o Brasil!
 
janildo carlos tavares em 04/02/2013 23:03:49
Que brasileiro vai quer conhecer nossos pontos turísticos se aqui tudo é muito caro,o dinheiro de alimentação e estadia em bonito, se dá para o dobro de dias em NY, Uruguay, Argentina, Chile e Londres. Com essa ganância de ganhar dinheiro não se ganha nada. Melhor ganhar pouco que nada! Prefiro e recomendo o exterior(até as passagens aéras são baratas para tais locais!)!
 
Alexandre de Souza em 04/02/2013 21:20:15
TENHO CERTEZA QUE O DINHEIRO DESTINADO AO BALNEARIO MUNICIPAL COMO NO PARQUE DE EXPOSIÇAO FORAO TODOS DESVIADOS, NOSSO MINISTERIO PUBLICO E O NOSSO TRIBUNAL DE CONTAS TEM QUE CRIAR VERGONHA E FISCALIZAR MELHOR SUAS OBRIGAÇOES, ISSO É UMA VERGONHA AO POVO ORDEIRO E TRABALHAR DE NOSSA QUERIDA BODOQUENA MS
 
francisco dos santos em 04/02/2013 21:11:56
e levamos uns 2 anos para conseguirmos a matrícula afim de que a caixa econômica liberasse o início da obra. Hoje, a situação está regularizada e estamos notificando extra-judicialmente a empreiteira vencedora da licitação para o reinício imediato da obra.
Está sendo um trabalho árduo e só Deus sabe o sufoco que passamos para não perdermos esse recurso, que por sinal não foi investido ainda na obra.
 
Jun Iti Hada em 04/02/2013 19:21:24
Infelizmente, está assim, mas a area e muito boa estive la ano passado e o mato ta tomando conta do local, deveria ter uma explicação de o pq esta ABANDONADO.
 
misael rezende da silva em 04/02/2013 15:01:40
Isso é uma VERGONHA!!! onde estão nossos "Administradores Municipais"??
 
Rodrigo Olanda da Silva em 04/02/2013 14:24:58
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