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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

21/10/2016 11:41

Com prédio ocupado por universitários, professores dão aula no pátio da UFGD

Pelo menos 250 acadêmicos de quatro turmas participam do protesto contra a PEC 241 e por mais valorização do curso

Helio de Freitas, de Dourados
Professor dá aula no pátio da unidade I da UFGD, ocupada por acadêmicos (Foto: Direto das Ruas)Professor dá aula no pátio da unidade I da UFGD, ocupada por acadêmicos (Foto: Direto das Ruas)

Em apoio aos alunos da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) que ocuparam hoje (21) um prédio da instituição em protesto contra a PEC 241, professores do curso de licenciatura em educação do campo estão dando aula no pátio da unidade I, localizada na Rua João Rosa Góes, na Vila Progresso, região norte da cidade.

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Líderes do protesto afirmam que pelo menos 250 estudantes de quatro turmas do curso de educação do campo participam da ocupação, que não tem data para terminar. Eles marcharam a pé até o local e entraram no prédio.

Além de protesto contra a PEC 241, que congela os gastos do governo federal – motivo de várias ocupações feitas atualmente por estudantes em todo o país – os acadêmicos da UFGD cobram mais estrutura para o curso e abertura de mais vagas através de vestibular.

“Queremos mostrar para as pessoas o que está acontecendo com nosso curso, que não é muito visto dentro da UFGD”, afirmou uma das coordenadoras do protesto. Segundo ela, o objetivo do protesto também é evitar que o curso sofra com o corte de gastos.

O curso de licenciatura em educação do campo possui duas habilitações: ciências da natureza e ciências humanas.

Conforme a UFGD, o objetivo do curso é fortalecer a educação e a possibilidade de ação qualificada no campo de Mato Grosso do Sul, com conhecimentos teórico-metodológicos voltados às especificidades, às necessidades e ao desenvolvimento sustentável do campo.

Os acadêmicos ficam alojados e as atividades ocorrem nas dependências da UFGD. Também tem aula com os professores que se deslocam até os polos e desenvolvem atividades com os acadêmicos.

Atualmente, o curso funciona em sete polos nos assentamentos rurais de Itaquirai, Ponta Porã, Nioaque, Sidrolândia, Corumbá, Itaporã e Nova Alvorada do Sul.




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