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Campo Grande, Sábado, 21 de Janeiro de 2017

16/05/2014 12:30

Defesa Civil leva ajuda a 85 famílias atingidas pela cheia no Pantanal

Luciana Brazil
Algumas casas já estão inundadas. (Foto: Divulgação/Ecoa)Algumas casas já estão inundadas. (Foto: Divulgação/Ecoa)

Ao todo, 85 famílias ribeirinhas, que vivem em áreas de inundações nas regiões do Pantanal, vão receber nos próximos dias ajuda humanitária e material da Defesa Civil, conforme informou o chefe do órgão em Corumba, a 419 quilômetros de Campo Grande. A cheia já levou dezenas de produtores rurais a retirar o gado das sub-regiões Abobral, Nabileque, entre outras, manobra que começou para muitos em abril. Conforme o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Leite, dentro de 15 ou 20 dias a cheia deve chegar a Corumbá, onde o Rio Paraguai já está 4,8 metros acima do nível normal. “O rio está subindo cerca de 8 a 10 centímetros por dia. Podemos dizer que este será um dos maiores picos de enchente”, apontou Luciano. O sindicato ainda não possui dados sobre a quantidade de gados retirados, ou do total de produtores, conforme informou o presidente.

Para que a enchente fosse contida, o nível do rio deveria estagnar na região de Bela Vista do Norte, como explicou Luciano. “Porém, lá, o Rio Paraguai continua recebendo água. Os produtores estão se organizando desde abril, retirando os gados e levando para outras propriedades”.

Uma equipe multidisciplinar, incluindo membros da Defesa Civil, da área de saúde e com o apoio da Marinha, partiu na manhã de hoje (16) para as regiões onde famílias ribeirinhas estão ilhadas. Além de mantimentos, os moradores receberão atendimento médico e odontológico, conforme explicou o chefe da Defesa Civil em Corumbá, Isaque do nascimento. Os trabalhos terão início na Barra de São Lourenço e seguirão para outras comunidades inundadas como Paraguai Miri, Ilha Verde, Mato Grande, entre outras.

A Defesa Civil vai disponibilizar abrigos provisórios para famílias que continuarem nas regiões de inundações, porém em locais secos. “Não sabemos o que vamos encontrar. Pode ser que muitas famílias prefiram continuar nas casas, fazendo jirau (plataforma construída acima do piso) para permanecer no local. Outras podem já ter saído da área e ido para cidade. E a terceira situação é que algumas permaneçam em áreas secas dessas regiões inundadas”, explicou Isaque.

O trabalho da equipe multidisciplinar deve durar cerca de cinco a quatro dias. No dia 25 deste mês, nova equipe recomeça o atendimento a essas comunidades.

A Defesa Civil continua recebendo doações materiais na sede do órgão em Corumbá. “Além dos mantimentos que são entregues rotineiramente, nesse período mais difícil, a ajuda é ainda maior. Então, recebemos doações de pessoas interessadas em doar”, lembrou Isaque.

Endereço- A sede da Defesa Civil em Corumbá fica na Rua 15 de Novembro, 659, Centro.

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