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Campo Grande, Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2017

19/01/2015 11:35

Deputado ignora polêmica sobre cota e é o novo calouro de direito da UFGD

Helio de Freitas, de Dourados
Ficha de matrícula de Geraldo Resende no curso de direito de universidade pública; de férias, ele foi representado por procuradora (Foto: Douranews)Ficha de matrícula de Geraldo Resende no curso de direito de universidade pública; de férias, ele foi representado por procuradora (Foto: Douranews)

O deputado federal Geraldo Resende (PMDB) vai mesmo estudar direito na UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados). Apesar de toda a polêmica criada em dezembro de 2014 por ele ter utilizado o sistema de cotas destinado a quem cursou o ensino médio em escola pública, o parlamentar sul-mato-grossense confirmou a matrícula.

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De férias, Geraldo Resende foi representado por uma procuradora, que apresentou os documentos exigidos e fez a inscrição dele no curso da Faculdade de Direito, que funciona na sede da instituição em Dourados, a 233 km de Campo Grande. O prazo para confirmação da matrícula da primeira chamada terminou no dia 9 deste mês.

Favorecido no vestibular, já que a cota social garante mais chances ao candidato que cursou o ensino médio na rede pública, o deputado agora é calouro no segundo curso mais concorrido da UFGD, que teve 1.236 candidatos inscritos para as 27 vagas abertas para este ano– concorrência de 45,78 por vaga. O mais concorrido é o curso de medicina – 94,08 candidatos por vaga.

Médico formado no Ceará na década de 80, o deputado, de 59 anos, comentou sobre a polêmica na época em que sua aprovação no vestibular virou notícia. “Mais uma vitória que atribuo à sólida formação que obtive por ter sido aluno da Escola Estadual Presidente Vargas, onde cursei os atuais ensino fundamental e médio. Nunca é tarde para adquirir novos conhecimentos e conquistar novos horizontes”.

Segundo ele, qualquer cidadão brasileiro tem o direito de se inscrever no vestibular por meio do sistema de cotas. “Não entendo essa polêmica, já que a cota é para todos que estejam dentro dos critérios. Se estão criando polêmica talvez sejam pessoas que não conhecem minha história e que querem arrumar qualquer motivo para criticar político”, disse Geraldo, no dia 24 de dezembro.




Fora a questão da polêmica de ele ter entrado pela cota, gostaria de saber como é que ele vai assistir às aulas na UFGD se ele tem que trabalhar na Câmara dos Deputados em Brasília. Será que vão dar um jeitinho para ele?
 
Marcos em 01/03/2015 01:03:23
Creio que a polêmica maior não seja por conta disso e sim porque o "nobre deputado" votou favorável à (PLN 36) Lei que autorizou a presidanta a estuprar a Lei de Responsabilidade Fiscal, e com isso embolsou R$ 700k.

Lastimável. Esse não me represente.
 
Rodney em 20/01/2015 08:32:01
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