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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

29/11/2016 11:36

Douradenses são investigadas em operação da Polícia Federal no MT

Duas moradoras de Vila Vargas foram levadas à delegacia para prestarem depoimento; PF também fez buscas na casa de suspeitos

Helio de Freitas, de Dourados
Policiais federais cumprem mandados em Primavera do Leste, no MT (Foto: Divulgação)Policiais federais cumprem mandados em Primavera do Leste, no MT (Foto: Divulgação)

Duas moradoras do distrito de Vila Vargas, em Dourados, a 233 km de Campo Grande, estão entre as pessoas investigadas pela Operação IXTAB, desencadeada pela Polícia Federal em Barra do Garças (MT) para desmantelar uma quadrilha de contrabandistas de cigarro.

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De acordo com a PF, a duas foram conduzidas hoje para prestarem depoimento na delegacia em Dourados e depois liberadas. Os policiais federais também cumpriram um mandado de busca em apreensão na segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul.

A operação IXATB tem como foco a organização criminosa que atua no contrabando de cigarros e lavagem de dinheiro em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Nos outros dois estados estão sendo cumpridos 12 mandados de prisão e 46 de busca e apreensão.

Conforme a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2015, após a prisão em flagrante de dois suspeitos pela Polícia Civil em Barra do Garças.

Negócio milionário – Eles foram surpreendidos transportando 36 caixas de cigarros contrabandeados do Paraguai e tinham anotações financeiras que revelaram uma movimentação de R$ 1 milhão somente no ano passado.

Ainda conforme a PF, a organização criminosa possui estrutura ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas e movimentou pelo menos R$ 20 milhões no período de novembro de 2015 a novembro de 2016.

O grupo mantinha um imóvel que servia como base operacional no distrito de Vila Vargas, local onde os envolvidos passavam a noite com a carga de contrabando para seguir viagem no dia seguinte. Motoristas e batedores a serviço dos grandes compradores faziam as viagens ao Paraguai para aquisição de cigarros.

"Ixtab" é uma referência à deusa maia considerada a guardiã dos suicidas. O nome foi usado pelo fato de os fumantes cometerem uma forma lenta de suicídio ao consumirem cigarros importados ilegalmente do Paraguai.

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