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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

26/11/2014 17:39

Dourados notifica o terceiro caso suspeito de febre chikungunya

Helio de Freitas, de Dourados
Para combater mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya, prefeitura intensificou mutirões de limpeza nos bairros (Foto: Divulgação/Assecom)Para combater mosquito transmissor da dengue e da febre chikungunya, prefeitura intensificou mutirões de limpeza nos bairros (Foto: Divulgação/Assecom)

A Secretaria de Saúde notificou o terceiro caso suspeito de febre chikungunya no município de Dourados, a 233 km de Campo Grande. Um garoto de 12 anos de idade, residente na Vila Santa Catarina, vem sendo acompanhado por apresentar fortes dores nas articulações, um dos sintomas da doença. O resultado do exame deve ficar pronto em 20 dias.

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O gerente do núcleo de controle de endemias da Secretaria de Saúde, Devanildo de Souza Santos, disse ao Campo Grande News que apesar dos sintomas, o adolescente não é tratado como um caso crônico suspeito de febre chikungunya. “No ano passado ele teve sintomas de dengue e clinicamente foi considerado um caso positivo. Agora está apresentando fortes dores nas articulações. Pode ser qualquer outra doença, mas coletamos material para exame”, informou.

Dos outros dois casos suspeitos notificados recentemente na cidade, um já apresentou resultado negativo. Trata-se de uma mulher de 30 anos de idade, residente no Jardim Piratininga. A saúde pública aguarda ainda o resultado do exame feito no rapaz de 23 anos, morador no Jardim Maracanã, que teria viajado recentemente ao Paraguai.

Os dois pacientes recebem cuidados em casa. O rapaz chegou a ficar um dia internado no Hospital da Vida, mas foi liberado. “Dourados não tem nenhum caso confirmado de febre chikungunya e aguardamos o resultado de dois suspeitos, já que um foi descartado”, afirmou Devanildo de Souza Santos.

Para combater o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue e a febre chikungunya, a Secretaria de Saúde intensificou os mutirões de limpeza nos bairros e as campanhas de conscientização da população para evitar a proliferação do inseto.

De janeiro a outubro foram feitos 96 mutirões para eliminar focos do mosquito e recolher criadouros, como pneus velhos, garrafas e outros recipientes onde a água fica acumulada. O levantamento mais recente mostrou que a infestação do mosquito é de 0,7%, considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde. Entretanto, com as altas temperaturas e chuvas constantes a tendência é de maior infestação.

A febre se dissemina de três a quatro vezes mais rápido do que a dengue e a morbidade dela também é maior. O paciente sente dores mais fortes e pode demorar de três meses a dois anos para se recuperar. A melhor forma de prevenção é reduzir os focos do mosquito transmissor.




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