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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

28/12/2011 12:46

Em nota, lideranças indígenas contrariam PF e dizem que Nisio está morto

Marta Ferreira

Na semana passada, corporação divulgou relatório de investigação de ataque a índios e disse que não há indícios de execução

Nisio foi executado, afirma nota de assembléia de líderes indígenas. (Foto: Divulgação Cimi)Nisio foi executado, afirma nota de assembléia de líderes indígenas. (Foto: Divulgação Cimi)

A Aty Guasu, assembléia que reúne lideranças indígenas, divulgou hoje nota reafirmando que o guarani-kaiowá Nisio Gomes, de 59 anos, considerado desaparecido pela Polícia, foi executado por pistoleiros que invadiram o acampamento Guayviri, em Aral Moreira, no dia 18 de novembro.

A nota foi uma resposta à divulgação pela Polícia Federal, na semana passada, de relatório afirmando que há mais indícios de que Nisio esteja vivo do que morto. A PF diz que as investigações indicaram que houve ataque ao acampamento, em uma fazenda reivindicada como terra indígena, mas que não há provas da execução de Nisio.

A Corporação afirma, inclusive, que de lá para cá foi feito saque na conta dele de um benefício em nome de Nisio.

O inquérito, que segundo a PF seria concluído esta semana, indicia dez pessoas, entre fazendeiros, seguranças e administradores de empresas de segurança pelo ataque ao acampamento, mas também um indígena, filho de Nisio, por ter mentido em seu depoimento.

Após a publicação do relatório, a Aty Gassu reuniu seu conselho em Dourados e divulgou a nota sobre o caso, com base em investigações feitas pelos integrantes da assembleia, como informa o texto.

A nota relembra os diversos conflitos envolvendo a disputa por terras entre índios e fazendeiros e ressalta que entre os integrantes da Aty Gassu há ndígenas graduados e pós-graduados em universidades públicas. Isso significa, conforme a nota, que “utilizam diferentes métodos e técnicas de investigações científicas conforme os fatos ocorridos”.

Após essas investigações, afirma o texto, é que “foram e são feitas as denúncias dos crimes variados contra o povo Guarani-Kaiowá”.

“No que diz respeito ao xamã Nisio Gomes, nós lideranças-investigadores da Aty Guasu investigamos rigorosamente o caso do líder xamã Nisio Gomes, ouvimos em detalhe todos os rezadores, parentes, irmãos (ãs), filhas (os), netos (as) de modo repetitivo, na grande assembleia Aty Guasu”, informa o texto.

O texto prossegue dizendo que, “a partir de todos os depoimentos ouvidos e analisados no seio da Aty Guasu concluímos que a liderança religiosa Nísio Gomes de fato foi massacrado, assassinado e levado do tekoha Guaiviry no dia 18/11/2011 pelos pistoleiros das fazendas.

Esta é conclusão definitiva que prevalece entre nós todos, os povos Guarani e Kaiowá”.




Ora, índio é tão ser humano quanto todos os demais homens, sujeito a cometer os mesmos erros e acertos. As sequelas de um passado tenebroso (envolvendo a escravidão) e as particularidades culturais dos indígenas não podem ser desculpa para se passar por cima dos valores morais, da lei e do Estado.
 
Marcel Ozuna em 28/12/2011 09:20:32
"Uma mentira repetida mil vezes torna-se uma verdade autenticada", já pensavam os nazistas. Pelo visto, não adianta a Polícia Federal fazer a sua parte se as provas se voltarem contra os índios, pois estes "sempre terão razão" por pura e simples "vantagem numérica", ou porque, incitados pela Funai e por certos partidos, "fazem barulho", ou porque certas mentes romantizadas os vejam como "puros".
 
Marcel Ozuna em 28/12/2011 09:13:42
A opressão covarde exercida contra os povos indígenas, é a mesma que ocorre e ocorreu nos quatros cantos do mundo. Especialmente em nosso estado isso vem ocorrendo sistematicamente de forma brutal, quando não é com o uso da força das armas e cangaceiros, é pela total inoperância do estado que não é capaz de suprir as necessidades básicas dessas populações que vivem segregadas à merce da sorte.
 
Carlos Eduardo em 28/12/2011 04:14:32
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