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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

24/06/2013 12:14

Etnias convocam 200 caciques para decisão sobre área em Aquidauana

Aliny Mary Dias

Cerca de 200 lideranças indígenas irão se reunir na próxima quarta-feira (26) para debater a ordem de reintegração de posse da Fazenda Esperança em Aquidauana. Segundo o advogado Luiz Henrique Eloy, lideranças terena e kadiwéu irão esclarecer aos índios a situação das terras.

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Conforme o advogado, a assembleia foi convocada por conta de uma ação de reintegração de posse movida pelo fazendeiro Nilton Carvalho da Silva Filho que vence na próxima quinta-feira.

Os caciques irão esclarecer aos índios a situação das terras que receberam o nome de Retomada Esperança. “A comunidade está em desespero por conta da reintegração e os caciques vão explicar os detalhes”, afirma o advogado.

A primeira reunião marcada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) para quinta-feira com integrantes do fórum nacional que trata sobre a questão das demarcações também será assunto da assembleia. A reunião será durante todo o dia e a imprensa foi liberada para acompanhar os debates.

Decisão – Os índios ocuparam a Fazenda Esperança no dia 30 de maio e a ação de reintegração de posse foi autorizada pela 1ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande no último dia 17 deste mês. 

Na decisão, o juiz Renato Toniasso autoriza a reintegração e afirma que “o fato de o processo administrativo de demarcação e ampliação da Terra Indígena Taunay-Ipegue estar em fase adiantada, não permite aos índios tomarem a posse da área demarcada, antes do desfecho final dessa demarcação, o que se dará apenas mediante decreto homologatório”, afirma Hardmann.

Outra recomendação do MPF que não deve ser seguida caso os índios não saiam da fazenda é a ausência da polícia durante o cumprimento da ação. O magistrado afirma que “decorrido o prazo dado, sem que a FUNAI consiga a desocupação espontânea, o uso da forca policial será inevitável, pois as decisões judiciais devem ser cumpridas, sob pena de instalar-se o caos, em termos de segurança jurídica”, completa.




Caramba, é muito chefe pra pouco índio...
 
Mathias Hanns em 24/06/2013 15:34:14
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