A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

05/11/2012 23:15

Funai inicia levantamento para demarcação de terra Guarani Kaiowá

Paula Vitorino, de Iguatemi
Fazenda Cambará é alvo de disputa indígena. (Foto: Rodrigo Pazinato)Fazenda Cambará é alvo de disputa indígena. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Equipe de técnicos da Funai (Fundação Nacional do Índio) e Polícia Federal iniciaram nesta segunda-feira (5) os trabalhos de vistorias em propriedades rurais que podem ser consideradas indígenas, no município de Iguatemi. O conflito de terra entre indígenas e fazendeiros na região virou notícia internacional nas últimas semanas.

Veja Mais
Guarani Kaiowá não são obrigados a deixar fazenda em Iguatemi
Há 1 mês em área de conflito, guarani-kaiowá ameaçam ampliar ocupação

O objetivo dos técnicos é levantar dados fundiários necessários para identificar e delimitar as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios da etnia Guarani-Kaiowá, nas bacias denominadas de Iguatemipegua e Ñandevapegua, em quatro cidades de Mato Grosso do Sul.

Desde o dia 15 de outubro, as esquipes já visitaram propriedades dos municípios vizinhos de Amambai, Paranhos e Tacuru. A vistoria atende portaria publicada pela Funai no dia 3 de outubro, no Diário Oficial da União, e tem 30 dias para ser finalizada. Áreas de São Paulo também estão previstas na determinação.

Em Iguatemi, uma das propriedades na lista de vistorias é a fazenda Cambará, alvo do principal conflito de terra na região. Os Guarani-Kaiowá da comunidade Pyelito Kue reivindicam e ocupam área dentro da fazenda desde novembro do ano passado.

A disputa pela terra ganhou repercussão após a divulgação de carta da comunidade indígena dizendo que eles estavam dispostos a morrer antes de ter que sair da área. O conteúdo foi interpretado como comunicado de ritual de “suicídio coletivo”, ganhando manifestações de apoio em todo o país.

Recentemente, após mobilização da sociedade, o Tribunal Federal da 3ª Região (TRF-3), em São Paulo, concedeu a permanência dos indígenas em área de 1 hectare dentro da fazenda até que seja concluído o processo de delimitação e demarcação da terra.

 

Advogado Armando diz que Funai está tratando fazendeiros como Advogado Armando diz que Funai está tratando fazendeiros como

Invasão – O Sindicato Rural do município considera invasiva a ação da Funai e PF nas fazendas. Os proprietários afirmam “nunca terem visto esse tipo de vistoria na região”.

De acordo com o Sindicato, as equipes entram nas propriedades e, sem mandando judicial, colhem todo tipo de informação.

Entre as perguntas, eles questionam se a propriedade é registrada no Incra, área total e desde quando possui atividade no local.

Para o advogado da fazenda Cambará, Armando Albuquerque, a Funai “está considerando os fazendeiros como ocupantes e não proprietários dos locais”. Ele ainda avalia que a ação é um “pressuposto para mais invasões na região”.

Proprietários de fazendas em Tacuru entraram com processo judicial contra a ação das equipes.

O coordenador dos trabalhos na região da Funai, Marcelo Antônio Elihimas, esclarece que as equipes só entram nas propriedades com autorização dos responsáveis pela área e que o procedimento para levantamento fundiário é o mesmo realizado em todo país para as demarcações indígenas já feitas, com fundamentação em decreto 1.775/1996 e em portaria do Ministério da Justiça.

Além disso, ele frisa que a vistoria não significa que determinada área já é considerada indígena, já que o estudo depende também de análises de antropólogos e outros dados.

Ainda para resolver o impasse na área, um Plano de Proteção e Prevenção de Conflitos Fundiários a nível nacional deve ser criado, com previsão de que os membros visitem a área de conflito em Iguatemi.

Marido agride mulher com garrafada e se tranca em casa com medo da polícia
Mulher de 42 anos foi agredida pelo marido com uma garrafada no sábado (3), após ser vista conversando com as amigas em sua casa em Dourados, distant...
Domingo é de redação no segundo dia de prova do Enem em Paranaíba
Candidatos do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) em Paranaíba, distante 422 quilômetros de Campo Grande, fazem neste domingo (4) as provas de reda...



Caro Lincoln Curado, lamentavelmente, nos últimos anos o Brasil tem vivenciado um período de total inversão de valores e que descambou na última década. Acerca do teu comentário, onde reproduz texto de Valfrido Chaves, o qual pergunta que país toleraria isso tudo?
Eu tenho a resposta: países do naipe da Bolívia, Venezuela, Cuba, Nicarágua, Equador, Brasil, Argentina, etc... podendo incluir aí, quase a totalidade dos países Africanos.
Infelizmente, continua valendo a famosa frase proferida acerca do Brasil em 1962: "O Brasil não é um país sério".

 
Juvenal Coelho em 06/11/2012 14:26:50
Muito bom o seu comentário Juvenal.
Veja este trecho do Valfrido M. Chaves no artigo Produçao ,satanização e traição:
"Com o apoio de setores do Estado brasileiro sem responsabilidade para com seus atos anteriores, brasileiros do campo são expulsos da Constituição , de suas terras e de seus direitos como nem os traficantes o são. E sob o aplauso e financiamentos externos. Que nação no mundo tolera esse tipo de coisa? Que povo se acumplicia e se curva a tais traições, sem coragem até para denunciar o que se passa?"
 
lincoln curado em 06/11/2012 11:38:57
Pobres indígenas.... sempre servindo de joguetes aos interesses escusos de ongs, cimi, funai, antropólogos, etc, etc.. Demarcando ou não suas terras, a sina destes índios será a miséria e a marginalização. A questão indígena no Brasil precisa ser tratada com seriedade. Museu antropológico a céu aberto atende a interesses de meia dúzia de esquerdopetista de inteligência curta, e não ao dos índios.
 
Juvenal Coelho em 06/11/2012 10:38:18
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions