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30/10/2014 10:05

Julgamento de homem acusado de matar o amigo em 2007 é adiado de novo

Helio de Freitas, de Dourados
Familiares de Valter Schroeder em frente ao Fórum de Dourados em 2012, quando deveria ocorrer o julgamento (Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News)Familiares de Valter Schroeder em frente ao Fórum de Dourados em 2012, quando deveria ocorrer o julgamento (Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News)

Foi adiado mais uma vez o julgamento de Clari José Henkes, 43 anos, acusado de assassinar o produtor rural Valter Schroeder, no dia 10 de abril de 2007, no distrito de Indápolis, em Dourados, a 233 km de Campo Grande. O julgamento estava marcado para hoje no Tribunal do Júri do Fórum da cidade, mas foi adiado a pedido do assistente de acusação. Vítima e acusado eram amigos e Clari trabalhava para Walter na época do crime.

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O crime ocorreu na casa do acusado, onde Valter teria ido para conversar sobre a lavoura. O julgamento deveria ter ocorrido em setembro de 2012, mas foi adiado devido a um atestado médico apresentado pelo advogado de defesa. Na época, familiares da vítima que moram no Rio Grande do Sul, inclusive seu pai, com 84 anos, vieram a Dourados para acompanhar o julgamento e protestaram após o júri ser adiado.

Conforme o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, na época do assassinato o réu negou participação no crime. Contudo, a investigação policial descobriu que a arma do crime pertencia a Clari Henkes. Com a exumação do corpo e exame de balística, ele foi denunciado pela autoria do assassinato.

A investigação policial revelou que Clari prestava serviço para Walter Schroeder na lavoura. Na noite do crime, Walter teria ido à casa do funcionário e amigo para conversar. Clari contou à polícia que um pistoleiro chegou ao local perguntando quem era o Walter. Ao identificar o produtor rural, o homem teria disparado um único tiro no peito da vítima. A versão, entretanto, foi desmentida pela polícia, que acusou Clari Henkes de homicídio qualificado. O advogado de Clari Henkes, Felipe Casuo Azuma, afirmou hoje que o réu “nega veementemente” ser o autor do crime.

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