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Campo Grande, Sábado, 10 de Dezembro de 2016

02/10/2015 20:37

Ministério da Defesa confirma Exército por mais 30 dias em região de conflito

Comandante do Exército em Dourados já tinha anunciado presença de militares na região até dia 30, mas agora prorrogação foi autorizada oficialmente pela Presidência da República

Helio de Freitas, de Dourados
Homens do Exército vão permanecer até dia 30 deste mês na região de Antonio João (Foto: Marcos Ermínio)Homens do Exército vão permanecer até dia 30 deste mês na região de Antonio João (Foto: Marcos Ermínio)

Anunciada quarta-feira (30) pelo comando do Exército em Dourados, a permanência das tropas federais em cidades da fronteira do Brasil com o Paraguai vai continuar até o dia 30 deste mês para garantir a paz entre índios e produtores rurais no município de Antonio João, a 279 km de Campo Grande.

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A autorização da Presidência da República prorrogando por mais 30 dias a Operação Dourados, realizada pelo Exército com o objetivo de reforçar a segurança em quatro municípios do Mato Grosso do Sul, foi publicada no do Diário Oficial da União. Durante a operação, os militares das Forças Armadas têm poder de efetuar prisões em flagrante, patrulhamentos e vistorias.

De acordo com o Ministério da Defesa, com a decisão, que atende à solicitação do governo do Estado, as tropas do Exército permanecem no local até o final do mês “com a missão de preservar a ordem pública diante à situação de conflito entre indígenas e proprietários rurais da região”.

As medidas de Garantia da Lei e da Ordem abrangem os municípios de Antônio João, Aral Moreira, Bela Vista e Ponta Porã. A missão envolve os ministérios da Defesa, da Justiça, das Relações Exteriores, Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e órgãos de segurança pública federais e estaduais.

A ação continua sendo executada pelo CMO (Comando Militar do Oeste), responsável pela coordenação e controle operacional das tropas.

Confronto e morte – O Exército mantém cerca de 800 homens naquela região desde o dia 1º de setembro, três dias após o guarani-kaiowá Semião Fernandes Vilhalva, 24, ser assassinado com um tiro na cabeça durante confronto com produtores rurais que tentavam retirar à força os índios que ocupavam uma das sete fazendas localizadas na área de 9.300 hectares, reivindicada pela comunidade indígena.

Os índios permanecem em pelo menos três fazendas. No dia 11 de setembro, o juiz federal Diogo Ricardo Goes Oliveira, da 1ª Vara Federal de Ponta Porã, determinou a desocupação das fazendas dentro de cinco dias, prazo expirado no dia 18. Entretanto, os índios continuam nas áreas.




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