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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

04/07/2012 10:40

MPF investiga cobrança de pedágio em rodovia que dá acesso a Bolívia

Aline dos Santos
Rodovia dá acesso ao país vizinho. (Foto:Divulgação)Rodovia dá acesso ao país vizinho. (Foto:Divulgação)

A pedido da Câmara Municipal de Corumbá, o MPF (Ministério Público Federal) instaurou inquérito civil para apurar a quem cabe explorar o pedágio na rodovia Ramon Gomes, trecho da BR-262 que dá acesso a Bolívia, e como são aplicados os recursos arrecadados. O legislativo municipal alega que causa “estranheza” o fato de a municipalidade explorar o pedágio em uma rodovia federal.

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O MPF solicitou ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) que informe se o trecho da rodovia no qual está localizado o pedágio integra a BR-262 e por que o serviço é explorado pela prefeitura. Ao Poder Executivo, foi pedido esclarecimento detalhado sobre a destinação dos recursos arrecadados.

No último dia 11 de junho, durante pronunciamento na Câmara, o vereador Oseas Ohara Oliveira (PMDB) pediu apuração sobre o pedágio. Segundo ele, trata-se de um “mistério”, pois não há prestação de contas. “Recentemente a prefeitura realizou até uma licitação de R$ 250 mil para reforma da parte elétrica, pintura e troca de meia dúzia de luminárias”, afirmou. Ohara é marido de Solange Alves de Oliveira, candidata à prefeitura de Corumbá.

Na ocasião, o vereador declarou que a Câmara Municipal já encaminhou dezenas de requerimentos ao prefeito Ruiter Cunha (PT), solicitando explicações sobre o dinheiro arrecadado do pedágio.

A assessoria de imprensa da prefeitura informa que parte do valor arrecadado é destinada para entidades sociais, hospital e manutenção da rodovia, com ações de recapeamento e instalação de luminárias no trecho de 4,5km.

A divisão é feita da seguinte forma: de segunda a sábado, o valor arrecadado fica para a prefeitura, que destina 80% para manutenção e 20% para o Hospital de Caridade; aos sábados e feriados, o valor é repassado às entidades assistenciais, elencadas pelo Conselho Municipal de Assistência Social.

Nestas datas, a prefeitura retira os cinco funcionários e voluntários das entidades trabalham no local, acompanhado por guardas municipais. O pedágio funciona das 7h às 19h.

Conforme a assessoria de imprensa, a arrecadação mensal da prefeitura gira em torno de 38 mil por mês. O pedágio custa R$ 1 real para carro, R$ 1,90 para ônibus e R$ 3,25 para caminhões e carretas.




Seria interessante também esclarecer melhor a cobrança de pedádio na ponte sobre sobre o Rio Paraguai, BR-262. Se a rodovia é federal, a ponte foi construída com recursos públicos e a estrada é mantida pela uniãos (tudo com impostos), por que cobrar ainda mais, com o pedágio, do usuário?
 
Ronaldo Regis em 04/07/2012 11:56:22
Alguem deixou de receber sua parte, ai fizeram a denúncia..
 
Luciano Lima em 04/07/2012 03:35:58
ESTRANHO SÓ AGORA QUE RESOLVERAM VER ESTE FATO PORQUE?A ANOS QUE ESTE PEDAGIO É COBRADO
 
claudinei braz de lima em 04/07/2012 03:05:38
seria interessante também verificar quem são os responsáveis pela empresa que administra o pedágio da ponte sobre o rio Paraguai, pois também é trecho de rodovia federal com o pedágio sendo explorado pelo Estado, além do quê o pedágio seria cobrado apenas durante o pagamento do empréstimo para construção da ponte.
 
marcio leite em 04/07/2012 02:06:53
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