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Campo Grande, Domingo, 19 de Fevereiro de 2017

08/11/2016 14:05

Na onda de protesto, artistas cobram mais verba e falam em ocupar a Câmara

Membros do Conselho de Cultura de Dourados cobram destinação de 1% do orçamento do município para projetos culturais

Helio de Freitas, de Dourados
Balé de projeto mantido com dinheiro público; artistas querem mais recursos (Foto: Divulgação)Balé de projeto mantido com dinheiro público; artistas querem mais recursos (Foto: Divulgação)

Artistas de Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande, estão se mobilizando para cobrar da prefeitura a destinação de 1% da arrecadação municipal para a cultura.

Os protestos ainda serão discutidos, mas até a ocupação da Câmara Municipal, como defenderam alguns através de rede social, para pressionar os vereadores, está sendo avaliada. Uma reunião está marcada para às 17h30 de hoje (8), no Parque dos Ipês.

O movimento é liderado pelo ator João Rocha, membro do Conselho Municipal de Cultura e tem a participação de dezenas de artistas locais. Segundo eles, o prefeito Murilo Zauith (PSB) se comprometeu em enviar à Câmara de Vereadores o projeto de lei destinando 1% da arrecadação para projetos artístico-culturais.

Com o orçamento para 2016 de R$ 850 milhões, o setor teria pelo menos R$ 8 milhões neste ano, mas a prefeitura destinou apenas R$ 2,49 milhões para a Secretaria Municipal de Cultura, sendo que R$ 1 milhão tinha sido usado até outubro para a folha de pagamento.

De acordo com o site Dourados Agora, do orçamento total da Secretaria de Cultura, apenas R$ 195 mil foram para o FIP (Fundo Municipal de Investimentos à Produção Artística e Cultural FIP) e R$ 325 mil investidos no Nace (Núcleo de Arte, Cultura e Esporte).

A proposta orçamentária para o ano que vem, de R$ 880 milhões, mantém valores parecidos com os de 2016 para a cultura.

João Rocha disse ao site Dourados Agora que os artistas douradenses estão se mobilizando para cobrar a apresentação do projeto de lei para garantir o 1% da arrecadação municipal para a cultura em 2017. Para entrar vigorar no ano que vem, a lei tem que ser aprovada ainda em 2016.

"Com esse dinheiro seria possível criar um circuito de teatro ou de uma área musical, por exemplo, com apresentações por um período mais longo, inclusive, por toda a cidade, contribuindo também para desenvolver o gosto artístico na população", afirma João Rocha.

O secretário de Cultura de Dourados, Carlos Fábio, negou que a atual administração tenha virado as costas para a cultura. Segundo ele, o projeto reservando 1% da arrecadação para a cultura depende de parecer técnico da Procuradoria-Geral do Município.




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