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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

27/02/2015 14:28

Nova Andradina ainda aguarda resposta da União sobre decreto de emergência

Flávia Lima
Prefeitura de Nova Andradina faz reparos em bairros enquanto espera resposta do governo federal sobre recursos. (Foto:Divulgação) Prefeitura de Nova Andradina faz reparos em bairros enquanto espera resposta do governo federal sobre recursos. (Foto:Divulgação)

A resposta do governo federal sobre o reconhecimento do decreto de emergência publicado pela prefeitura de Nova Andradina devido aos prejuízos ocasionados pelas chuvas deve sair na próxima semana. A expectativa é do tenente Jeferson Albuquerque, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Mato Grosso do Sul (Cedec-MS). O prefeito Robertyo Hashioka publicou o decreto na sexta-feira passada (20) e solicitou à União o reconhecimento dos prejuízos e estragos sofridos pelo município após a chuva que atingiu a cidade entre os dias 15 e 17 de fevereiro.

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Com o reconhecimento, a prefeitura do município fica apta a solicitar e receber recursos para a recuperação dos danos. Segundo levantamento da prefeitura, o município precisará e R$ 5,3 milhões para consertar os estragos. Conforme a solicitação, R$ 1,6 milhão será aplicado em obras de infraestrutura residência, incluindo a construção de casas condenadas e moradias destruídas, além da reconstrução do anel viário, recuperação de dutos e asfalto.

O restante, pelo menos R$ 3,5 milhões, será destinado a reconstrução de órgãos e na recuperação de bairros afetados pela erosão, casos da Vila Beatriz, Horto Florestal e Vila Operaria.

Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Estado, o transporte de alunos da zona rural está prejudicado, pois as estradas de acesso estão isoladas.

Durante os três dias choveu cerca de 300 milímetros, volume que ocasionou fortes enxurradas que provocaram alagamentos em casas, comércio e na zona rural. Ao todo, segundo dados da Cedec-MS, as chuvas destruíram vias publicas, abriram crateras nas estradas, derrubaram pontes e condenaram três casas que precisarão ser demolidas, além de outras cinco que apresentaram danos estruturais. A prefeitura já providenciou a retirada das famílias dessas residências.

Além disso, na alça que interliga a MS-134 à MS-276 a galeria não suportou o volume das águas e cedeu, formando uma cratera de mais de 80 metros de extensão na pista.

Ao todo, 3516 pessoas foram afetadas pelas chuvas de forma direta, segundo o tenente Jeferson Albuquerque. De acordo com ele, a Defesa Civil do Estado mantém contato direto com a prefeitura de Nova Andradina, oferecendo suporte técnico e esclarecimentos a respeito de medidas burocráticas que o município precisa tomar para conseguir apoio financeiro da União. Também foram enviados técnicos ao local para constatar as reais necessidades do município e prejuízos.

Independente da liberação dos recursos, equipes da secretaria de Serviços Públicos de Nova Andradina estão realizando consertos emergenciais, limpando e desobstruindo bueiros, além de uma operação tapa-buraco nas vias mais prejudicadas.

“Nossa preocupação é para que possamos equacionar o mais rápido possível questões ligadas ao transporte escolar, coleta de lixo e o acesso às residências dos moradores”, destacou Umberto Canesque, secretário de Serviços Públicos.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, as chuvas que atingiram a cidade foram históricas e nunca houve registro do volume de enxurradas ocasionadas por elas.

Outros municípios

Nas cidades de Batayporã, Ivinhema, Bataguassu e Três Lagoas, que também foram castigadas pelas chuvas das últimas semanas, a Defesa Civil do Estado vem mantendo contato diário para monitorar a situação das cidades, principalmente da população ribeirinha.

Em Batayporã, a dez quilômetros de Nova Andradina, também foi decretado estado de emergência. Lá, o problema foi a Lagoa do Sapo que transbordou e a água invadiu casas e comércio.

Nos demais municípios que não decretaram situação de emergência, a Defesa Civil do Estado vem oferecendo suporte e enviando técnicos para acompanhar os possíveis estragos, além de esclarecer sobre os trâmites burocráticos para obter recursos federais caso uma situação semelhante se repita e os estragos sejam maiores. “Nós monitoramos tudo aqui pela nossa central, mas é importante conferir in loco se não há mesmo risco de alagamentos, especialmente nas cidades que são cortadas por rios”, explica o tenente Jeferson. O monitoramento também se extende a Amambai, onde um vendaval esta semana destelhou 30 casas.

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