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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

17/03/2015 12:16

Passeata acaba, mas lojas ficarão fechadas durante todo o dia

Mariana Rodrigues
Cerca de seis mil pessoas foram para as ruas para protestar contra redução de cota. (Foto: Eduardo Gaúna)Cerca de seis mil pessoas foram para as ruas para protestar contra redução de cota. (Foto: Eduardo Gaúna)

Cerca de seis mil pessoas foram para as ruas nesta terça-feira (17), na cidade de Pedro Juan Caballero, que faz fronteira com o município de Ponta Porã - distante a 323 quilômetros de Campo Grande, protestar contra a decisão do governo brasileiro em baixar de 300 para 150 dólares a cota de produtos importados, permitida para cada cidadão brasileiro fazer compras no exterior sem ter que pagar impostos. Todas as lojas do comércio, incluindo o Shopping China, uma das maiores lojas de produtos importados de Pedro Juan, devem permanecer fechadas durante todo o dia de hoje .

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A manifestação implica diretamente no comércio de Ponta Porã, que teve uma queda de cerca de 30% nas vendas, além de apresentar diminuição significativa no número de turistas que se hospedam em hotéis especificamente para fazer compras. "O mercado paraguaio é muito importante para Ponta Porã, hoje observamos que a maioria dos hotéis estão vazios devido ao impacto que essa manifestação, acompanhada com a alta do dólar, geraram para o comércio da região de fronteira", comentou Eduardo Gauna, presidente da ACEPP (Associação Comercial de Ponta Porã).

Segundo Jefferson Fernandes, 43 anos, gerente de um hotel em Ponta Porã, que geralmente hospeda turistas dispostos a fazer compras, revelou que tem sentido a diminuição no número de clientes. "Hoje percebemos que não temos turistas que vêm fazer compras, só clientes corporativos, que é o que está movimentando nosso hotel. Por outro lado, esses clientes não estão dispostos a gastar, eles se hospedam somente a trabalho", comentou.

Jefferson disse ainda, que mesmo com a crise atribuída a alta do dólar, o hotel tem conseguido se manter. "Não demiti nenhum funcionário devido a crise, pelo contrário, contratei mais gente, mesmo com a crise eu acredito que temos que investir, e como estou conseguindo me manter, estou investindo para melhorar o atendimento", contou.

Em outro hotel localizado na região central de Ponta Porã, a gerente contou que o movimento já caiu devido a paralisação e a alta do dólar. "Nosso hotel é voltado para pessoas que vêm especificamente para fazer compras no Paraguai, já estamos sentindo essa queda, pois o movimento caiu cerca de 60%, a procura tem sido bem pequena", comentou.

A alta do dólar que fechou ontem, cotado a R$ 3,245 na venda, também é um dos motivos que tem afastado quem vai fazer compras na região. "Devido ao dólar alto, não está compensando fazer compras por aqui, e isso também nos afetado. O que tem nos ajudado a não sofrer tanto com a falta de clientes é que temos uma feira agropecuária acontecendo no momento, então temos os hóspedes que vieram para a feira", afirmou a gerente.

Outro setor que também sofre diretamente com a falta de turistas são os restaurantes. Fabrizia Ribeiro Pinto, 35 nos, sócia de dois restaurantes que funcionam há 20 anos, um localizado em Ponta Porã e outro em Pedro Juan, classificou o mês de março como o mês das quedas.

"Hoje o comércio de Pedro Juan está fechado, e isso nos afeta. Nós apoiamos as manifestações, pois ela é benéfica para os dois lados, mas tem a alta do dólar também que contribui para a diminuição das vendas". Segundo Fabrizia, só neste mês ela contabilizou uma queda de 40% nas vendas no estabelecimento de Ponta Porã.

Outras duas cidades paraguaias, Ciudad Del Leste e Guaíra, e três cidades bolivianas, Puerto Quijarro, Puerto Suarez e Arroyo Concepcion, que estão na fronteira com Mato Grosso do Sul também aderiram ao protesto.




Agora eu pergunto que recursos os comerciantes paraguaios geram para Ponta Porã ?
Sem contar que o comerciante de Ponta Porã sofre a vida inteira com a concorrência desleal com os paraguaios onde seus produtos não pagam impostos, e os dos brasileiros que pagam quase 50% de imposto, sendo que 99% dos clientes que vão comprar nas lojas paraguaias são brasileiros.
Tem mais é que diminuir a cota para 150 dólares mesmo, e outra já foi aprovada a lei dos Zonas Francas nas cidades fronteiriças do brasil onde vai funcionar um sistema livre de impostos.
 
wild em 17/03/2015 15:18:29
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