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Campo Grande, Domingo, 04 de Dezembro de 2016

22/09/2011 13:33

Pesquisadores fazem imagens de tatu gigante raro no Pantanal de MS

Paula Vitorino - Com reportagem da BBC Brasil

Projeto de cientistas da Escócia quer estudar comportamento da espécie rara

Câmera noturna flagrou tatu saindo de toca. (Foto:  Arnaud Desbiez)Câmera noturna flagrou tatu saindo de toca. (Foto: Arnaud Desbiez)
O tatu gigante pode atingir 1,5 metro de comprimento e pesar até 50 quilosO tatu gigante pode atingir 1,5 metro de comprimento e pesar até 50 quilos

Cientistas da Escócia conseguiram capturar imagens de um raro tatu gigante na região do Pantanal da Nhecolândia, em Mato Grosso do Sul. As câmeras do zoológico de Chester foram colocadas pelos pesquisadores da Royal Zoological Society há dez semanas, mas só agora conseguiram fotografar o animal.

Com as imagens, os pesquisadores poderão estimar a densidade da população da espécie, investigar os padrões de suas atividades, monitorar o uso de suas tocas por outras espécies além de aprender mais sobre seu comportamento social e reprodutivo. A pesquisa faz parte do Projeto Tatu Gigante.

"As câmeras vão oferecer informações críticas para a avaliação da situação das populações de tatus gigantes no Brasil", disse Arnaud Desbiez, biológo da Royal Zoological Society.

Ele ainda explica que as imagens vão ajudar a ter uma compreensão melhor da história natural da espécie e talvez entender as razões ecológicas de sua raridade.

“Vão nos ajudar a formular uma base de informações sobre a ecologia do tatu gigante e sua função no ecossistema do Pantanal brasileiro", acrescentou.

As fotos mostram o tatu saindo de uma toca. Apesar da população de tatus gigantes, ou Priodontes maximus, estarem espalhadas pela maior parte da América do Sul, pouco se sabe sobre este animal devido ao seu comportamento discreto e a pouca concentração da espécie, que raramente é vista.

O fato de o tatu gigante passar os dias em tocas embaixo da terra dificulta a observação, tornando as observações raras. O tatu gigante pode atingir 1,5 metro de comprimento e pesar até 50 quilos, duas vezes o tamanho de um tatu comum.

Raro - O tatu gigante vive em áreas de florestas conservadas, perto de fontes de água e têm hábitos noturnos.Isso levou os cientistas a decidirem usar câmeras automáticas, instaladas como armadilhas, para capturar as imagens.

"Nós simplesmente não sabemos nada sobre os tatus gigantes e podemos perder esta espécie antes de conseguir entender sua história natural básica e seu papel ecológico", afirmou Arnaud Desbiez.

A organização União Internacional para Conservação da Natureza classifica este mamífero como vulnerável, pois o tatu gigante está ameaçado pela perda de seu habitat e pela caça.

Para Arnaud Desbiez, o tatu gigante pode ser considerado um "fóssil vivo".

"Estou ansioso para usar os resultados de nosso trabalho para mostrar aos brasileiros e ao resto do mundo esta espécie desconhecida que eu acredito simboliza o melhor da biodiversidade", afirmou.




Posso imaginar o sentimento de toda a equipe por conseguir esses registros. Tive o enorme privilégio de dar, literalmente, de cara com um tatu-canastra, há muitos anos atrás, no Pq Nacional das Emas, em plena luz do dia. Me arrepio só de lembrar, e guardo as fotos como verdadeiros troféus.
Parabéns pelo registro. Que consigam muitos outros, que permitam o conhecimento e preservação da espécie.
 
Newton Tércio Netto em 28/09/2011 08:50:32
sobre as pesquisas, são muito importante e um dificil trabalho, paciencia e muita boa vontade, para conseguir exito, parabéns pra eles, estrangeiros ou brasileiros, isso sim não tem importancia.
 
josé almir calça em 26/09/2011 02:35:35
a poucos alguns dias li a reportagem sobre os animais silvestres retirado de uma loja no centro da capital, vcs se lembram? oque sera que fizeram com eles, alguem esta acompanhando o episódio, ou ja esqueceram, queria saber o desenrolar desta história.
Se cuida em tatuzão, aqui os bichos desaparecem, depois voltam sozinhos, ( falei da onça fujona)
 
josé almir calça em 26/09/2011 02:28:07
6- Todos temos contribuições importantes a fazer. Eu não acredito que exista espaço para xenofobia no mundo da conservação onde existem TÃO POUCOS de nós de fato dispostos a colocar a mão na massa e trabalhar arduamente pela conservação de espécies. Pensem a respeito.
 
Patricia Medici em 23/09/2011 10:05:24
5- Então, MUITO cuidado com as conclusões precipitadas. Mais uma vez, pensem antes de falar publicamente sobre assuntos sobre os quais não tenham conhecimento. Conservação de espécies ameaçadas, seja aqui no Brasil ou em qualquer outro lugar do planeta, é uma tarefa árdua, requer muito trabalho e dedicação, e todos e cada um de nós, de quaisquer nacionalidades, credos e filosofias.
 
Patricia Medici em 23/09/2011 10:04:55
4- Ou seja, são quase 10 anos, trabalhando pela conservação da NOSSA fauna, se é que queremos ser xenofóbicos. TODOS os demais membros da equipe são profissionais brasileiros. É importante mencionar aqui também que a pesquisa está devidamente licenciada pelos órgãos ambientais competentes (IBAMA/SISBIO) e por conseguinte relatórios de atividades serão regularmente enviados aos mesmos.
 
Patricia Medici em 23/09/2011 10:04:13
3- Gente, pensem antes de fazer observações como essas. Em que mundo vivem vocês? Os profissionais envolvidos são seríssimos e competentíssimos. Arnaud Desbiez é cidadão francês e trabalha como pesquisador associado de uma Fundação Escocesa, mas vive e trabalha no Brasil (com visto permanente!) desde 2002.
 
Patricia Medici em 23/09/2011 10:03:37
2- Vejo com muita tristeza alguns dos comentários deixados aqui. Enquanto alguns comemoram o feito e parabenizam os pesquisadores por um fantástico trabalho pela pesquisa e conservação de uma espécie tão rara e ameaçada, outros demonstram um enorme preconceito com relação à nacionalidade de alguns dos profissionais e até mesmo discorrem sobre possibilidades de bio-pirataria???
 
Patricia Medici em 23/09/2011 10:02:56
1- Caros amigos, meu nome é Patrícia Medici e sou coordenadora da Iniciativa Nacional para a Conservação da Anta Brasileira do IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas desde 1996. No momento, nossa equipe vem desenvolvendo o Programa Anta Pantanal, na Fazenda Baía das Pedras, mesma área de estudo onde o Projeto Tatú-Canastra, foco do artigo acima, é realizado, sob a coordenação de Arnaud Desbiez.
 
Patricia Medici em 23/09/2011 10:02:31
Essa pesquisa esta sendo realizada na Fazenda Baia das Pedras no Pantanal da Nhecolandia.
 
Arnaud Desbiez em 23/09/2011 09:45:22
Fotografei um desses a uns 8 anos atrás na mesma região!
O que está faltando é o governo do Estado incentivar o turismo na região da Nhecolândia.
 
Paulenir de Barros em 23/09/2011 09:16:30
Na região do capão seco já vi um desses, pelo menos aqui em nossa região ainda é possível vê-lo.
 
Ricardo Lopes em 23/09/2011 07:32:12
que coisa linda a natureza gente vamos preservar tudo isso*****
 
Adriana Moreira Da Silva em 23/09/2011 03:53:12
Imagino o que ainda tem para ser pesquisado ai no Brasil, em especial no MS. Lamento muito que estas pesquisas, em sua maioria, sejam realizadas por cientistas estrangeiros... pq nao leio nada a respeito de pesquisas realizadas por brasileiros, por equipes 100% brasileira? Pq nao se unem alguns milionarios, q temos muito por ai, e fundam sociedades de pesquisas para apoiar pesquisas 100% Brasil...
 
Antonio E. da Cruz em 23/09/2011 02:16:28
Parabéns Arnaud e Danilo. Quem conheceu o difícil trabalho de vocês, sabe que este feito é digno de comemoração. Valeram as noites mal dormidas. Um abraço
Prof. David
 
David Bambil Dias em 22/09/2011 09:46:59
esse ai é o famoso tatu canastra!
 
ODINEI OLIVEIRA em 22/09/2011 07:57:02
Arnaud,torço pelo seu sucesso nessa pesquisa,trazendo grande contribuição a historia natural.E provocará uma maior reflexão sobre a preservação da vida na terra.
 
Zita da Silva em 22/09/2011 07:50:14
PARABENS AOS CIENTISTAS!! AGORA É SÓ OS "DOUTORES EM ECOLOGIA" CRIAREM LEIS QUE PROIBAM A CAÇA DESTA LINDA ESPECIE E NAO DIVULGAR ONDE FOI TIRADA ESTA FOTO!! E AOS CIENTISTAS AJUDAREM A PROCRIAÇÃO PARA QUE ESTE LINDO BICHO NAO SUMA!!
 
CARLOS DAMASCENO em 22/09/2011 07:25:30
SÓ ESPERAMOS QUE NÃO ACONTEÇA A BIO PIRATARIA SE FOSSE NUM PAÍS SERIO O GOVERNO FEDERAL OU A POLICIA FEDERAL ESTARIAM FISCALIZANDO ESTA DESCOBERTA E MONITORANDO OS CIENTISTAS DE PERTO EM CONJUNTO COM OS CIENTISTAS BRASILEIROS , SÓ DAR PARABENS NÃO ADIANTA, POLITICA SÉRIA DE PROTEÇÃO E CONTRA A BIO PIRATARIA O QUE INFELIZMENTE NÃO TEM .
OLHO VIVO BRASIL.
 
VINICIUS MARQUES em 22/09/2011 06:19:16
Tenho uma foto antiga (sem data) de um desses. Quem se interessar veja o link: https://picasaweb.google.com/101822057284443536858/CidadesDeMS#5425635051174970690
 
ALDO BARBOSA DE ANDRADE em 22/09/2011 06:14:52
Nossa nos dias de hoje com tantas destruições, deparar com uma imagem e descoberta dessa, é muito emocionante, parabéns a vcs
 
Fatima Riqueti em 22/09/2011 05:23:57
Parabéns ao Arnaud e sua equipe pela descoberta. Que a pesquisa sirva para a conservação de nosso rico Pantanal.
 
Fabio Pellegrini em 22/09/2011 03:44:39
imagem transparente

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