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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

06/11/2014 15:45

Vídeo mostra meninas brigando em frente à escola e gera queixa contra Guarda

Helio de Freitas, de Dourados

Mais um vídeo de briga entre estudantes de Dourados, a 233 km de Campo Grande, foi parar nas redes sociais e já tem quase três mil visualizações. A gravação feita com telefone celular mostra uma briga entre duas alunas de uma escola estadual da cidade, assistida por dezenas de outros alunos.

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Não dá para identificar em qual escola ocorre a briga, mas pelo uniforme é possível constatar que as duas são alunas da rede estadual de ensino. Uma pessoa que comentou o vídeo no Facebook escreveu que a escola é a Maria da Glória Muzzi Ferreira, no Jardim Água Boa.

Também não há informação de quando ocorreu o fato. O confronto ocorre na calçada externa da escola, a poucos metros de um dos portões, como é possível perceber na gravação.

O vídeo foi compartilhado no Facebook por um rapaz identificado como Anderson Braga. Uma garota loira e uma de cabelos escuros, de estatura menor, se estapeiam e a maior derruba a rival enquanto alguns os garotos comemoram e gritam. Um deles, possivelmente o que estava gravando a cena, afirma: “toma vagabunda, tomou um pau”.

Anderson aproveitou o post para se queixar do trabalho da Guarda Municipal, que em Dourados é responsável pela ronda escolar.

“E agora, cadê a Guarda Municipal de Dourados? Qual é o serviço da Guarda? Ronda escolar, não é? Cadê os policiais? Só acho que deviam se preocupar menos com carros rebaixados e cuidar mais dessas saídas de escolas. Não fazemos mal a ninguém, transitamos com cuidado, cuidamos muito mais de nossos carros. Dourados precisa de mais segurança, não de policiais que só sabem prender carros rebaixados”, escreveu, concluindo o texto com um agradecimento à Polícia Militar de Dourados e à Getan (Grupamento Especial Tático de Motos) “que verdadeiramente estão ligados ao policiamento de segurança de Dourados”.

Ao Campo Grande News, o comandante da Guarda Municipal de Dourados, Joao Vicente Chencarek, rebateu a queixa de que a corporação só se preocupa em apreender carros rebaixados e disse que apenas uma viatura carrega talonário de multas. “Deixamos essa parte de notificação de infrações para a Agetran e estamos cuidando mais da segurança, da preservação do patrimônio público e colaborando com o trabalho da polícia”, afirmou.

Ele informou ainda que a Guarda Municipal faz rondas diárias nas escolas públicas e particulares da cidade e nos últimos meses intensificou o trabalho para evitar atos de violência e outros crimes nas proximidades dos estabelecimentos de ensino.

“As brigas de alunos em escola sempre ocorreram e tal fato não é de hoje. A Guarda de Dourados não é e nem poderia ser conivente com isso e vem combatendo preventivamente esse tipo de delito. O resultado pode ser considerado satisfatório. Os serviços de ronda escolar comunitária fez 12.237 visitas a escolas de fevereiro a outubro de 2014, todas devidamente registradas com o nome da escola, o horário da visita e com qual servidor o guarda municipal conversou”, afirmou o comandante.

Segundo ele, nesse período foram feitos 380 deslocamentos até as escolas para atender chamado de servidores dos estabelecimentos de ensino e 52 pessoas encaminhadas para a delegacia de polícia ou Conselho Tutelar. “Convenhamos, não é humanamente possível estar em 55 locais ao mesmo tempo e nem adivinhar onde a briga irá ocorrer, mesmo assim quando recebemos denúncias dessa natureza sempre fazemos o possível para estar lá preventivamente e evitar o delito”.

Sobre o carro rebaixado citado pelo morador, João Vicente afirmou: “apesar de o cidadão entender que o veículo rebaixado não traz prejuízo à coletividade, não é bem assim que o legislador vê. Conforme o artigo 230, VII do Código de Trânsito Brasileiro, em consonância com a resolução 292/98, trata-se de uma infração grave e tem como medida administrativa a retenção do veículo para regularização. O proprietário pode até rebaixar seu veículo, mas deverá providenciar uma inspeção de segurança veicular para a emissão do certificado de segurança veicular”.

Ainda de acordo com o comandante da Guarda, o carro rebaixado afeta, sim a segurança no trânsito: “quando o proprietário/infrator do veículo rebaixado vai transpor um quebra-molas, por exemplo, e o condutor precisa fazer um malabarismo, praticamente atravessar seu veículo na pista, causa um grande transtorno para os demais usuários da via. Esperamos que o proprietário de veículo rebaixado exerça de uma melhor forma sua cidadania, cobrando seus reais direitos e cumprindo suas obrigações”.

Veja o vídeo abaixo:

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