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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

18/11/2016 21:21

Pedro Chaves propõe mais tempo de aulas e ensino direcionado por áreas

Nyelder Rodrigues e Christiane Reis
Evento chamou a atenção de professores, que lotaram o plenário da Assembleia (Foto: Christiane Reis)Evento chamou a atenção de professores, que lotaram o plenário da Assembleia (Foto: Christiane Reis)

Foi debatido nesta sexta-feira (18) na Assembleia Legislativa, em Campo Grande, a MP (Medida Provisória) 746/2016, que propõe mudanças no Ensino Médio brasileiro. A medida tem como relator o senador sul-mato-grossense Pedro Chaves dos Santos Filho (PSC), que propôs a ampliação do tempo das aulas e a criação de um grupo de disciplinas optativas.

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Além de parlamentares, o evento contou com presença massiva de educadores que lotaram o plenário da Assembleia, além do próprio relator Pedro Chaves, que apresentou a proposta de aumentar o período de aulas de 20h por semana, o que soma 800h/ano, para 25h semanais - totalizando 1 mil horas por ano de aulas.

"A MP não é um documento parado, imóvel. Caso fosse, não seria necessário relator. Há uma proposta para ampliar de 800h para 1 mil horas de aulas por ano, o que daria 25h por semana. Já sobre as disciplinas, quem define não sou eu. Só coloca as área de conhecimento. As disciplinas cabe ao Conselho Nacional de Educação definir", explica o senador.

Outra proposta de Pedro Chaves, professor conhecido por fundar a escola Mace e por criar fortuna à frente da Uniderp, depois vendida por cifras milionárias ao grupo Anhanguera Educacional, é direcionar o Ensino Médio conforme a área que o aluno quer seguir após formado, criando disciplinas opcionais divididas em seis áreas.

"São chamados de itinerários formativos, com cinco áreas que os estados vão definir quais disciplinas quer que se inclua na grade curricular. Se o aluno quer fazer medicina ou fisioterapia, ele vai poder escolher pelo itinerário de Ciências Biológicas e da Saúde, por exemplo", resume o relator da MP.

Além disso, a intenção da proposta de Chaves é que haja uma sexta área, também elaborada por cada estado, para preparar os alunos que desejam ir direto para o mercado de trabalho. A proposta lembra o antigo Científico, que integrava a formação básica do estudante à profissional.

Parlamentares participaram do debate ao lado de educadores (Foto: Christiane Reis)Parlamentares participaram do debate ao lado de educadores (Foto: Christiane Reis)

"Isso dará mais base aos alunos e ajuda também a direcioná-lo para uma área que de escolha. Um aluno do primeiro ano do Ensino Médio tem base de qual escolha vai fazer, já é assim na Europa e Estados Unidos", comenta o senador.

Já sobre a base nacional curricular, Pedro Chaves explica Português, Matemática e Inglês serão as disciplinas obrigatórias definidas pela MP, enquanto as outras serão definidas pelo Conselho Nacional, atendendo as grandes áreas - por exemplo, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Sociais Aplicas - editadas na medida.

A previsão do relator da polêmica MP é que até março do ano que vem a proposta já esteja formatada, sendo implantada na educação brasileira já em 2018. "Gostei da presença incalculável de professores, alunos, presidentes de conselhos que estiveram aqui. Essa foi das maiores audiências públicas que fiz", afirma Pedro Chaves.

Quem também comentou sobre o encontro foi o presidente da Assembleia, Junior Mochi (PMDB). "Foi uma boa discussão, muitos foram ouvidos, com posições antagônicas. Quem defende algo contrário, vai continuar defendendo, mas houveram alguns consensos, como o de que precisa ter mudanças no Ensino Médio, porque da forma que está não dá pra ficar".

Mochi também diz que a MP poderia ter sido melhor discutida antes de ser proposta, mas que o lado positiva dela é obrigar que seja despertado uma discussão em curto prazo de algo que duria até um ano para que fosse tomada alguma decisão.

"Se nós temos um consenso mínimo de que medidas precisam ser tomadas para mudar o Ensino Médio, por lei ou MP, então precisamos construir isso e temos condições de que isso ocorra, desde que não seja algo que todos são contra", frisa Mochi.

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