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19/03/2016 08:07

"Coxinha" está valendo a unha do dedo mindinho do petista

Mário Sérgio Lorenzetto
Coxinha está valendo a unha do dedo mindinho do petista

"Cada homem ou mulher que está aqui vale por 200 ou 300 coxinhas", afirmou o deputado federal Zeca do PT. Feita a divisão do corpo de um coxinha, descobrimos que ele (ou ela) vale tão somente a unha do dedo mindinho de um petista. Vale indagar ao deputado se a superioridade dos petistas é concernente à inteligência. Talvez ele queira fazer uma referência aos estudos dos petistas. Podemos também crer que a comparação tenha sido feita tomando como base a riqueza acumulada pelos petistas.

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Existiu um austríaco, que fez sua carreira política na Baviera alemã, que sempre discursava sobre a superioridade dos povos germânicos. Seus adeptos odiavam especialmente os judeus. O político murtinhense pensa como o austríaco? Acredita que os respeitáveis povos de camisa vermelha sejam superiores a qualquer outra parcela da população?

Na mesma hora que o superior deputado federal do PT discursava na Avenida Zahran, em Campo Grande, o líder supremo de todos os povos de vermelho, Luis Inácio Lula da Silva, proferia um veemente discurso na Avenida Paulista, em São Paulo: "Não nos tratem como inimigos. Não veja ninguém de vermelho como inimigo". Lula ainda tentou ensinar civilidade ao Zeca do PT: "A democracia é a convivência para a adversidade". Mas, creia meu caro "coxinha", para o deputado federal local você é um humano inferior.

Coxinha está valendo a unha do dedo mindinho do petista

"Agora é tarde", FHC conclama o semiparlamentarismo.

Em sua coluna do jornal El País, Fernando Henrique Cardoso afirma que: "Dentre as medidas fundamentais a serem aprovadas, a principal é, obviamente, a reformulação da legislação partidária eleitoral. O nó é político: eleições com a legislação atual resultarão na repetição do mesmo despautério no Legislativo. Há que mudar logo a lei dos partidos, restringindo a expansão de seu número e alterando as regras de financiamento eleitoral para evitar a corrupção.

Por boas que tenham sido as intenções da proibição de contribuição de empresas aos partidos, teria sido melhor limitar a contribuição de cada conglomerado econômico". E sobre o tema eleitoral conclui: "A proibição pura e simples pode levar, como ocorreu em outros países, a que o dinheiro ilícito, de caixa dois ou do crime organizado, destrua de vez o sistema representativo".

FHC também conclama os políticos ao regime semipresidencialista: "E tempo para que se verifique a viabilidade, como proposto pela Ordem dos Advogados do Brasil e por vários parlamentares, de instituir um regime semiparlamentarista, com uma presidência forte e equilibradora, mas não gerencial. FHC finaliza seu escrito com uma frase de efeito, mas importante: "Só nas crises se fazem grande mudanças. Estamos em uma". O ex-presidente toca em duas questões que são fundamentais desde seu governo - restrição ao número de partidos e caixa de campanha.

São problemas tão difíceis de serem resolvidos que se aproximam das utopias, algo a ser pensado e debatido, mas nunca resolvido. Todavia, FHC conclama a uma provável saída para o nó em que nos metemos: o semiparlamentarismo. Esse é um arranjo ao gosto de importantes líderes políticos do país. Só não evoluiu, até a semana passada, pela vontade de Lula e de Aécio Neves. Com a efervescência dos últimos dias, o arranjo parlamentarista voltou ao cenário.

Coxinha está valendo a unha do dedo mindinho do petista

Somos todos ativistas potenciais.

Os movimentos aprenderam muito sobre a democracia na sociedade e a democracia interna nos grupos. Aprenderam a incorporar camadas da população silenciadas no passado e também como evitar que sejam apoderados por líderes ocultos. Eles aprenderam sobre como é difícil deixar alguém falar em nome do outro, representar o outro, mas ao mesmo tempo descobriram que isso é necessário. Muitos ativistas são heróis morais. São aqueles que não permitem atos de violência. São pessoas normais que acham força para enfrentar atores muito poderosos. Pessoas que são boas e fortes - essa a definição do ativista. As pessoas sempre têm uma causa, e por ela podem ir para as ruas protestar. Somos todos ativistas em potencial.




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