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20/03/2014 08:41

814,5 mil vagas em concursos públicos federais somente em 2014

Mário Sérgio Lorenzetto
814,5 mil vagas em concursos públicos federais somente em 2014

Vagas para concurso existem e há 13 milhões de olho

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O ano mal começou e o número de novas vagas oferecidas no serviço público já é recorde. Segundo o Orçamento de 2014, serão mais de 50 mil só na esfera federal, a maior dos últimos cinco anos. O Poder Executivo oferecerá 42.353 vagas, e o Judiciário outras 6.330. O Legislativo abrirá 931 vagas, enquanto o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público abrirão, respectivamente, 65 e 1.168 postos.

Concursos públicos são atraentes pela remuneração, mas também pelo processo seletivo baseado unicamente nos conhecimentos do candidato.

Se você faz parte dos aproximadamente 13 milhões de pessoas que pretendem participar de uma dessas seleções, lembre-se que o desafio exige dedicação. Em média, leva-se até três anos de estudo estafante para passar em um concurso de nível superior com salário a partir de R$ 14.000.

814,5 mil vagas em concursos públicos federais somente em 2014
814,5 mil vagas em concursos públicos federais somente em 2014

O preço do cafezinho subirá cerca de 35%

Com a forte valorização do café arábica no mercado internacional nos últimos meses – a alta de preços chegou a 70% neste ano na Bolsa de Nova York – os consumidores brasileiros deverão pagar mais caro pelo cafezinho. A indústria brasileira planeja reajustar os preços do produto torrado e moído em cerca de 35%. Os reajustes vão variar de empresa para empresa e deverão ser diluídos ao longo dos próximos meses. O cenário é de pouca oferta e preços elevados.

814,5 mil vagas em concursos públicos federais somente em 2014
814,5 mil vagas em concursos públicos federais somente em 2014

Novo Ministro da Agricultura promete mais dinheiro para inovação no campo

O novo Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, afirmou que além da defesa agropecuária, o ministério estará se debruçando sobre diversas propostas, mas que será dada atenção especial à inovação. O pacote será anunciado até o fim de abril. O Ministério terá mais recursos em relação aos R$136 bilhões da safra atual, mas a prioridade será com a inovação, principalmente ligada ao aumento da produtividade. O programa InovaAgro, emprestou R$ 3,2 milhões nos primeiros sete meses da safra atual e deverá ser ampliado.

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A excelência da nova educação chinesa e o excesso de pressão sobre os estudantes

Para os chineses, muitas questões políticas estão conectadas com a educação. Após a morte de Mao e com o fim da Revolução Cultural, as reformas de Deng Xiaoping fizeram parecer que o país iria se abrir, contudo, com o protesto dos estudantes em 1989, estas esperanças submergiram e a energia da geração de Tiananmen foi dirigida para outras questões como o empreendedorismo.

A educação esteve no centro dos levantes na China nos últimos 100 anos. Ao longo do século XIX, reformistas procuraram implementar elementos tecnológicos ocidentais para recuperar o país, Um dos obstáculos era o sistema de exame imperial, que por séculos definiu os oficiais do governo por meio de exames competitivos baseados no aprendizado de textos de Confúcio.

Faltava habilidade para resolver problemas práticos e o edifício de dois mil anos do império chinês colapsou com a abdicação do imperador em 1911. Isto levou a décadas de experimentos na reconstrução dos sistemas político e educacional do país. Quase todos os intelectuais do país apresentaram planos e ideias para a educação, muitos inspirados em modelos estrangeiros.

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O pragmatismo e a educação das massas

Em 1919, Hu Shih convidou o filósofo John Dewey para explicar para os chineses o pragmatismo. Dewey acabou ficando dois anos no país e afirmou, na época, que “nada no mundo se igualava à China”. Após a tomada de poder pelos comunistas em 1949 eles instituíram um sistema educacional de massas.

Embora a Revolução Cultural tenha levado ao fechamento de escolas e a relocação de estudantes para o campo as três primeiras décadas do comunismo no país acabaram com o analfabetismo – um contraste ainda grande com, por exemplo, a Índia, que ainda procura criar uma classe de trabalhadores que saiba ler. Hoje na China, todas as cidades grandes têm escolas bem equipadas que enfatizam o ensino de matemática, ciências e linguagens. O sistema foi bem avaliado por exames internacionais e estudantes de Shangai passaram a superar as notas de seus pares na Europa e nos Estados Unidos.

Vários intelectuais chineses entendem a educação como um dos maiores problemas do país. Eles acreditam que a educação é a saída para lidar com problemas sociais do país como a corrupção.

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Chance para moldar as pessoas e redefinir a história: educação comunista

Segundo Ran Yunfei, todos os grupos na China trataram a educação como a chance de moldar as pessoas, mas os comunistas foram mais longe, eles acreditavam que poderiam modelar as pessoas ao redefinir a história que eles aprendiam o que levava a uma decadência moral. Escolas privadas são raras na China e as crianças não podem ir a escolas paroquiais, logo, o currículo transmitido pelo Estado enfatiza a política e a versão da história do Partido.

Quando as pessoas descobrem que seus ídolos são produtos da propaganda do Partido, isto pode elevar o cinismo. Embora todos os estudantes do país tenham o mesmo currículo, as escolas variam bastante. Em algumas poucas regiões pobres, as crianças precisam levar bancos para ter onde sentar enquanto que em regiões ricas as escolas possuem computadores avançados e laboratórios de ciência.

A pressão para entrar nas melhores escolas é muito grande, com casos de suborno e “doações” por parte dos pais.

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O debate, agora, é o excesso de pressão sobre os estudantes

A entrada na Universidade é determinada pelo sistema chamado gaokao, os estudantes passam o último ano da escola se preparando para o exame e frequentam cursos privados pela noite e nos finais de semana, com casos de métodos extremados para preparação dos adolescentes. Tanto que os oficiais do governo passaram a admitir a pressão demasiada que está sendo depositada nas crianças do país, abrindo discussões de reforma dos métodos de ensino, ainda que problemas culturais mais profundos persistam, sendo que um dos receios dos chineses é a falta de criatividade e de pensamento independente para competir com o Ocidente.

Em tempos em que muitos chineses decidem mandar seus filhos estudarem no exterior como alternativa ao método de ensino adotado pelo governo é um sinal de como a China está se abrindo para o resto do mundo.

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