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17/07/2014 07:55

A chave desta eleição está na qualidade e não na quantidade

Mário Sérgio Lorenzetto
A chave desta eleição está na qualidade e não na quantidade

A chave desta eleição está na qualidade e não na quantidade

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A corrida eleitoral começa com um dado um tanto preocupante - de acordo com a última pesquisa do Ibope, apenas 16% dos entrevistados apresentam muito interesse na próxima eleição. E pior ainda, esse pequeno interesse diminui mais ainda entre as camadas da população com menor renda e escolaridade. Pode ser o dado a revelar um contexto em que a eleição não ressalta diferenças significativas entre partidos e candidatos. Bem claro: qual a grande diferença entre Dilma, Aécio e Eduardo? Ou no Mato Grosso do Sul: dentre Delcídio, Trad e Azambuja há algum incompetente?

A verdade é uma só - o governo de FHC implantou uma agenda de desenvolvimento com controle da inflação e os dois governantes petistas implantaram políticas sociais de sucesso, reconhecidas mundialmente. As desigualdades diminuíram, ampliou-se o bem estar e os fundamentos econômicos funcionam muito bem, necessitando de poucos ajustes.

Como a verdade também é apenas uma no Mato Grosso do Sul - o governo petista implantou uma agenda de conquistas sociais, mas abriu uma enorme cratera de incapacidade administrativa, de organização e de desenvolvimento. Com o governo Puccinelli as conquistas sociais se ampliaram. O desenvolvimento e a organização alcançaram patamares jamais imaginados.

Mas, engana-se quem pensar esses dados revelam indiferença dos eleitores com a política. Revela mais um estado de espírito, de humor em que os candidatos escalados para o Planalto e para o Governo do Estado ainda não conseguiram especificar uma clara agenda para os próximos anos. Em um contexto de razoável prosperidade, o interesse pela política diminui uma vez que as necessidades batem menos à porta. Mas, por outro lado, aumenta a atenção para a qualidade dos governos. A grande questão que está posta é como melhorar a qualidade do serviço público prestado por governos aos cidadãos. Sai o "mais" - mais estradas, mais obras, mais escolas... e entra o "melhor" - saúde melhor, educação melhor, estradas melhores...

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Como será a economia brasileira em 2015 segundo os gestores de grandes empresas

Segundo a pesquisa Perspectivas de Investimentos, divulgada pela consultoria Towers Watson, após ouvir 36 gestores de recursos, aponta um 2014 difícil, com a volatilidade presente, mas melhor que o ano passado. Já para 2015, os gestores têm trabalhado com dois cenários, sempre com inflação alta. No caso da reeleição da presidenta Dilma Roussef, ocorreria um ajuste fiscal mediano, um aumento adicional pequeno na Selic e a inflação se manteria no mesmo patamar atual. Se um dos dois opositores assumir, tanto Aécio Neves como Eduardo Campos, a expectativa é de um pouco mais de ortodoxia na política monetária, com um choque maior na taxa básica, um ajuste fiscal mais severo e reajustes nos preços até agora controlados, especialmente de combustíveis e energia. O ajuste se concentraria em 2015, mas poderia haver inflação ainda mais alta.

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A montanha-russa no setor de imóveis continua

Um relatório do banco BTG Pactual levou o setor imobiliário da economia nacional a uma nova turbulência - as duas principais empresas do setor que têm seu capital aberto estão na Bolsa de Valores, a Brasil Brokers e a Lopes, tiveram uma queda de suas ações de aproximadamente 24% no primeiro trimestre do ano.

Até há pouco tempo, as corretoras imobiliárias eram vistas como empresas capazes de resistir às dificuldades da economia, as vendas dos imóveis estavam crescendo, e isso garantia a receita das corretoras que mantinham os mesmos patamares de despesas de antes. Os custos com funcionários, escritórios e tecnologia passarão, agora, por uma readequacão. As margens de lucro dessas empresas que estavam no patamar de 35% caíram para abaixo de 10%. As ações da Brasil Brokers e da Lopes desvalorizaram 28% em 2014.

Mas, se a situação é crítica para as duas gigantes do setor, as demais empresas não se encontram na mesma posição - um índice que reúne os principais papéis do setor imobiliário caiu apenas 4% e a GLP, empresa imobiliária de Singapura, acaba de anunciar a compra de imóveis de uma concorrente injetando R$3,2 bilhões no ramo imobiliário nacional. O negócio da GLP é construir e administrar galpões industriais para armazenar a produção de outras empresas como o Carrefour, Ponto Frio e Riachuelo.

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Lorde, a cantora que procura afinidades e nega a ostentação

Ella Yelich-O’Connor é o nome de batismo da cantora “Lorde”. Sua voz é baixa, casual e ao mesmo tempo em que soa forte parece ser natural, não é uma cantora dramática nem exagerada. Um dos pontos que chamam atenção na artista da Nova Zelândia é sua jovialidade em meio a uma indústria musical cheia de modelos antigos. A beleza de seu álbum “Pure Heroin” é um reflexo de sua espontaneidade. Lorde, no início foi assemelhada a outras cantoras com voz baixa, como a milionária Lana Del Rey. Contudo, Lorde é uma “anti-Lana”, uma prova disso é sua música “Royals” que, dentre outras coisas, acaba por ser uma crítica ao mundo de fantasia dos extremamente ricos como o retratado nas letras de Del Rey. A aposta de Lorde está justamente no oposto, em criar afinidade com todos e não vender sonhos como diamantes, Cadillacs ou realizar qualquer “ostentação”.

A familiaridade com a privação é justamente o contraponto do mundo de fantasias que músicas como “Camaro amarelo” procuram promover. Dizer que “não se orgulha do endereço” não é para todos do mundo pop. Dentes de ouro, “Grey goose” (uma vodka), usar drogas no banheiro, vestidos de festa, destruir quartos de hotéis, são seguidos de um impactante, “nós não nos importamos”. A música trata justamente das dificuldades de uma vida da classe média baixa. Em suas entrevistas, Lorde afirma que apenas está retratando a vida no ensino médio em Auckland, mas, suas letras acabaram por reverberar ao redor do globo. Enquanto Lana Del Rey pergunta se ainda será amada quando não for mais jovem e bonita, Lorde afirma, não somos muito bonitos, mas sabemos com certeza como conduzir um negócio. Ainda que o mundo das artes seja, em partes, um espaço de fantasias, não é difícil entender como artistas como a cantora Lorde consegue ser mais empática que outros.

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Corrida de malucos

Em um passado bastante remoto quando, não tínhamos disponíveis tecnologias que temos hoje, as pessoas tinham que correr, enfrentando diferentes obstáculos que a natureza apresentava, para conseguir comida. Ante a incrível capacidade do capitalismo de reinventar produtos e serviços, se alguém falasse alguns anos atrás que estaria inscrito em uma corrida em que teria de ser enfrentados diferentes obstáculos como lama, frio, escaladas e qualquer outra coisa que atrapalhe as pessoas, ele seria chamado de maluco ou masoquista. Hoje, este é um dos negócios esportivos que mais crescem dentro do segmento já estabelecido das corridas. Tais corridas seguem um estilo praticamente militar e prometem desenvolver a força, a dedicação mental e o companheirismo para superar os obstáculos. Em 2010 cerca de 50 mil pessoas fizeram este tipo de “corrida com obstáculos”, em 2013 o número subiu para 3.5 milhões de pessoas e apenas o Tough Mudder, um estilo desenvolvido pelos ingleses lucrou US$ 50 milhões.

Mais de 700 mil pessoas pagaram cerca de US$ 50,00 para ter o privilégio de sofrer para correr. Disso decorre a questão, qual o motivo de alguém pagar por isso? Geralmente os clientes são homens com cerca de 20 a 30 anos e, não seria necessário especular muito para lembrar que jovens adoram ritos de passagem para testar sua coragem e resistência. O exemplo dos índios Staré-Mawé de iniciação dos jovens com o ritual de colocar a mão em uma luva cheia de formigas por cerca de 15 minutos sem gritar ficou conhecido pelo mundo. O princípio do sucesso da corrida de malucos está no espírito comunitário, que as corridas “normais” não envolvem, assim como na busca pelos instintos primitivos dos corredores mais “durões”. Se tem gente que paga por práticas sexuais masoquistas, qual o problema em pagar para pular na lama?

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