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21/07/2014 08:20

A Kepler Weber voltará a ter interesse em investir em Mato Grosso do Sul?

Mário Sérgio Lorenzetto
A Kepler Weber voltará a ter interesse em investir em Mato Grosso do Sul?

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A Kepler Weber acaba de anunciar seus últimos resultados econômicos. De janeiro a março deste ano, a empresa registrou lucro de quase R$ 24 milhões, montante 176% maior que o mesmo período de 2013. Já a receita líquida aumentou 45% com o recebimento de R$ 173 milhões. No ano passado, a Kepler já havia anunciado total recuperação da crise que provocou demissões e chegou a paralisar sua unidade em Campo Grande. Vale recordar que quando a Kepler Weber chegou à cidade garantia a criação de 500 empregos diretos e, ano após ano, trabalha com tão somente 200 funcionários. Incentivos fiscais milionários em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ISS (Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza) lhe foram concedidos. Recebeu ainda uma área de 80 hectares na saída para Aquidauana e acabou devolvendo 30 hectares à Prefeitura de Campo Grande.

A Kepler Weber voltará a ter interesse em investir em Mato Grosso do Sul?
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O Frigorífico Independência ainda dá dor de cabeça

Quem continua a sofrer com a insolvência do Frigorífico Independência é o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Mesmo depois de um órgão da Bolsa de Valores – Bovespa ter barrado a intenção do BNDES de vender sua participação de quase 22% no frigorífico, o banco continuará tentando, junto à bolsa, abrir mão de ser sócio da empresa. A notícia não era esperada, pois em meio às dificuldades financeiras o Independência vendeu seus ativos para a JBS em 2013.

A Kepler Weber voltará a ter interesse em investir em Mato Grosso do Sul?
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As vendas dos carros chineses Jac e Chery estão quase parando

Há bem pouco tempo, os modelos dos carros chineses, Jac e Chery, detinham em conjunto mais de 9% dos carros importados pelos brasileiros. O sucesso popular era enorme. Não havia carro para pronta entrega. Todos davam como certa a rápida ultrapassagem que fariam dos demais carros concorrentes de menor custo. O preço era ótimo para um carro com grande quantidade de acessórios somente existentes em carros com preços bem mais elevados.

O sonho parou. Com a mesma velocidade com que conquistaram os consumidores, seus carros perderam espaço diante da famosa “guerra dos portos”. Movimento liderado pela Federação da Indústria de São Paulo que restringiu as importações como também pela valorização do dólar. Atualmente, o Jac e o Chery respondem por tão somente 3% do total importado. Só em 2014 as vendas caíram 46% com pouco menos de 5 mil veículos. É um número que fica atrás até mesmo de marcas de luxo, como por exemplo, a BMW, que vendeu, no mesmo período, 7 mil carros.

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O showroomer ou “caroço” contra as vendas on-line

O showroomer é o cliente que vai até a loja, experimenta o produto e, depois, efetua a compra pela internet. Esses consumidores que não compram nada nas lojas, conhecidos no linguajar dos vendedores como “caroços”, já fazem parte do mercado brasileiro e não se trata de um modismo. É uma característica da geração que convive com as tecnologias oferecidas pela internet sem barreiras.

A alternativa já começou a funcionar em muitas lojas – a hospitalidade. Essa é a palavra do momento, a concepção a ser adotada e aprofundada. Há de entender que o processo de decisão da compra de um produto ou serviço é altamente influenciável por pessoas. Muito mais que por uma propaganda na internet. O atendimento deve ser personalizado, disponibilizando acesso a informações sobre o produto ou serviço.

Alternativa, bastante antiga, é concorrer no preço com o produto similar ou igual oferecido pela internet. Várias pesquisas demonstram que, por pequenas diferenças de valor, o consumidor troca a loja física pela on-line.

Outra boa estratégia é ressaltar o frete cobrado na compra feita pela internet e destacar que, ao comprar na loja física, o showroomer recebe o produto no ato e pode ter o contato físico com ele. Claro que, para muitos, há a experiência negativa das compras pela internet com seus riscos muito mais elevados do que nas lojas físicas: não entrega, atrasos, falsificações, defeitos... O comércio virtual pode ser mais confortável, mais barato, mas pode ser muito mais perigoso.

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No setor imobiliário há um claro descompasso entre lançamentos e vendas no país

As seis maiores empresas do ramo imobiliário, que estão na bolsa de valores, demonstraram uma fraca velocidade nas vendas deste semestre. Há de contabilizar o que era esperado pelo mercado – lançamentos e vendas de imóveis seriam afetados pela Copa do Mundo. Por outro lado, o pessimismo da economia nacional perdura e não existem elementos para uma rápida mudança nos ânimos.

A fraca velocidade de vendas é um dos pontos que mais chama a atenção. Nos seis primeiros meses de 2014, os lançamentos das 6 incorporadoras cresceram 35% - investiram R$7,6 bilhões, já as vendas tiveram um magro resultado – subiram 2,3% - com o faturamento de apenas R$8 bilhões.

Não está claro se será possível a reversão almejada no segundo semestre que é normalmente mais aquecido.

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Os caminhões continuam transportando o que o Brasil produz

Movimentar a economia do porte da brasileira, ao longo de um território continental como o nosso, não é um desafio de fácil solução. As críticas ao transporte rodoviário surgem de todos os lados, mas acreditar em ferrovias como solução é não perceber que elas não conseguiram resolver o problema. As ferrovias são, em princípio, a resposta mais racional. Já foram testadas, desde o final do século 19 até a primeira metade do século 20. E foram abandonadas. Hoje, buscam um mix com os modais ferroviário e rodoviário. As estradas são a atração principal na condução de cargas país afora.

Há um fator que é raramente explicado para o entendimento da importância das rodovias: o transporte de cargas via rodovia no Brasil é uma atividade extremamente pulverizada - há, no país, a impressionante quantidade de 904.569 transportadoras. Isso mesmo, quase 1 milhão de pequenas empresas conduzem as nossas cargas. Quase a metade delas - 48% - conta com uma singela frota de um caminhão. Sim, aproximadamente 500 mil famílias são alimentadas pelo seu caminhão. E é esse exército de microempresas que mantém o país funcionando.

As rodovias e os caminhões são responsáveis por quase 70% das cargas transportadas.

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Frota antiga

Por maior que seja o crescimento da indústria de caminhões - no ano passado produziram 43% a mais que no anterior - parte importante deles são velhos. Nada menos que 41% deles têm mais de 21 anos. O problema da idade dos caminhões conduz à excessiva poluição. São caminhões antigos, sem a tecnologia de controle gases.

Uma tarefa importante para os próximos governantes é de beneficiar o meio ambiente com um conjunto de políticas que ajudassem os pequenos proprietários de caminhões a substituírem suas velhas e obsoletas máquinas por outros novos ou seminovos.

Há avanços. O novo estatuto do motorista, melhoria das estradas - especialmente no Mato Grosso do Sul, os cuidados com seguro e gerenciamento de risco e o funcionamento dos portos. Mas há problemas crescentes para os caminhões. Se as estradas estão melhorando, as avenidas nas grandes cidades estão aumentando o congestionamento e expulsando os caminhões, aumentando o tempo de carregamento e de descarga.

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