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05/05/2014 07:56

A Zara ataca outra vez. Trabalho análogo à escravidão é denunciado novamente

Mário Sérgio Lorenzetto
A Zara ataca outra vez. Trabalho análogo à escravidão é denunciado novamente

Outra vez a Zara...

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A Zara tem no Brasil 46 fornecedores e 313 oficinas subcontratadas, totalizando mais de 11 mil funcionários. Em 2011, equipes de fiscalização do governo federal flagraram, por três vezes, trabalhadores bolivianos submetidos a condições análogas à escravidão produzindo peças de roupa da Zara. Na ocasião, 52 trabalhadores foram encontrados em condições degradantes costurando calças da Zara.

Foram multados em R$ 3,4 milhões em ações preventivas e corretivas. O valor proposto pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) era de R$20 milhões. Também assinaram um Termo de Ajuste de Conduta – TAC – em que se comprometiam a combater o trabalho escravo e para cada pessoa que fosse encontrado em situação irregular seriam novamente multados em R$ 50 mil.

Nem três anos se passaram e a Zara volta a esse tipo de prática. O Ministério Público denunciou essa empresa presente em todos os shoppings nacionais de manter em condições análogas à escravidão 51 trabalhadores, 45 deles bolivianos. No esquema eles trabalhavam até 14 horas por dia e recebiam entre R$ 0,12 e R$ 0,20 por peça. Além disso, os trabalhadores ficavam três meses sem receber logo que chegavam, para cobrir os custos da viagem. Eles eram mantidos dentro do local com portões fechados por cadeado e não podiam sair sem autorização. A denúncia ainda aponta as más condições de higiene e acomodação no alojamento.

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Existe saída para a Previdência Brasileira?

Não importa quem vencerá as eleições de outubro. Os governantes de 2015 terão de propor reformas importantes ou o país quebrará. Muito provavelmente, a reforma a ser feita será a previdenciária. Ela é considerada por quase todos os economistas daqui e das agências internacionais como a "bola da vez". Ainda que esse debate não ocorra durante a campanha, virá em janeiro ou após o Carnaval. No momento, o importante é descobrir o que foi debatido pelos órgãos de fiscalização há muitos anos atrás - houve ou não vazamento de óleo? A Petrobrás é o órgão público mais importante para os políticos brasileiros. Existiu transformação de óleo em dólares? Prende e está encerrada a questão.

Os políticos pensam diferente, para eles não ocorrerão prisões. Buscam o "sangramento" das imagens de seus adversários. O "derretimento" de candidaturas. A "guerrinha" de todos os anos em que ocorrem eleições. Todos os políticos, sem exceção. No outro Brasil, o da população, os órgãos merecedores de toda preocupação são os Ministérios da Fazenda, Banco Central, Ministério das Minas e Energia, da Justiça e da Previdência. Esse conjunto de estamentos está provocando muitas dificuldades para a economia nacional e para o dia a dia do brasileiro. Inflação, cesta básica, crescimento insignificante, nova taxa de energia a ser paga, insegurança na rua... O Brasil dos brasileiros não é o mesmo dos políticos.

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É quase certo que o modelo previdenciário brasileiro será trocado

É importante saber por qual alternativa? O Brasil foi praticamente o único país de relevância na América Latina a ficar de fora da onda de reformas liberais na área previdenciária que tomaram conta da região a partir da década de 1980. Movimento do qual o Chile se tornou o exemplo mais emblemático.

Países menores e com economia mais informal que o Brasil, como a Bolívia, El Salvador, México e Argentina, trocaram os sistemas de previdência de repartição, no qual quem está na ativa banca quem está aposentado, por sistemas de capitalização, com contas individuais. No brasileiro os governos são os responsáveis pela Previdência, nos outros países, os bancos assumiram. Estatal ou privada?

No tão invejado Chile, a mudança previdenciária foi festejada pelos empresários como um dos principais motores da economia, nas décadas de 1980 e 1990 - a privatização ocorreu em 1981 – mas essa reforma ficou longe de cumprir tudo que prometia para os aposentados. Apesar da inscrição no sistema ser obrigatória, com os altos e baixos da economia, boa parte dos trabalhadores quando chegou à idade de aposentadoria, ficou desassistida.

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Renovações e soluções, mas não no Brasil

A concentração de mercado na mão de poucos bancos e empresas de previdência levou as taxas de administração a percentuais abusivos de até 25% e muitos aposentados passaram a receber um terço do que percebiam. No fim, para estancar a crescente pobreza entre a população idosa, o Chile lançou em 2008 uma nova reforma para garantir aos aposentados uma renda mínima. Bancado por quem pretendia desafogar, o governo chileno.

A Argentina também voltou atrás em sua reforma da previdência em 1994, mas de maneira mais radical. Reestatizou o sistema previdenciário. Causou furor no mercado de capitais e levou a Bolsa de Valores a despencar, manchando mais uma vez a sempre combalida credibilidade argentina. Qual o melhor modelo para a Previdência brasileira?

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De feira a Mercado Municipal – tradição continua

Pastel, peixe assado, salgados, temperos. Tudo isso é sinônimo do Mercado Municipal Antônio Valente, que ainda aguarda os desentraves administrativos necessários para a ampliação e construção de uma praça de alimentação. Presidente da Associação dos Comerciantes do Mercadão, Ronald Kanashiro garante que existem recursos, mas faltam justificativas sobre o porquê da obra permanecer no papel. “Existe uma verba pronta de cerca de R$ 1,5 milhão. Acontece que há entraves e ela não é liberada. Queremos resolver a parte gastronômica com uma praça de alimentação. É algo parecido com o que ocorre em São Paulo e Curitiba”.

O dinheiro está na pasta do Ministério do Turismo e foi garantido por meio de emenda parlamentar. Uma primeira etapa garantiu há dois anos, também com recursos do Ministério do Turismo ao custo de R$ 802 milhões. No projeto foram priorizados os recursos de segurança, parte elétrica, telhado e piso. Por conta da própria associação, o local foi cercado e houve instalação de guaritas. Agora, a meta é desafogar o trânsito. “Precisamos resolver o entorno viário. O Mercadão é um gargalo no trânsito e a meta é deixar o fluxo mais harmônico”, conta Ronald.

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Explosões de visitantes e trânsito sempre muito engarrafado

O comerciante chama a atenção para a quantidade de visitantes que o local, por ser um importante ponto turístico, atrai. Somente aos sábados, as guaritas registram, em média, a passagem de 3 mil automóveis. O centro de compras também está inserido no meio de dois pontos de descarga do transporte coletivo, das ruas 15 de Novembro e 7 de Setembro. Na avaliação de Ronald, a procura pelo local é óbvia. “Mercados municipais são pontos turísticos. Quando uma pessoa visita capitais, sempre procura porque está inserido no roteiro. Agora, para os campo-grandenses é uma paixão, eles repetem os hábitos dos pais”, acredita.

Atrai turismo e gera empregos. São 145 bancas, 77 boxes e 60 permissionários, tendo cerca de 200 empregados diretos. Realidade diferente da inauguração de 1958, originário de uma feira na margem dos trilhos da Noroeste. “Era uma feira livre, mas sempre foi um expoente, um importante ponto de comércio”, traduz Ronald.

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Transtornos mentais, dores, problemas de pele e respiratórios

São as quatro principais penas para o excesso de trabalho, conforme a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Os transtornos são as principais causas de afastamento das empresas e nunca é demais alertar.

1) Transtornos mentais.

Depressão, estresse e síndrome de burnout (distúrbio psíquico que pode levar à depressão devido a um estado de esgotamento mental e físico) são frequentes no mundo corporativo e fazem parte das principais causas de afastamento do trabalho. Ambientes competitivos, condições insalubres, trabalhos repetitivos e pouca autonomia para o trabalho são fatores de início para esses problemas.

2) Dores em geral.

Tendinite, dor lombar e dor nos músculos são comuns para pessoas que trabalham não só em escritórios, mas em serviços braçais também. Quem trabalha com limpeza e cozinha faz movimentos repetitivos, fica muito tempo de pé e se movimenta demais. Quem trabalha em escritório fica muito tempo sentado e em frente ao computador. Estas situações favorecem o surgimento de dores, lesões nos músculos e tendinite.

3) Doenças de pele.

Pessoas que ficam expostas a produtos químicos e de limpeza têm mais chances de ter problemas de pele. Quem trabalha ao ar livre e fica exposto ao sol forte pode ter queimaduras de pele e ao longo do tempo aumenta o risco de cânceres de pele.

4) Problemas respiratórios.

Rinite alérgica é uma doença muito comum. Funcionários de empresas que tenham ambientes com pó ou fumaça podem ter o número de crises aumentado.

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