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20/01/2015 07:41

Acabou a regalia: entenda as novas regras para as pensões por morte

Mário Sérgio Lorenzetto
Acabou a regalia: entenda as novas regras para as pensões por morte

Entenda as novas regras para as pensões por morte

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A primeira mudança nas novas regras por pensão por morte é que elas somente atingirão os trabalhadores do setor privado. Os servidores públicos ficarão de fora. Com a MP 664, o valor mensal da pensão por morte no INSS corresponderá a 50% da aposentadoria que o trabalhador recebia, acrescido de tantas cotas individuais de 10% do valor da mesma aposentadoria, quantos forem os dependentes do trabalhador, até o máximo de cinco.

Traduzindo o "advogues": pelas regras atuais, se o trabalhador do INSS morre e deixa viúva e dois filhos, por exemplo, os seus dependentes terão direito a dividir 100% de sua aposentadoria, sendo o valor rateado entre todos em partes iguais. Com as novas regras, os três pensionistas desse segurado (a viúva e os dois filhos) terão direito a 80% da aposentadoria (50% mais três cotas individuais de 10%). Haverá, portanto, uma redução de 20% do valor da pensão para este caso. O benefício mínimo continua sendo de um salário mínimo.

Outra mudança importante: até agora, a lei garantia a reversão em favor dos demais pensionistas da parte daquele cujo direito à pensão cessasse. Voltemos ao exemplo anterior para traduzir novamente: quando um dos filhos perdia o direito a uma cota da pensão, os restantes (a viúva e os demais filhos) continuavam a receber essa parte perdida por um dos membros da família. As novas regras acabaram com essa reversão. Agora, se um dos dependentes perder o direito à pensão, o valor que os demais receberão será reduzido em 10%.

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A rotatividade dos trabalhadores ocasionou o aumento explosivo dos gastos públicos com o seguro-desemprego

Mais de 40% dos trabalhadores brasileiros não chegam a completar um ano na mesma empresa. A maior probabilidade de um funcionário ser dispensado ocorre aos três meses de trabalho, quando termina o contrato de experiência. Os outros dois momentos em que mais ocorrem demissões são aos seis meses, quando o funcionário ganha direito ao seguro-desemprego, e antes de um ano, pois, após esse prazo, a demissão passa a ser homologada pelos sindicatos.

Todos os indícios levam a crer que, nesses dois casos, os funcionários peçam para ser demitidos para ter acesso aos benefícios (seguro-desemprego e saque do FGTS). Criamos uma nova "profissão": a do desempregado em férias.
Uma das consequências é o aumento dos gastos públicos com o pagamento de seguro desemprego, que cresceram cinco vezes desde 2003. Gastávamos R$ 7 bilhões com essa medida de proteção em 2003. Cinco anos depois, essa despesa tinha saltado para R$ 18 bilhões e em 2014 foram R$35 bilhões para a turma que curte "férias" em 6 meses do ano. Trabalham 6 meses e são pagos para não trabalhar nos outros 6 meses. Uma mamata inaceitável.

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A difícil arte de pensar durante o trabalho

Quanto tempo você gasta pensando enquanto está em seu trabalho? Esse é um dos maiores problemas que os estudiosos de melhorias no local de trabalho têm dificuldades para resolver. Muitos afirmam que o ideal é gastar 10% de seu tempo pensando. Acreditam que estamos tão cansados e distraídos que deixamos de pensar. Mas, essa política parece ser ruim para outros estudiosos. Se for desejável passar 10% do tempo pensando, pode significar que é perfeitamente aceitável passar 90% do dia sem pensar. E isso não parece ser nada bom.

Nada leva a crer que em 90% do tempo no trabalho deveríamos estar nos esforçando em ter grandes ideias pois não existem tantas grandes ideias na face da Terra. Talvez o ideal seria almejarmos passar nossos dias no trabalho relativamente alertas, prontos para o que aparecer. Todos os tipos de atividades inúteis que não exigem pensar muito talvez devessem ser eliminadas, ainda que parcialmente.

Para começar, a quase totalidade das reuniões teriam de ser cortadas. O motivo das pessoas ficarem conectadas com um celular durante as reuniões não deve ser apenas por vício. O motivo mais preocupante é que as reuniões pouco interessam à maioria por discutirem algo desnecessário. As reuniões em regra, não nos conduzem e nem facilitam pensar, pelo contrário elas nos impedem de fazê-lo. Mas todo cuidado é pouco. Não resta dúvida que se nos sentássemos para pensar uma hora por dia, em poucos segundos as nossas mentes estariam divagando sobre o almoço, o problema do filho na escola, a dívida do cartão de crédito. No mundo empresarial e nos órgãos públicos, a maioria das ideias que as pessoas têm não são, de forma alguma, boas ou úteis.

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Bajular o chefe que sai é suspeito. Pior é bajular o que entra

Em alguma parte do caminho nossa diminuta sociedade perdeu a aversão à bajulação. Bajular deixou de ser um segredo e passou a ser feito com barulho e orgulho. Mas essa é uma condição humana. Quando o rei Lear decidiu que era hora de dividir seu reino perguntou a suas filhas o quanto elas o amavam. "Sir, amo-o mais do que as palavras podem exprimir", disse uma delas, e a outra atropelou afirmando que o amava com o mesmo fervor, e mais ainda.

Uma objeção poderosa que pode ser feita aos elogios encobertos por interesses passados ou futuros, é que um legado deve ser julgado de maneira mais adequada ao longo do tempo e não na hora da despedida ou do novo entrosamento. Vale sempre recordar que um bajulador pode acarretar estragos ao bajulado e o companheiro crítico poderá auxiliar no bom caminho.

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(E continuando...)
Já não havia muita vantagem para o canelau trabalhar de carteira assinada, vejam só a previdência em relação a saúde tem que melhorar muito prá ser péssima! Aposentadoria no mesmo nível! Muita gente quando vê os descontos salariais de lei fica revoltada por que paga um negócio que não serve prá nada!!! E agora nem morrendo o sujeito vai poder amparar a família ( com certeza um Deputado do PT não vai se aposentar com as mesmas regras!)
O que vai acontecer? As empresas vão ter dificuldade em contratar gente com carteira assinada, muito profissional não vai querer e preferir trabalhar sem registro, ou com registro muito inferior ao que realmente recebe - O resultado direto disto é que a arrecadação vai cair assustadoramente em relação ao INSS e FGTS!
 
Gawaim em 20/01/2015 13:26:03
Além do fato da "Presidenta" (Desculpe Pascuale!) Dilma ter arrotado em campanha que jamais mexeria nos direitos dos trabalhadores...O Gênio do PT que elaborou esse plano para economizar 18 bilhôes de reais...Esqueceu que não está nas mãos do trabalhador o poder de resolver a rotatividade em empregos! São decisões empresariais que optam por economizar a curto prazo as despesas! Não é o trabalhador que subitamente decide parar de trabalhar e viver as custas do governo! Vejam o caso das Obras públicas...Basta um orgão público começar a demorar para pagar os empreiteiros, eles param as obras e começam a demitir os profissionais...E agora vão ficar a míngua! Os trabalhadores da construção civil serão os mais penalizados, o que claro elevará os custos!
 
Gawaim em 20/01/2015 13:15:06
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