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29/12/2014 07:49

Cenário do agronegócio sugere que 2015 será de fortes emoções para exportadores

Mário Sérgio Lorenzetto
Cenário do agronegócio sugere que 2015 será de fortes emoções para exportadores

As emoções do agronegócio

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Os cenários mais prováveis projetados por analistas e consultores sugerem menor contribuição do agronegócio para a balança comercial brasileira. Indica queda ou estagnação das exportações do setor, com retração nos preços médios. Qualquer frustração nas safras poderá levar os números mais para baixo. A volatilidade será a regra para 2015. Se de um lado o quadro macroeconômico sugere elevação de juros no mercado, com reflexos negativos nos preços das commodities, de outro o agronegócio, já naturalmente sujeito a incertezas climáticas, passa a ficar cada vez mais exposto a eventos extremos nessa área.

Os produtores e exportadores devem estar preparados para fortes emoções. Os preços em dólares dos grãos e do açúcar deverão apresentar tendência algo decrescente. Para o açúcar, os analistas acreditam que ocorrerá uma elevação das cotações, no segundo semestre. Para as carnes, as perspectivas permanecem positivas. Para a celulose a projeção não é tão boa, diante da expectativa de excedente de oferta, principalmente diante do baixo desempenho econômico da economia europeia.

Também acreditam que o complexo soja deverá embarcar algo próximo a 63 milhões de toneladas para o exterior. A soja em grão responderá por 48 milhões de toneladas, diante de 46 milhões para 2014. Em volume, o crescimento esperado será em torno de 5% uma vez que a demanda mundial continua aquecida. Mas a colheita de uma safra histórica nos Estados Unidos, superior a 107 milhões de toneladas, repôs os estoques mundiais, pressionando os preços para baixo. Mas, os analistas aguardam uma grande queda nas cotações do grão, do óleo e do farelo de soja, acreditam, em níveis muito baixos. Estão calibrando suas projeções para as exportações no próximo ano em torno de US$ 23 bilhões, queda de quase 25% em relação a 2014, e o valor da soja mais baixo em cinco anos.

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Montanha russa aguarda a carne bovina brasileira

Uma montanha russa é a melhor imagem para ilustrar o mercado de exportação da carne bovina brasileira. A expectativa é de crescimento de até 10%, em 2015, sobre os valores de 2014. Mas, qualquer número dependerá da situação da Rússia. Em um prazo de seis anos, o horizonte se mostra ainda mais animador: estudo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estima que, até 2020, a carne brasileira suprirá 44,5% do mercado mundial. Essas estimativas indicam que o Brasil se firmará ainda mais na posição de líder em embarques mundiais da carne bovina.

Os índices estão em sintonia com as projeções divulgadas por entidades representativas do setor, referentes a 2014. As exportações de carne bovina estão estimadas em 1,58 milhões de toneladas, resultado 4,4% superior ao do ano anterior. O faturamento previsto é de aproximadamente US$ 7,28 bilhões, montante inferior à previsão do início do ano, que chegaríamos a US$ 8 bilhões. Mesmo assim, o resultado é recorde e representa um crescimento de 8,6% na comparação com os US$ 6,7 bilhões arrecadados em 2013.

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Má notícia para o pão do dia a dia

O Brasil importará 7 milhões de toneladas de trigo nesta safra. A queda de qualidade do produto nacional nas lavouras do Rio Grande do Sul, devido a problemas climáticos, pode ter comprometido entre 30% e 60% da produção. Mais trigo importado costuma ser igual a pão e macarrão mais caro. Mais uma nuvem negra para os céus nada estrelados de 2015.

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E a beterraba virou sangue

Pode parecer estranho, mas os cientistas suecos estão produzindo sangue a partir da beterraba. Descobriram que a proteína contida na beterraba-sacarina poderia ser usada como um substituto do sangue, segundo artigo publicado na Plant & Cell Physiology. Um resultado que pode revolucionar o mercado do sangue e derivados mundial.

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O tomate é o culpado

Houve época em que o tomate foi responsabilizado pela alta da inflação. Em 2015, provavelmente ele retornará como vilão da economia nacional. A estiagem fez estragos

nas lavouras da região de Montes Claros, em Minas Gerais. Não foi possível irrigar a plantação de maneira adequada e o resultado tem sido a quebra de quase metade da produção. E o preço promete "uma tomatada no bolso".

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