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12/02/2015 07:55

Contribuintes perplexos e revoltados com a surra que vêm levando do governo

Mário Sérgio Lorenzetto
Contribuintes perplexos e revoltados com a surra que vêm levando do governo

Uma surra no contribuinte

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Há dois sentimentos vagando no ar - perplexidade e revolta. Mais uma vez, outra eleição onde os marqueteiros dominaram o país com suas mentiras desmedidas. Dilma não está fazendo nada do que prometeu. Muito do que faz é necessário, mas as despesas governamentais não estão sendo controladas como sempre.

Desde o fim do ano o governo vem anunciando uma série de medidas impopulares para tentar diminuir o rombo nas contas públicas. Elevação nos tributos, ajustes nas regras para o acesso ao seguro-desemprego, pensões e auxílio-doença. Pesam no bolso do contribuinte. Estão agindo com firmeza no aumento da receita. Para o lado das despesas, não dão sinais claros de que passarão a tesoura nos próprios gastos. O que fizeram até o momento foi apertar o cinto da classe média sem apertar o próprio cinto. Na última década houve um aumento da despesa governamental de cerca de 10% ao ano. Uma enorme "gastança".

Só no aumento do PIS/Cofins conjugado com a Cide responde por uma alta de 22 centavos para o litro da gasolina e de 15 centavos para o diesel (esta é a conta correta e não a vantagem desmesurada que os proprietários de postos de combustíveis estão praticando). Também vale lembrar que o IOF, para pessoa física, dobrou, passou de 1,5% para 3%.

As outras medidas foram: aumento da alíquota do PIS/Cofins sobre a importação, de 9,25% para 11,75%. Também ocorreu a equiparação do atacadista ao industrial no setor de cosméticos para aplicar o IPI. Todas essas medidas levaram a um só rumo: uma pesquisa realizada entre bancos feita pelo Banco Central mostrou que a projeção do mercado é a de que o país tenha um crescimento nulo em 2015.

No lado das despesas, o governo determinou tão somente um corte de 33% em algumas despesas não obrigatórias como viagens, diárias e gastos administrativos. Conforme o Ministério do Planejamento seria um bloqueio de quase R$ 2 bilhões. Mas, a avaliação geral é de que esse bloqueio é insuficiente e pequeno. Até agora só foram feitos cortes avulsos. É quase como cortar vento. É necessária uma reforma ampla. Os gastos públicos precisam crescer como uma fração proporcional ao PIB. Há mais de 20 anos colocam o contribuinte para pagar a conta dos abusos governamentais. É uma surra continua no contribuinte.

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Não basta tomar a decisão certa

Muitas vezes é uma luta, até um martírio, tomar a decisão correta. Algumas decisões implicam na exclusão de todas as outras hipóteses. Muitas vezes as implicações de estar "errado" são substanciais. Qual o caminho que você deve escolher para sua carreira? Qual oferta de trabalho deve aceitar? Deve mudar para outro trabalho ou ficar onde está? São apenas algumas das mais corriqueiras decisões a serem tomadas.

É importante tomar boas decisões. Mas não se pode passar tanto tempo e gastando tanta energia com a preocupação de tomar a decisão correta. É importante gastar mais tempo e energia em assegurar que todas as decisões tomadas se tornem as mais corretas. A mentalidade de estar mais preocupado com a tomada de decisão do que a de "correr atrás" da decisão tomada para torná-la a mais correta é improdutiva. Apenas selecionar a melhor opção não nos dá a garantia de que as coisas correrão bem a longo prazo.

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A extrema pobreza cresce no Brasil

A ONU, através de sua Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), divulgou o relatório "Panorama Social da América Latina e Caribe. Em números absolutos, em 2014, 167 milhões de pessoas viviam em situação de pobreza nessa região do mundo, sendo 71 milhões em extrema pobreza ou indigência.

Na separação por país, há três grupos distintos em relação à dinâmica da pobreza. O primeiro grupo, composto por Paraguai, Colômbia, Peru e Chile, entre outros, reduziu a pobreza e a indigência entre 2012 e 2013. Em um pelotão intermediário estão o Brasil e o Panamá, entre outros, com queda na pobreza mas um aumento do contingente de pessoas na extrema pobreza no mesmo período. A Cepal acredita que, no caso brasileiro, esse aumento é devido à desaceleração do mercado de trabalho e à alta dos alimentos, que atinge diretamente os mais pobres. Para 2015, a Cepal entende que o desempenho na área social dependerá muito da intensidade e da duração do ajuste fiscal.

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O mercado imobiliário está deprimido

Não há nada no horizonte que represente um alívio para o mercado de imóveis no país. Os preços reais pararam de subir ou retrocederam de acordo com a região, os investidores se afastaram, os encalhes das incorporadoras estão elevados, as desistências de compra aumentaram, o retorno com aluguéis está muito baixo e, para piorar, os juros do crédito imobiliário estão em alta.

Após subir até 18% em 12 meses acima da inflação, o ritmo de alta dos preços dos imóveis perdeu definitivamente o vigor e fechou 2014 com zero de alta real. Por outro lado, o debate sobre uma possível bolha imobiliária prossegue sem rumo definido. Um dos principais fatores que joga contra a possibilidade da bolha é o modelo de negócio existente no país. O tipo de incorporação imobiliária usado por aqui, em que o prédio só começa a subir depois de um determinado volume de vendas contratadas, sem dúvida nenhuma ajuda a controlar o excesso de oferta. Mas o problema está no "estoque. Só na cidade de São Paulo são 26 mil apartamentos encalhados. Não existe estudo em Campo Grande que possa dizer a quantidade de apartamentos encalhados, mas com certeza não é pequeno.

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