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03/08/2015 08:07

Dilma com governadores: poucos resultados em reunião marcada por queixumes

Mário Sérgio Lorenzetto
Dilma com governadores: poucos resultados em reunião marcada por queixumes

Dilma com governadores: muito barulho e poucos resultados.

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O governo federal conseguiu obter o compromisso dos governadores de que trabalharão contra a aprovação de uma "pauta bomba" possivelmente gestada pelos doidivanas do Congresso Nacional. Mas, eles sinalizaram resistência a dois outros projetos da União: desejam opinar quanto a novas medidas do ajuste fiscal e questionam se as perdas com a pretensa reforma do ICMS serão realmente compensadas. Eles pedem que os fundos com esse dinheiro sejam constitucionais, o que impediriam bloqueios (contingenciamento) ao livre sabor de Brasília. Também questionam o montante do dinheiro que está no exterior que seria repatriado. No fim da reunião, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, confirmou a tendência de que a presidente Dilma sancione o projeto que amplia o limite para que os Estados utilizem depósitos judiciais para o pagamento de precatórios. No entanto, ressalvou que será criado um grupo de trabalho na Casa Civil, porque o modelo não atende todos os Estados. Há R$20 bilhões em depósitos judiciais só nas contas do Banco do Brasil e esse seria o maior temor do governo federal em sancionar o tema sem qualquer veto. A reunião marcou os queixumes habituais de qualquer governador para qualquer presidente. Quase nada se não fosse a retomada do debate dos problemas de segurança do país. Muito barulho e poucos resultados.

Dilma com governadores: poucos resultados em reunião marcada por queixumes
Dilma com governadores: poucos resultados em reunião marcada por queixumes

A "senhora impeachment", Katryn Hochstetler, diz que os protestos de 16 de agosto devem evitar partidos.

Ela é uma "brasilianista", uma estrangeira que estudou o Brasil. A professora da Universidade de Waterloo, em Ontário, no Canadá, Katryn Hochstetler é autora de um estudo que se tornou referência quando o assunto é derrubar governantes. Ela afirma que o motivo mais importante para a queda de um presidente é seu envolvimento pessoal em um escândalo de corrupção - o que ainda não é o caso de Dilma. Hochstetler dá menos importância para a falta de apoio político no Congresso e a execução de políticas neoliberais. Com a experiência de seus estudos, ela diz o governo federal deve se preocupar para que as manifestações ocorram de modo pacífico - já que a violência insufla novos protestos. Para os manifestantes ela aconselha a manterem distância dos partidos políticos.

Dilma com governadores: poucos resultados em reunião marcada por queixumes
Dilma com governadores: poucos resultados em reunião marcada por queixumes

Não existe crise que abale a venda de medicamentos genéricos.

A despeito da crise econômica que abala o Brasil, a venda de medicamentos genéricos continua a crescer enormemente. Segundo o último levantamento, o volume comercializado de genéricos nos seis primeiros meses do ano cresceu 12%, chegando a 467 milhões de caixas. Uma enormidade. O mercado de remédios em geral também está tendo ótimos resultados: crescimento de 11%. O Brasil é o sexto maior mercado farmacêutico em todo o mundo; as vendas no primeiro semestre somaram R$ 36 bilhões, com alta de 16% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já os genéricos apresentaram alta de 24%, chegando a R$ 9 bilhões.

Dilma com governadores: poucos resultados em reunião marcada por queixumes
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Ferrovia Bioceânica encontra seus primeiros obstáculos. Ecologistas e indígenas não aceitam o trajeto proposto.

Enquanto um avião com engenheiros chineses sobrevoavam o Acre, o último trecho da futura Ferrovia Bioceânica, na terra travava-se uma disputa ferrenha entre indígenas da etnia Nawa e ecologistas do governo federal (ICMbio). Os Nawa mantinham quatro funcionários da Funai reféns em uma disputa de terras de um parque ecológico.
Os cinco engenheiros chineses representam a China Railway Eryuan Engineering Group e percorreram os 3.500km da futura estrada. Partindo de Campinorte (GO) chegaram a Estrela do Sul (AC). Os atuais contendores, indígenas e ecologistas, também não querem que a ferrovia passe pela região. Os envolvidos na pendenga denunciam que a rodovia que o governo federal construiu ligando o Acre ao Perú não cumpriu sua função, que era a de transportar soja e demais grãos até o Oceano Pacífico, por conta da sinuosidade do trecho que atravessa as montanhas do Andes, impedindo os caminhões de cumprirem o trajeto inventado. A tentativa de explicar a construção de uma estrada desprovida de um verdadeiro planejamento é a de que ela teria uma função turística e não de escoamento de grãos. Uma burla para um projeto falido. E agora, o mesmo traçado da futura ferrovia poderia ser seguido pela rodovia que os acreanos denominam de "estrada do crime". A rodovia só serve, em verdade, para as atividades ilegais de retirada de minérios e de madeira, além de se constituir em uma nova rota do tráfico de drogas. A confusão é grande.

Dilma com governadores: poucos resultados em reunião marcada por queixumes
Dilma com governadores: poucos resultados em reunião marcada por queixumes

O estado atual dos estudos da Ferrovia Bioceânica.

Os estudos de viabilidade da ferrovia são divididos em quatro trechos. A situação de cada trecho foi divulgada pelo El País, jornal espanhol, que vem acompanhando o planejamento da estrada:

Trecho 1: Campinorte (GO) a Lucas do Rio Verde (MT) - 901 km de extensão - estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental concluído. Falta o licenciamento ambiental.
Trecho 2: Lucas do Rio Verde (MT) a Vilhena (RO) - 646 km de extensão - estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental concluído. Obteve o licenciamento ambiental.
Trecho 3: Vilhena (RO) a Porto Velho (RO) - 770 km de extensão - não tem estudo algum. Realizada apenas a licitação para contratar os estudos. Falta assinar o contrato dos estudos.
Trecho 4: Porto Velho (RO) a Boqueirão da Esperança (AC) - 1.183 km de extensão - não tem estudo algum. Não foi realizada licitação para contratar os estudos. Governo envolvido em disputas para decidir o trecho a ser percorrido pela ferrovia.

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