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11/08/2016 07:05

Estudar em universidades boas garante emprego?

Mário Sérgio Lorenzetto
Estudar em  universidades boas garante emprego?

Essa antiga certeza deixou de existir no atual cenário de tantas transformações no mercado de trabalho. Com a mudança como uma constante e a entrada brutal de tecnologia em todos os mercados e setores, o papel do profissional precisa ser repensado e o modelo educacional, também. Um recente estudo da ONU indica desemprego global de 20% a 40% nos próximos anos. Uma parte será substituída por informática e inteligência artificial. As nossas universidades são tão atrasadas que ainda não se deram conta da necessidade premente de ter o ensino tecnológico como crucial em todas faculdades.

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A dúvida fundamental nessa revolução vai além do peso do nome da instituição. Chega ao questionamento se é mesmo necessário frequentar as salas de aula. Os ensinos à distância estão roubando os alunos das salas de aula no mundo todo. Mostram-se, a cada dia, melhores e conectados com o século XXI. Inclusive cursos anteriormente impensáveis de serem ofertados à distância como preparatórios de residência na medicina, bem como os de pós-graduação em um número relevante de carreiras médicas. No caso dos cursos nas áreas de humanas, administração e da engenharia da informação, o nome da faculdade é quase uma questão obsoleta. Mas, enfim, o mercado ainda se interessa pelo nome da universidade ao contratar ou demitir seus funcionários? Ainda existem empresas que se preocupam com o nome da universidade, mas, hoje, são uma raridade. As empresas que realmente estão preocupadas com seu futuro perceberam que não é o diploma ou o nome da faculdade que garante os melhores resultados.

As escolhas no momento da contratação ou da demissão estão relacionadas a salários e aspectos comportamentais dos trabalhadores e não por ausência de alguma parte do conhecimento técnico necessário, mostram-se dispostas a complementá-los. O item número na hora de demitir é o relacionamento do funcionário com o chefe. Ninguém, absolutamente ninguém é demitido pelo diploma que tem. Essa prática ficou no passado distante.

As empresas também tomaram conhecimento de que existem universidades renomadas com faculdades muito mal avaliadas pelo MEC, assim como o inverso é verdadeiro.

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Baixo crescimento econômico e a aliança dos trabalhadores com a direita política.

Ao que tudo indica, o atual baixo crescimento econômico das economias mundiais, quando comparado às taxas alcançadas especialmente no fim do século passado, resulta de uma incapacidade de repetir, na Europa, na China-Japão e nos Estados Unidos - com importantes reflexos no Brasil - os saltos tecnológicos e os ganhos de produtividade do passado. Se esse for de fato o diagnóstico - e não apenas mais um ciclo demorado de recuperação do capitalismo - então a letargia deve continuar por mais de dez anos. Em resumo, o baixo crescimento econômico, provavelmente, será crônico. E é esse eternizar de uma economia fraca que dá força à direita política no mundo. De Londres e seu Brexit, aos Estados Unidos de Trump. Da França de Le Pen à Hungria que chuta imigrante. Tudo indica que o avanço da direita não é uma onda passageira. Veio para ficar.

Estão vendo, mas não querem entender. Estamos vivendo em um tempo de movimentos de cidadãos raivosos. Há uma fração importante das populações que se sentem ameaçadas por todos os parlamentos, das Câmaras de Vereadores ao Congresso, na maioria dos países. Há problemas, nunca superados, de diferenças e ódios regionalizados. A Catalunha odeia Madri. O Tirol odeia Roma. A Escócia não tolera Londres....e o Sul não suporta o Nordeste brasileiro. O que se tem são pessoas que estão insatisfeitas, muitas delas desempregadas, e que historicamente eram conservadoras, de um lado, e pessoas que estão insatisfeitas que historicamente eram centristas, de outro lado. Estão se reunindo. Muita coisa mudou. Ontem, os esquerdistas comandavam os movimentos contra a globalização. Hoje, é a nova direita a comandá-lo. A única porta de saída para a esquerda é a oferecida pela juventude. Eles perderam os trabalhadores. Bernie Sanders, um velho com cabeça de menino, é o único modelo que resta à esquerda política.

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Aumento de impostos. Novo estudo surpreende.

O que os filósofos e economistas consideram ideal não é aquilo que as pessoas querem. Aumento de impostos sempre levam a protestos. Especialmente quando atingem as parcelas mais ricas da população. Os mais pobres não tem acesso aos políticos e nem à imprensa.

No estudo e na prática dos impostos, começa-se com o objetivo de melhorar as condições dos cofres governamentais e, só depois, tentam alcançar o mínimo custo social possível. Esse objetivo é, há muito tempo, alvo de grandes discussões. Há 50 anos a maioria dos economistas no mundo - menos no Brasil - adota o objetivo proposto por John Harsanyi e James Mirrlees. Eles defenderam, com sucesso, que devemos nos centrar não no ponto de partida dos rendimentos que cada um obteve, mas sim no resultado final em termos de distribuição de rendimentos depois de impostos. A segunda premissa da dupla é que a igualdade entre cidadãos é desejável em termos da utilidade marginal das pessoas.

Complicado? Vamos tentar facilitar o entendimento. O objetivo da cobrança de impostos para melhorar a igualdade é que eu não tenha tanto ou seja tão feliz como você, mas sim que um real a mais tenha o mesmo impacto na minha felicidade que teria na sua. Se não fosse esse o caso, então o governo cobrador de imposto podia aumentar a felicidade na sociedade tirando o real de um e dando a outro.

Chamam a essa forma de pensar impostos de "utilitarismo". Porque os governos não nos taxam até termos todos os mesmos recursos disponíveis? Esse é o pensamento da esquerda. Todavia, se esquecem que não temos os mesmos gostos e aspirações. Eu posso me contentar com somente mais um real e você pode considerá-lo insignificante. Sendo assim, eu deveria ter menos reais do que você. Portanto, permitir que quem ganha mais também fique com mais depois dos impostos é uma forma de incentivar a nos esforçamos mais para gerar mais riqueza para a sociedade. É aí que duelam as esquerdas e os liberais quando pensam em aumento de impostos. A esquerda deseja impostos cada vez maiores para os mais ricos. Por exemplo, os impostos de doação ou de herança como o ITCD.

Também desejam impostos progressivos no geral, especialmente para o imposto sobre a renda. A base desse pensamento é que os ricos tiveram apenas sorte na criação de sua fortuna (uma esquerda muito antiga pensa que a riqueza de alguns foi conquistada vertendo o sangue de muitos).

Mas será assim que as pessoas pensam? O economista Matthew Weinzierl promoveu uma ampla pesquisa. O resultado surpreendeu: as pessoas querem mais desigualdade do que os economistas e filósofos. As pessoas não acham certo nem justo que os governos nos deixem todos iguais. Em um país onde tanto se falava de desigualdade até bem pouco tempo, e os governos miram os bolsos de quem ganha mais ou tem uma casa melhor, convém ter isto em conta: a maioria das pessoas não pensa como economistas e filósofos.

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Miopia. Há uma epidemia rondando o mundo.

Para os estudiosos da miopia não existem dúvidas de que a vida moderna urbana está levando a miopia a proporções endêmicas. Havia menos miopia quando as populações mundiais viviam nas regiões rurais e antes da educação massiva à partir da metade do século passado. No sudeste da Ásia, a miopia atinge incríveis 90% dos estudantes ao término da educação obrigatória. No Ocidente os números não são tão exagerados, mas parecem crescer de forma semelhante. Mas, afinal, qual a causa da miopia? Porque ela se tornou tão frequente? O que fazer para reduzir o número de pessoas afetadas?

A "vista curta" pode aparecer durante a infância. A consequência é uma visão à distancia meio borrada que exige correção com óculos, lentes de contato ou cirurgia com laser. Além das despesas para resolver o problema, a miopia eleva o risco de enfermidades que afetam a visão como o desprendimento da retina. Os estudiosos garantem que o aumento atual exagerado de pessoas com miopia, provocará mais casos de cegueira no futuro.

Ainda que os genes cumprem papel importante na hora de predizer risco da miopia, não explicam sozinhos a recente epidemia. Alguns fatores de risco da miopia são: a educação superior, o esforço visual a curta distancia, viver em uma cidade e passar pouco tempo ao ar livre.

Antes pensávamos que o esforço visual a curta distancia era o principal culpado. Mas o tempo de leitura não parece ser um fator de risco tão importante, uma vez que não se relaciona claramente com o surgimento nem com a evolução da miopia, segundo os estudos mais recentes. O tempo que passamos ao ar livre parece ser muito mais importante, mas não se sabe com certeza porque exerce um papel protetor da visão. Talvez por causa da luz solar brilhante ou com a produção da vitamina D. Não sabemos. A quantidade de tempo que se gasta com a educação também parece ser muito importante, o risco de miopia é duplicado para quem tem formação universitária, comparado com quem deixa de estudar aos 16 anos. Os estudos trazem, ainda, outra novidade - é bem provável que as novas tecnologias como os computadores, os tablets e os celulares, não tenham culpa alguma. Na Ásia urbana a epidemia já era evidente na década de 1980, anterior, portanto, à eclosão das novas tecnologias.




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