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30/03/2015 08:03

Irregularidade e maus tratos nas casas para tratamento de dependentes químicos

Mário Sérgio Lorenzetto
Irregularidade e maus tratos nas casas para tratamento de dependentes químicos

Governos estão encrencados com as casas para tratamento de dependentes de drogas.

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Elas não são consideradas unidades de saúde. Este é o primeiro e mais grave equívoco que ocorre com os dependentes de drogas e seus familiares ao tomarem a decisão de entrarem nessas casas. Muitas dessas casas terapêuticas funcionam de maneira correta, mas também há muitos relatos de irregularidades e maus tratos. Em Campo Grande há denúncias de pessoas passando fome ou comendo refeições descritas como "lavagens". Na maioria das vezes as casas são ligadas à Igreja Católica ou Evangélica. O tratamento, muitas vezes, é baseado na leitura da Bíblia e o consumo da droga é creditado à influência de espíritos malignos.

Não existe um número oficial de quantas dessas casas existem no país. Um censo antigo, de 2011, apontava a existência de 1.800 casas. Nessa época, 68 delas foram fiscalizadas pelo Conselho Federal de Psicologia. É bem verdade que a amostra é pequena e o trabalho pode ser considerado velho, mas os psicólogos do conselho apontaram que a regra nessas comunidades era o tratamento sem recurso terapêutico, com uso de castigos, torturas e imposição religiosa.

Esse tipo de instituição se tornou muito importante em 2011 quando o governo Dilma lançou o programa "Crack, é possível vencer". Foi quando essas casas passaram a ser financiadas pelos governos estaduais e federal. Em 2013, o governo federal liberou R$ 82 milhões para essas casas terapêuticas e no ano seguinte foram quase R$100 milhões. Esse monte de dinheiro foi para 375 casas terapêuticas que oferecem um total de 8.300 vagas. Mas os governos estaduais colocaram ainda mais dinheiro nelas. Uma verba não contabilizada nacionalmente.

Essas casas são "equipamentos sociais", isto é, não obedecem a regras médicas e deveriam ser fiscalizadas pelas quase sempre sobrecarregadas vigilâncias sanitárias. Todavia, diante da "epidemia de crack" em todas as capitais brasileiras e pela falha do poder público em resolvê-la, as comunidades terapêuticas passaram a ser vistas como uma alternativa para retirar os dependentes das ruas. A lei não permite que eles fiquem muito tempo "internados", um máximo de 90 dias é permitido - uma regra estabelecida em 2001 como resultado do movimento mundial contra os manicômios. Esse importante movimento tenta destruir a segregação dos doentes mentais imposta pelos manicômios. Para muitos críticos, as comunidades se tornaram os novos manicômios. Para eles os dependentes químicos devem fazer o tratamento exclusivamente nos Caps - Centros de Atenção Psicossocial - para onde o depende vai algumas vezes por semana passar por atendimento psicológico e permanece em contato com sua realidade social, não sendo excluído da sociedade. Uma grande encrenca está se estabelecendo. A posição do governo federal é a de reconhecer "serviços com abordagens diferenciadas". Enquanto brigam, as ruas vão se enchendo cada vez mais com dependentes de crack e álcool.

Irregularidade e maus tratos nas casas para tratamento de dependentes químicos
Irregularidade e maus tratos nas casas para tratamento de dependentes químicos

O esmalte da discórdia

Uma nova coleção de esmaltes irritou milhares de mulheres por valorizar o homem em um universo totalmente feminino. Aliás, poucas coisas são tão femininas do que pintar as unhas em nome da autoestima. Nenhuma tentativa de homem pintar unha deu certo em qualquer país, desistiram há muito. É um território totalmente fechado para as mulheres. Talvez por isso a marca de esmaltes Risqué, da empresa Hipermarcas, recebeu tantos ácidos comentários ao lançar uma campanha denominada "Homens que amamos". A campanha "cutucou o fígado" de parcela das mulheres. Alguns nomes de esmaltes novos da Risqué são: "André fez o jantar", "Zeca chamou para sair", "Guto fez o pedido", "João disse eu te amo". São todas atitudes masculinas. A polêmica tomou conta da campanha. Uma mulher pegou pesado. Disse que também deveria ter um esmalte chamado "Bruno não queria o filho e mandou assassinar Elisa", em clara referência ao goleiro Bruno que mandou matar Elisa.

Em um país onde a indústria da vaidade engorda independentemente da crise, o esmalte é um dos raros itens que podem ser considerados "democráticos"; todas as mulheres usam, está presente em todas as classes sociais. Os esmaltes movimentaram R$ 662 milhões no país e a perspectiva é de expansão. Combinar cores de esmalte, batom e roupas é uma atividade lúdica das mulheres. Não podem esquecer que as mulheres são responsáveis por mais de 80% das decisões de compra no mercado de consumo, seja para ela ou para a família. Logo, ir contra esse público pode ser um mau negócio.

Irregularidade e maus tratos nas casas para tratamento de dependentes químicos
Irregularidade e maus tratos nas casas para tratamento de dependentes químicos

A arte de combinar cores no visual. Fique atento para não virar o arco-íris do escritório.

É claro que a arte de combinar cores é uma preocupação muito mais feminina, mas os homens precisam tomar cuidados mínimos. Em primeiro lugar fique atento para não ser visto como o arco-íris do escritório. Tente usar no máximo três cores, em um único visual profissional, para que o resultado final seja mais equilibrado.

Não se esqueça também que as cores refletem a nossa personalidade e o modo como estamos nos sentindo em um dado momento. Faça um simples teste de cores em frente ao espelho para saber as cores que mais favorecem o seu tipo de pele, olhos e cabelos. As cores escuras e opacas tem o efeito de adelgaçar a silhueta - são "emagrecedoras". As claras e brilhantes aumentam o volume - "engordam". É importante saber que as cores vibrantes destacam o corpo, enquanto as tonalidades sóbrias ajudam a suavizar. Assim, use os tons mais sóbrios nas partes do corpo que pretende disfarçar e realce os pontos positivos do corpo com cores mais vivas. Uma forma equilibrada de tornar seu visual mais alegre é usar cores vivas em acessórios que ocupa menos espaço visual. Por exemplo, gravatas para os homens em tons vivos. Colar e sapato em cores diferentes e contrastantes são a proposta feminina.

Irregularidade e maus tratos nas casas para tratamento de dependentes químicos
Irregularidade e maus tratos nas casas para tratamento de dependentes químicos

As diferenças entre notívagos e matutinos na inteligência, capacidade empresarial e esportiva.

Uma das mais importantes funções do sol é a de ser um relógio. Há uma região quase no centro do cérebro, o hipotálamo, que recebe informações da retina dos olhos para saber quando é dia e quando é noite e, a partir delas, orquestrar toda uma série de informações para nos manter acordado ou para informar a hora de descansar. Outras partes do organismo também têm seus relógios- o fígado, por exemplo, ajusta nosso tempo vital segundo o horário das refeições. E, no entanto, apesar de tantos relógios dentro do corpo, cada um de nós tem seus horários particulares de predileção, seu padrão mais ou menos característico.

Vários estudos encontraram uma ligação entre a chamada personalidade notívaga, aquela que preferencia a noite, e uma inteligência um pouco maior que a dos matutinos. Algo como 0,8% maior. Pequena mas diferente. Os notívagos também tendem a ser mais criativos e a estarem mais abertos a novos desafios e mudanças. Por outro lado, os matutinos são mais eficazes, conseguem melhores resultados que os notívagos, seriam melhores empresários por essas diferenças. Para o mundo esportivo e para o uso da força em geral também existem diferenças. Os notívagos mantem um nível de força constante com o passar das horas, mas os matutinos aumentam sua capacidade de força ao longo do dia. Mas saiba que se você gosta de horários noturnos, terá maior propensão a ingerir substâncias viciantes, tanto as legais - café, tabaco e álcool - como as ilegais. Também tem maior tendência à ansiedade e depressão.

Irregularidade e maus tratos nas casas para tratamento de dependentes químicos
Irregularidade e maus tratos nas casas para tratamento de dependentes químicos

"Meti no c.. de Hitler". Não é um palavrão. É uma mensagem histórica escrita na parede do parlamento alemão.

O prédio do Reichstag (o parlamento alemão) foi construído em 1880, quando uma Alemanha recém-unificada ascendia pela primeira vez a uma posição de destaque na Europa.
O Reichstag foi a sede do turbulento parlamento durante a República de Weimar e os primórdios do governo nazista, até que, na noite de 27 de fevereiro de 1933, um incêndio suspeito teve início no plenário e quase devastou o edifício. O novo chanceler (primeiro ministro) da Alemanha, Adolfo Hitler, correu para o local em companhia de seu assessor Joseph Goebbels e pôs a culpa do fogo nos comunistas, valendo-se da crise para suspender liberdades civis, esmagar a oposição e consolidar o poder nas mãos do partido nazista. O parlamento votou pela sua própria insignificância e os nazistas nunca reformaram o prédio.

A reforma só começaria após a queda do muro de Berlim. Durante a reforma, descobriram nas paredes do primeiro andar rabiscos em cirilico (a escrita dos russos) feitos por soldados do Exército Vermelho. Depois de alguns debates, algumas dessas inscrições foram preservadas: nomes de combatentes, "de Moscou a Berlim, 9/5/45" e mesmo "Meti no c... de Hitler". Lembretes históricos.

Nenhum outro país exibe a memória de seus conquistadores ( pelo contrário, procura ocultar) em seu mais importante edifício público. Os crimes alemães foram únicos, mas único também é seu modo de acertar as contas com a história. Um caso em que um palavrão fala mais alto que um compêndio de história escrito pelo melhor estudioso. Uma frase curta e seca mostrando a verdade da época. Será que dá para escrever algo nas paredes do Congresso Nacional? Voto no nome do Collor.

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