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02/05/2016 08:09

Menonitas, comunidade devota ao trabalho árduo

Mário Sérgio Lorenzetto
Menonitas, comunidade devota ao trabalho árduo

Um dia comum para uma família menonita começa às cinco horas da manhã. Pais e filhos se dirigem aos trabalhos que lhes correspondem como a ordenha do gado ou a organização das máquinas - somente tratores - ou de instrumentos para a agricultura.

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As mulheres cuidam da elaboração da primeira refeição. É comum que uma hora depois toda a família se reúna para o café da manhã que contém um elevado nível de calorias, proteínas e carboidratos para enfrentar a dureza dos trabalhos, tanto no lar como no campo. Antes da alimentação rezam para agradecer a Deus.

Ao concluir o café da manhã, as mulheres limpam a casa, lavam a roupa e preparam a segunda refeição. Os homens vão para o campo em charretes ou a cavalo. As crianças entre 6 anos e 12 anos vão para a escola. Os estudos são a Bíblia, a gramática e a matemática. Elas tem um recreio de 30 minutos para almoçar e outro de 15 minutos para esportes.

Durante a tarde, quando retornam a suas casas, retomam os trabalhos de limpeza e preparação de alimentos em seus lares. As mulheres estão costurando e produzindo tecidos. Em seguida, estarão assando pães, moldando queijos e cuidando de molhos e sobremesas. Os homens, após o trabalho no campo, estarão lendo a Bíblia e organizando documentos necessários para os trabalhos do dia seguinte. O dia é concluído por volta das 20 horas quando deitam-se. Os domingos são dedicados à igreja. Ouvem as orações proferidas pelos ministros religiosos e as orientações de interesse da comunidade.

Menonitas, comunidade devota ao trabalho árduo

Os menonitas não são proprietários individuais de suas terras.

O sistema organizacional dos menonitas não permite a posse individual de suas terras. Elas pertencem à comunidade. Cada família detêm o usufruto de uma parcela da terra. Essas comunidades são destacadas pelos elementos de coesão interna. Há um forte tecido social. É um estilo de vida ímpar.

Seus elementos de unificação estão na fé religiosa, na língua - falam o "plautdiesch", uma mistura de alemão com holandês - nas vestimentas, nos hábitos alimentares e o apego à trabalhos do mundo rural. Não importa em qual país residam, sua aculturação ou intercâmbios com os outros povos é pequena. Mas mantêm-se estreitamente ligados às demais colônias em todos os países onde se fazem presentes.

Menonitas, comunidade devota ao trabalho árduo

A origem holandesa dos menonitas.

Muitos imaginam que os menonitas têm origem norte-americana. Eles surgem no distante século XVI na Holanda, uma das correntes do protestantismo de Lutero e Calvino. Seu criador foi Menno Simons (1496-1561) que não aceita o batismo determinado pelos pais das crianças e propõe o batismo como opção de adultos e por esse motivo são denominados, inicialmente, de anabatistas.

O outro fator de imensa importância em sua formação está o pacifismo. Eles não aceitam participar das guerras entre os países onde passaram a viver - são expulsos da Holanda por se negarem a ingressar no exército e também serão expulsos, pelo mesmo motivo, da Polônia e da Alemanha. Após muito tempo de peregrinação, são convidados pela czarina Catarina II para o grande projeto de avanço agrícola em terras da atual Ucrania. Por lá, viveram muitos anos em paz.

Mas se negaram a adotar a nacionalidade russa e, em seguida, a engrossar as fileiras do exército. É claro que novamente foram expulsos. Espalharam-se pelo mundo. Tornaram-se bem vindos em alguns países pelo estilo de vida. Não aceitam a acumulação de riqueza, não admitem o luxo e a vaidade. Mas o fator que encantou e ainda encanta muitos governantes é sua determinação em não aceitar qualquer ato de violência e de agressão.

Um só tapa no rosto de alguém é considerado um crime importante, geralmente punido com a expulsão. Não portam armas e, como regra, nem mesmo pequenos delitos ocorrem em suas comunidades. Outro fator de importância, que os diferencia, é a não participação em qualquer movimento político.

Menonitas, comunidade devota ao trabalho árduo

As usinas de açúcar e álcool voltam a trabalhar no azul.

O Brasil tem 379 usinas de açúcar e álcool, sendo 305 na região Centro-Sul. Desde 2008, 85 fecharam e 70 estão em recuperação judicial. Há poucos anos, o governo lidou com a recessão mantendo o preço da gasolina baixo. O álcool represado pela gasolina mantida com preço baixo artificialmente, foi pouco vendido.

Mas o que realmente levou as usinas a uma quebradeira generalizada foi a queda dos preços dos contratos de açúcar em N.York, de 28 centavos de dólar por libra de peso de açúcar foi bater na casa dos 12 centavos de dólar. Um tombo descomunal. A consequência foi o endividamento de muitas usinas que se arrasta até hoje, sobretudo para aquelas que foram financiadas em dólar. Mas todo esse quadro começa a desaparecer.

Aumento da mistura de etanol à gasolina, de 25% para 27,5%, a volta da cobrança da Cide sobre a gasolina (uma taxa que pagamos ao governo federal de R$0,10 por litro), o ajuste de 6% do preço da gasolina feito pela Petrobras e também do PIS Confins e também do ICMS no Estado, fez com que as vendas do álcool crescessem. A produtividade também cresceu, passou de 74 toneladas por hectare para 83 toneladas. A outra boa nova para o setor é a projeção da safra internacional de açúcar que terá um déficit de oferta entre 3,5 milhões a 5 milhões de toneladas. A projeção para a safra seguinte é ainda melhor para os usineiros, o déficit da oferta mundial estará entre 6,2 e 9 milhões de toneladas. As usinas voltaram a trabalhar no azul.




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