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11/08/2014 14:20

Não há crise no mercado de moda, maquiagem e gastronomia para as crianças

Mário Sérgio Lorenzetto
Não há crise no mercado de moda, maquiagem e gastronomia para as crianças

Não há crise no mercado de moda, maquiagem e gastronomia para as crianças

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Poucos são os segmentos que cresceram tanto nos últimos anos quanto o de produtos e serviços voltados ao universo infantil. A média é de 6% ao ano, com um faturamento na proximidade de R$ 50 bilhões.

A indústria da moda direciona 15% de tudo o que produz às crianças, um contingente de 46 milhões de consumidores, entre zero a 14 anos. Esse público movimentou R$ 16 bilhões em roupas e acessórios em 2013.

No setor de perfumaria e cosméticos a participação é ainda maior. O Brasil ocupa a segunda posição de consumo de cosméticos e produtos de higiene para as crianças de zero a dez anos.

Segundo as informações do Instituto Alana, organização sem fins lucrativos voltada aos direitos das crianças e adolescentes, as crianças chegam a participar de 80% das decisões de compra das famílias brasileiras. A influência é decorrente do maior grau de informação dos pequenos, que acessam a internet desde muito cedo, e da diminuição no número de filhos por família.

Se os negócios para o consumidor infantil prosperam na moda e cosméticos, surge uma nova onda - os minichefs. Escolas de culinária para crianças e adolescentes estão sendo abertas com bom rendimento. São aulas com média de 2 horas de duração nos prédios das escolas, nas residências e nas festas infantis.

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Não há crise no mercado de moda, maquiagem e gastronomia para as crianças

O palanque industrial de Dilma, Aécio e Campos

Os três candidatos à Presidência da República se reuniram com os maiores industriais do país e apresentaram seus planos para reanimar a combalida e pessimista indústria nacional. Estrutura tributária, desburocratização do mercado de trabalho e infraestrutura deficiente compõem as queixas do setor industrial. Os temas foram abordados pelos candidatos na Confederação Nacional da Indústria – CNI -, em Brasília.

Dilma apresentou uma quantidade impressionante de números e comparações com governos anteriores. Ela afirmou que: Eu fiz. E sou capaz de fazer, no que foi aplaudida pela plateia. "Não se iluda não, nós nos gostamos" completou seu discurso. Este é um setor onde a vontade com Dilma é razoável, diferente dos banqueiros que chegou ao ápice do mau humor nos últimos dias, em embate com o Santader. Ela também procurar discursar contra o pessimismo: "os surtos de pessimismo, com profecias que não se realizaram como o caos na Copa do Mundo, a tempestade perfeita na economia e o racionamento de energia". Dilma ainda questionou como estaria a indústria nacional se o governo não tivesse tomado à época medidas anticíclicas, se não tivesse feito desonerações tributárias, concessões de crédito via bancos públicos, compras governamentais e investisse na qualificação técnica de trabalhadores.

Já Aécio foi o que menos recebeu a atenção e os elogios dos industriais

Um deles disse que "não é que o senador tenha decepcionado. É que ele não surpreendeu, como se esperava". Aécio só teve alguma dose de empolgação quando se referiu ao setor energético e as necessidades de investimento em várias matrizes. Aécio não foi aplaudido uma só vez. E suas respostas frustraram a maioria dos participantes. O comentário mais ouvido no plenário era que ele "falou, falou e não disse nada". Um dos participantes chegou a chamar a atenção para o fato de Aécio não ter feito anotações durante as perguntas. Discurso linear, falta de entonação para destacar as ideias mais importantes e a rapidez da fala.

Por outro lado, Eduardo Campos, falou o que a indústria queria ouvir e agradou ao se colocar como um possível líder. Estava à vontade. Os bons resultados do processo de industrialização de Pernambuco nos últimos anos renderam a Campos uma imagem positiva perante o setor. Uma das principais expectativas dos industriais, devido provavelmente à candidatura a vice-presidente de Marina Silva, era saber o que Campos pensa da política de reajuste do salário mínimo. O pernambucano, no entanto, preferiu não se comprometer com medidas concretas. Em sua análise do cenário econômico atual, Campos deu as primeiras alfinetadas em Lula: "Pensávamos que era marolinha, mas vemos hoje o tamanho do desafio que está posto".

No geral, as promessas de Aécio e Campos foram muito semelhantes, atendendo às principais demandas dos industriais, como simplificação de tributos, aumento da competitividade, investimento em infraestrutura, segurança jurídica e retomada do crescimento. Dilma esteve o tempo todo defendendo seu governo e se comprometendo com as aspirações de crescimento da indústria nacional. Entre os comentários mais ouvidos, um ponto considerado negativo para Campos era a presença de Marina Silva, por representar "uma visão protecionista e limitadora do investimento".

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As mudanças do cotidiano indicam crescimento no café da manhã fora de casa

O café da manhã tornou-se a última fronteira na batalha por saúde, conveniência e lucro na dieta de quem trabalha. Muitas redes de restaurantes veem oportunidades na primeira refeição do dia. Entre os consumidores que comem fora pelo menos duas vezes por semana, 30% dizem que isso ocorre durante o café da manhã, ante 40% que o fazem no almoço e 50% no jantar. Além disso, afirmam os restaurantes, o café da manhã é a refeição mais rentável porque os ingredientes são mais baratos. Apenas um exemplo: o café da manhã representou 25% da receita do Mc Donald ´s no ano passado e 40% do lucro.

Mudanças sociais tem influenciado a pressa que passou a caracterizar a primeira refeição do dia. Mais mães com filhos pequenos estão no mercado de trabalho. A fronteira está nos hábitos saudáveis. Alguns consumidores ainda têm dificuldade de aceitar a ideia de café da manhã em redes de fast-food por considera-los pouco saudáveis.

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As provas não deveriam ser usadas nas escolas como instrumentos de terror

As provas têm hoje uma má reputação nos círculos educacionais. De acordo com seus críticos elas tomam tempo, colocam os estudantes sob pressão e acabam por desviar o foco de outras prioridades formativas. Porém, a verdade é que, se usadas de maneira adequada, as provas como parte de uma rotina educacional se apresentam como uma importante ferramenta não apenas para “medir o conhecimento”, mas, também para promovê-lo.

Quando os estudantes são submetidos a avaliações, eles precisam buscar o conhecimento apreendido na memória. Muitas atividades educacionais como a leitura de textos procuram contribuir para que os estudantes adquiram conhecimento. O papel dos exames estaria, quando usados de maneira adequada, justamente em fazer com que os estudantes desenvolvam uma habilidade prática que é a da rememoração.

O fato da melhor fixação do conhecimento após um questionário faz com que o processo de aprendizagem se torne mais robusto na memória. Tal questão é fundamental, pois muitos estudos demonstram que boa parte daquilo que é aprendido em sala é rapidamente esquecido. Logo, um desafio central para o processo de ensino é encontrar um caminho para conter o esquecimento. O desafio está, portanto, em transformar as provas em algo rotineiro, as avaliações deveriam fazer parte do contexto regular das aulas e dos processos de aprendizagem e não serem tratadas como um momento excepcional e pontual do ensino.

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Testes e inovação

A proposta pode, em um primeiro momento, ter como resposta certo ceticismo por parte dos acadêmicos e dos professores, porém, de acordo com o professor de psicologia Henry Roediger, os testes que ele realizou em estudantes em escola de ensino médio mostraram que as notas deles subiram no caso de um conteúdo que foi apresentado uma vez e questionado por três vezes do que o conteúdo que foi apresentado uma vez.

A prática de pequenas avaliações periódicas se provou mais benéfica, pois ela auxilia no desenvolvimento de estruturas conceituais complexas que podem ser aplicadas em distintas situações futuras. Não se trata de abolir as provas, mas, usar o potencial de rememoração dos conteúdos como uma constante ao longo do semestre. Precisamos deixar de lado o uso das provas como instrumento de terror para forçar os estudantes a estudar, a produção de conhecimento precisa ser contínua e, na medida do possível, próxima das situações concretas dos estudantes, do contexto em que o conteúdo é apresentado.

A vida fora de sala pede que enfrentemos situações complexas e que provemos nosso conhecimento sem que oportunidades anteriores de muito preparo estejam disponíveis, qual a razão de insistirmos em usar as avaliações como meio de punição e não invertermos esta lógica e, além de aproximá-la da realidade, usar elas como meio produção de conhecimento?

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