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09/11/2015 08:10

O Brasil precisa crescer 4% ao ano. Em Campo Grande a conta é ainda pior.

Mário Sérgio Lorenzetto
O Brasil precisa crescer 4% ao ano. Em Campo Grande a conta é ainda pior.

O Brasil precisa crescer 4% ao ano só para pagar os direitos dos brasileiros. Em Campo Grande a conta é ainda pior.

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O pagamento de todos os brasileiros custará R$ 1,43 trilhão de reais no próximo ano. Na melhor hipótese, o governo conseguirá arrecadar R$1,4 trilhão. De onde sairão os R$ 30 bilhões que faltam? O buraco das contas públicas é bem mais embaixo. Sobram direitos e quase não existem deveres para os brasileiros. É o famoso Estado de Bem Estar copiado dos países nórdicos europeus. Países milionários com povos altamente educados e disciplinados. As despesas governamentais aumentam ano após ano e as receitas não seguem essa mesma linha de crescimento. A exceção foram os anos Lula, época de uma economia turbinada pelo gigantismo chinês. No ano passado as despesas do governo subiram 6%. A economia brasileira cresceu apenas 0,1%. O rombo nas contas públicas é simples, mas os políticos e alguns economistas não deixam entrever a verdade.

Os problemas que nos metemos tem início na aprovação da Constituição Cidadã de 1988. Ela projetou uma sociedade irreal. O falecido Roberto Campos fez as contas: a palavra "direito" aparece 76 vezes na Constituição e a palavra "dever", tão somente 4 vezes. Eficiência e produtividade são palavras esquecidas. A irresponsabilidade dos políticos brasileiros permite que as Câmaras de Vereadores, as Assembleias Legislativas e o Congresso Nacional criem novas despesas sem mencionar de onde sairá o dinheiro. A Lei de Responsabilidade Fiscal do ano 2.000 até hoje não foi regulamentada para dar um basta em tamanha desfaçatez.

O impasse está formado. Quanto o generoso governo brasileiro, desinteressado em eficiência e produtividade, merece arrecadar para fazer frente às despesas dos brasileiros que dele dependem. Se a situação das contas públicas brasileiras é complicada e de difícil solução. A prefeitura de Campo Grande vive uma situação ainda pior: não tem contas. Conhecemos os números do governo federal, os números da administração municipal não existem. E não há possibilidade alguma de serem levados ao conhecimento da população pois pertencem ao prefeito e a seus mais próximos auxiliares. São três anos de total desconhecimento das contas municipais. Não sairemos do caos com a "caixinha mágica clandestina" criada na prefeitura.

O Brasil precisa crescer 4% ao ano. Em Campo Grande a conta é ainda pior.
O Brasil precisa crescer 4% ao ano. Em Campo Grande a conta é ainda pior.

Os celulares estão prejudicando as crianças?

Você conhece os rabugentos que reclamam de qualquer tecnologia nova. Toda geração desaprova a seguinte; isso é previsível e humano. Os aparelhos digitais estão aparentemente "minando" nossa juventude. Da mesma forma como o rock nos "arruinou". A televisão "arruinou" nossos pais e os carros, nossos bisavôs. Estamos sendo "arruinados" há gerações incontáveis. Mas o que a ciência diz sobre o uso dos celulares? As crianças não precisam mais decorar nomes de presidentes (vão esquecer da Dilma?) e nem a tabela periódica pois estão apenas a uma tecla de distância do Google. Que pena! Estamos perdendo velhas destrezas.

Poucos sabem como usar uma folha de papel-carbono ou cuidar de cavalos. Escrever à mão e dirigir automóveis serão habilidades esquecidas brevemente. Mas diferente não é o mesmo que pior. Comecemos com o famoso "câncer cerebral" para quem usa celulares. Em primeiro lugar é uma besteira do passado. Hoje, praticamente ninguém usa celular pendurado nos ouvidos, digitam mensagens. Mas os estudos não comprovaram nenhuma relação entre o uso de celular e o câncer. Uma pesquisa dirigida pelo Common Sense Media descobriu que mais da metade dos adolescentes acham que o uso dos celulares ajudou em suas amizades. É, portanto, um bom instrumento de sociabilização. A ciência não emitiu um sinal de alerta para tirarmos aparelhos de nossas crianças e mudarmos para algum território Amish (grupo religioso conservador dos EUA e Canadá que proíbe uso de eletrônicos e de carros). Mas os sinais da ciência são bem claros para sugerir a prática de uma muito sábia e antiga precaução: a moderação.

O Brasil precisa crescer 4% ao ano. Em Campo Grande a conta é ainda pior.
O Brasil precisa crescer 4% ao ano. Em Campo Grande a conta é ainda pior.

Mundo verde: o mato voltou a crescer.

Enfim uma boa notícia para aqueles que se preocupam com a devastação das florestas: na década passada, as florestas do mundo voltaram a crescer, revertendo a tendência de desmatamento observada durante parte do século passado. Um grupo de pesquisadores da Universidade de New South Wales, na Austrália, publicou um estudo que mostra que de 2004 para cá, o volume de vegetação global cresceu 10%. Os maiores ganhos florestais vieram da Rússia, da China e das planícies australianas e africanas. O Brasil, infelizmente, ainda continua desmatando. Embora em ritmo menor desmatamos 5.000 quilômetros quadrados de árvores a cada ano. As matas cresceram muito em fazendas estatais na Rússia e na China onde existe um programa público de reflorestamento. Já na Austrália e na África, as abundantes chuvas levaram à expansão das savanas e das matas de arbustos.

O Brasil precisa crescer 4% ao ano. Em Campo Grande a conta é ainda pior.
O Brasil precisa crescer 4% ao ano. Em Campo Grande a conta é ainda pior.

O milionário negócio da maconha.

Ao contrário do que muitos pensam, o Paraguai é um pequeno produtor de maconha. O Relatório Mundial de Drogas da ONU mostra que as maiores fazendas de maconha estão sediadas no Marrocos. O segundo lugar na produção da droga pertence ao México, seguido pelo Afeganistão (12 mil hectares no somatório dos dois países). O Brasil vive uma dualidade, ao mesmo tempo que vê crescer o tráfico de drogas por suas estradas, ocupa uma boa posição mundial na erradicação do número de plantas em seu território. O país que erradicou a maior quantidade de pés de maconha foi a Itália, com o abate de mais de 4 milhões de pés de cannabis. O Brasil entrou nesse ranking, em sétimo lugar, com o extermínio de um pouco mais de 600 mil pés. O outro país sul americano que participa desse ranking é o Chile que derrubou 216 mil pés da erva.

Há outros números que mostram que a maconha é atualmente a droga mais vendida no mundo e com elevados percentuais de crescimento. Os Estados Unidos é o país com a maior quantidade de apreensões da droga no mundo - nada menos que 69% de toda a maconha do mundo é presa por sua polícia. No entanto, ainda que não existam cifras exatas sobre o rendimento financeiro do narcotráfico, mas um relatório do Departamento de Defesa dos EUA calculou que os cartéis mexicanos obtêm um lucro anual de R$147 bilhões. O traficante mexicano Joaquín Guzman Loera, "El Chapo" como é conhecido, é o narcotraficante mais rico do mundo, segundo a revista Forbes, que calcula sua fortuna em quase R$ 4 bilhões.

O Relatório da ONU afirma que aproximadamente 246 milhões de pessoas, pouco mais de 5% da população mundial, tenha feito uso de drogas ilícitas. Segundo esse relatório há uma queda na produção e consumo de cocaína, mas um número crescente de produtores e de consumidores da maconha. Também afirma que dos 246 milhões de usuários de drogas, 27 milhões tem um uso "problemático", das quais 13 milhões fazem uso de drogas injetáveis. Homens são três vezes mais propensos ao uso da maconha e mulheres ao uso dos tarjas pretas receitados pelos médicos.

O Brasil precisa crescer 4% ao ano. Em Campo Grande a conta é ainda pior.
O Brasil precisa crescer 4% ao ano. Em Campo Grande a conta é ainda pior.

Começam a surgir as primeiras "fazendas" de geração de energia.

Imensas "fazendas" de geração de energia eólica e solar surgiram na década passada na Espanha. Elas ocuparam imensas extensões de terra que estavam ao plantio de peras e de maçãs. A corrida desse negócio da "China" foi tão grande que levou milhares de agricultores à falência. A mesma moda chega ao Brasil.

As empresas de telecomunicações começam a criar suas próprias "fazendas" para produzir energia. A primeira a entrar no novo ramo é a Algar Telecom, de Uberlândia (MG). A Oi desenvolve seu próprio projeto para a criação de três fazendas. Uma companhia de grande porte do setor de telecomunicações chega a gastar cerca de R$ 1 bilhão por ano em energia.

A implantação de uma fazenda de energia requer a disponibilidade de grandes áreas, em torno de 400 hectares, licença ambiental, painéis solares, sol na maior parte do ano e investimentos elevados. A decisão de criar uma fazenda de energia necessita de um primoroso planejamento, não é algo aconselhável para leigos, ainda que altamente desejável para toda a indústria nacional dado o preço proibitivo da energia tradicional.

O Brasil precisa crescer 4% ao ano. Em Campo Grande a conta é ainda pior.



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