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26/05/2015 07:45

O Estado Islâmico e a Al Qaeda declararam a Terceira Guerra Mundial

Mário Sérgio Lorenzetto
O Estado Islâmico e a Al Qaeda declararam a Terceira Guerra Mundial

O Estado Islâmico e a Al Qaeda declararam a Terceira Guerra Mundial.

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Para os yihadistas do Estado Islâmico (EI) e da Al Qaeda, o tempo da terceira guerra mundial começou. Sua justificativa usando o Corão não oferece dúvidas: terão de insistir na yihad até que cesse a discórdia (fitnah), quer dizer, até que impere sem obstáculos a fé em Alá. Assim surgiu a ilustrativa divisão do mundo entre "dar al-islam", o espaço dominado pelos que creem em Alá, e "dar al-harb", o território de guerra. As primeiras grandes missões para eles, além do controle do atual território entre o Iraque e Síria, seria a conquista da Palestina e do Al-Ándalus, o território espanhol que ficou durante 8 séculos sob domínio mulçumano.

O erro é subvalorizar essa perspectiva bélica de nível mundial. Continuará a ocorrer uma proliferação de ataques insurrecionais yihadistas em diferentes lugares do mundo. Atualmente eles avançam na Síria, no Iraque, no Mali e na Nigeria, países enfraquecidos por crises que não foram devidamente solucionadas. Nesse vazio de poder, a coesão religiosa-militar do EI e da Al Qaeda se converte em um fator decisivo. A yihad aglutina. Seus preceitos, pouco difundidos no Ocidente, são claros: guerra aos infiéis (todos que não se submetem a Alá) e aos hereges xiitas; criação imediata de uma ordem social e religiosa baseado na "sharia"; aplicação do terror para dominar e para propagandear; aproveitamento de todo recurso econômico que for acessível (subvenções, extorsões e exportação do petróleo); simbologia forjada dos "piedosos antepassados" e a recuperação do califado perdido desde o início do século passado na Turquia.

O Estado Islâmico e a Al Qaeda declararam a Terceira Guerra Mundial
O Estado Islâmico e a Al Qaeda declararam a Terceira Guerra Mundial

Uma história esquecida: o tempo em que os norte-americanos se irmanaram com os cubanos.

Todos se lembram, ou estudam na escola, o tempo em que a Baía dos Porcos foi sinônimo da vitória dos cubanos de Fidel Castro contra os norte-americanos de John Kennedy. Mas há uma história que foi perdida, borrada dos livros: o tempo em que cubanos e norte -americanos combateram juntos contra o Império Espanhol.

Em abril de 1898 o Congresso dos Estados Unidos autorizou o uso da força contra a Espanha. O motivo apresentado era o de "preservar os direitos e liberdades dos rebeldes cubanos", contra os quais a Espanha estava lutando há três anos. As possibilidades da Espanha pareciam exíguas. A guerra estava perdida antes mesmo de ter início. A superioridade era incurável. A esquadra de navios espanhóis era de madeira, segundo o relato dessa guerra criado nos Estados Unidos, um mito. Essa esquadra teria sido destruída como se fosse um exercício de "tiro ao prato" pelos navios de aço (encouraçados) dos Estados Unidos.

Em verdade essa guerra não foi travada apenas em Cuba. Espanha e Estados Unidos se digladiaram também nas Filipinas. Era uma guerra do tipo colonial, em busca da hegemonia de territórios e do comércio. A frota espanhola era formada por 7 encouraçado e a dos Estados Unidos por 11 navios desse tipo. Existiam rebeliões e guerrilhas tanto em Cuba como nas Filipinas que minavam o poderio do que restava do antigo e poderoso Império Espanhol. O grande erro espanhol foi o de dispersar a esquadra em três pontos - Cuba, Espanha e Filipinas. Havia o receio (e falta de informação) de que os norte-americanos atacassem diretamente o território espanhol. Cubanos e norte-americanos venceram os espanhóis. A economia e a política no território de Cuba foram comandadas por Washington por mais de meio século. Um dia os cubanos estiveram irmanados aos norte-americanos. Tudo indica que o momento é de paz e de integração entre esses dois povos.

O Estado Islâmico e a Al Qaeda declararam a Terceira Guerra Mundial
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O dono de um bar inventou a primeira máquina registradora.

Em 1878 James Ritty, proprietário de um bar na cidade de Dayton, em Ohio, nos Estados Unidos, fez uma viagem à Europa em um navio. Durante a navegação ele observou um dispositivo que contava o número de giros da hélice do navio. Assim ele se inspirou para aplicar a mesma tecnologia em uma máquina que pudesse registrar as vendas em seu bar e evitar os golpes dos garçons. O nome dessa máquina diz tudo: "Incorruptible Cashier" (algo como caixa incorruptível). Ritty fundou uma empresa para vender a máquina mas não obteve sucesso. Logo a seguir vendeu a patente a um grupo de investidores que criaram a National Cash Register Company e fizeram uma imensa fortuna.

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A economia e o pensamento das ruas.

Governar é, dentre outras coisas, decidir quem ganhará e quem perderá. Foi-se o tempo em que o principal perdedor das decisões governamentais era a população mais pobre do Brasil. Vale chamar a atenção para o contraste: enquanto não havia eleição direta para presidente, a sobrevivência de quem controlava o Poder Executivo Nacional não dependia do controle da inflação, o eleitor não podia manifestar-se sobre esse assunto. O grande perdedor da política econômica que vigorou até 1994 foi a população pobre e os grandes ganhadores do período democrático foram os mesmos pobres.

Na história recente, durante o governo Lula, ficamos todos com a impressão de que a política econômica apenas gera ganhadores. Nada mais falso. Viveu-se um período de grande liquidez internacional, preços de commodities em alta, juros americanos em baixa. O resultado foi que todos os grupos sociais melhoraram de vida. Empresários, trabalhadores, campo, cidades, todos ganharam. Os períodos de bonança escondem que, sempre, quando há ganhadores, há também perdedores. Nesse período, alguns ganharam menos e outros mais.

A política econômica que resulta na redistribuição de renda tem vários componentes, e um deles é o câmbio. Quando o real fica valorizado frente ao dólar, a indústria perde e a população ganha por meio de seu impacto no controle da inflação. Mas poucos acompanham ou entendem as variações da taxa de câmbio, comércio exterior ou redução de preços domésticos vinculados aos termos de trocas internacionais.

Foi assim que o Instituto Análise encomendou uma pesquisa de âmbito nacional para perguntar o que acontecia quando o real ficava mais forte frente ao dólar. Outra pergunta foi o que era melhor: ter menos empregos na indústria, mais empregos no comércio e preços mais baixos, ou ter, mais empregos na indústria, empregos em estabilidade no comércio e preços mantidos. Resposta: 51% preferiram a primeira opção, 29% a segunda e a não-resposta foi elevada – 20%

EFEITOS DO CÂMBIO
25% - Real valorizado é bom para a população pobre
19% - Com o real mais valorizado os alimentos ficam mais baratos.
16% - Real valorizado é bom para os empresários.
15% - Real valorizado dificulta as exportações.
23% - Não sabem.
2% - Outros.

Diz-se que todos os caminhos levam a Roma. No Brasil, todos os caminhos levam ao controle da inflação. Seja por meio de aumento de juros, seja por meio de um câmbio que deixe, na linguagem popular, o real forte frente ao dólar.

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