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15/12/2015 10:29

O grande paradoxo do governo Dilma está na Lava-Jato

Mário Sérgio Lorenzetto
O grande paradoxo do governo Dilma está na Lava-Jato

O grande paradoxo do governo Dilma está na Lava-Jato.

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Por paradoxal que possa parecer, o que manteve Dilma no governo até agora foi o fato de seu governo não ter obstruído a Lava-Jato. Nem mesmo para salvar os membros do PT. O governo ou os "companheiros", foi a decisão colocada à sua frente. E os governantes preferiram continuar governando. A polícia federal e os membros da Lava-Jato se aproximam de Lula e de seus familiares. Fica a indagação se a mesma decisão permanecerá.

Todavia, o que colaborou decisivamente para a manutenção de Dilma no poder é o mesmo fator que determina sua incapacidade de governar: a Lava Jato. Quando o procurador-geral da república, Rodrigo Janot, ungido por Dilma e engolido a fórceps pelo Senado, confirmou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tinha "contas enlatadas" na Suíça. Janot transformou, na prática, sem pensar, a Câmara de Deputados na sede nacional do impeachment. A Câmara pertence a Cunha e a seus desígnios. A sequência do processo mostrou que Cunha já tinha, há muito tempo, as cartas na manga para embaralhar o jogo de sua cassação. Ele continua a deter uma folgada maioria de parlamentares à sua disposição, para impedir qualquer tentativa, no âmbito interno, de defenestrá-lo do poder. Cunha é o capitão do time do impeachment, queiram ou não aceitá-lo.

É bem verdade que o governo de Dilma não merece ser defendido. Mesmo porque não existe como governo. Mas, há algo que passa despercebido para muitos: com a continuidade, sem limites, da Lava-Jato, não existirá estabilidade no Congresso. E a Casa de Leis do país sempre responderá, à sua instabilidade, com a criação de uma grande instabilidade no Executivo. Ninguém sabe, nem mesmo seus operadores em Curitiba ou em São Paulo, até onde alcançará a foice do Judiciário. Somente daqui a muitos anos, quando se delinear o imenso quadro geral de implicados que teremos alguma estabilidade. E não importa se Temer assumirá ou não. Como não importa se Aécio poderá concorrer, proximamente às eleições, com a possibilidade do TSE cassar Dilma e Temer. A instabilidade governamental permanecerá.

A grande causa que está sendo disputada não é um governo. Nem mesmo o mandato de Dilma (uma diminuta causa). Trata-se de decidir se os fins justificam os meios, que é sempre verbalizado pelos políticos como "ser pragmático". Trata-se de como um vereador consegue vencer as eleições e dispor de seu mandato, no menor município do país. Ou os prefeitos de quase todas as cidades, deputados estaduais, federais, senadores e governadores. Não parece, mas 90% dos políticos do país estão com seus mandatos sob os desígnios da guilhotina, em risco. Vivemos em uma esquina da história nacional que não se repetirá nos próximos 100 anos.

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Dilemas governamentais para venda de terras a estrangeiros arrefecem, mas permanecem.

De um lado a Ministra Kátia Abreu e a bancada ruralista do Congresso, do outro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e os militares. A decisão caberá à presidente Dilma. A própria presidente avisou à Ministra da Agricultura que só sancionará uma lei que autorize as compras de terras por estrangeiros se o texto estipular limites para o tamanho das propriedades. Caso contrário, não terá outra saída senão vetar a lei. Todavia, a presidente afiançou à amiga-ministra, Kátia Abreu, que deseja liberar a venda de terras.

O texto atual, da bancada ruralista, que tramita no Congresso, fala em 200 mil hectares de área aproveitável por empresa e por Estado. Esse seria o tamanho de terras a que cada empresa estrangeira teria direito de compra. Área aproveitável seria aquela que elimina da conta as partes destinadas à preservação ambiental. Dificilmente Dilma aprovará algo que se aproxime de 100 mil hectares, a diferença é grande entre os contendores. Temem ferir a soberania nacional, incentivar a exploração indevida da Amazônia, encarecer o preço da terra e dificultar compras de fazendas pela União destinadas à reforma agrária. Ainda hoje, os ruralistas estarão reunidos com o Ministro-Chefe da Casa Civil, Jacques Wagner, para destravar a desconfiança do governo. Os comentários no Congresso são de que o governo deseja alguma aproximação com os ruralistas, dado o receio do impeachment.

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Em 2019, serão proibidos os testes de medicamentos e cosméticos em animais.

Em outubro e novembro de 2013, manifestantes invadiram, duas vezes, os laboratórios do Instituto Royal, em São Roque, próximo a São Paulo. Os ativistas depredaram instalações e levaram 178 cães da raça Beagle, sete coelhos e cerca de 300 roedores que eram usados para testes. Essas ações levaram o instituto a anunciar o encerramento de suas atividades. A polícia investigou as denúncias de maus-tratos a animais que teriam sido praticados pelo laboratório. O Estado de São Paulo, aprovou em regime de urgência, algo raro quando de desejo popular, uma lei que proibiu testes com animais. No Congresso, projeto de lei similar está engavetado desde 2012. O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) busca implantar em todo o país o denominado princípio dos "três erres", conhecido pela sigla 3Rs. São exortações éticas para os cientistas buscarem formas de reduzir (Reduce), substituir (Replace) e refinar (Refine) a testagem em animais. Além da questão dos direitos dos animais, os testes com eles são caros, demorados e não geram previsões 100% precisas, pois as proteínas de um rato, por exemplo, não são as mesmas de um humano.

A saída a esse problema já começou, mas só deverá terminar em 2019, com a entrada no Brasil do "Human on a chip" (o ser humano em um chip, em inglês). Essa nova tecnologia busca substituir as experimentações em animais por testes feitos com dispositivos que contêm culturas de células humanas interligadas em circuitos que simulam fluxos de sangue e urina e os fluxos de oxigênio, nutrientes e outra substâncias. Assim, é possível simular a trajetória de um medicamento que, se aprovado, será aplicado sobre a pele, chegando à corrente sanguínea e por essa via alcançando o fígado e outros órgãos, monitorando as alterações que ela causa em cada etapa. A palavra "chip" não significa um microprocessador, mas a placa onde se insere o reator biológico, com o tamanho de um celular. Os cãezinhos ficarão agradecidos por deixarem de tomar injeções nos olhos.

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As receitas do terrorismo mulçumano.

Roubos, pilhagens, doações, petróleo, relíquias, agricultura e transporte, constituem a base econômica do Estado Islâmico (EI). Só no ano passado, ao tomar as instalações do Banco Central do Iraque, localizado em Mossul, o terrorismo islamita conseguiu US$450 milhões. A venda de peças históricas é outra fonte de dinheiro inesgotável para o EI. Eles também conseguem administrar a agricultura e os transportes de sua vasta região, com cerca de 6 milhões de habitantes, com o auxílio de burocratas que serviram ao regime de Sadam Hussein. Todavia, todos sabem que sua maior fonte de recursos está nos poços de petróleo. Há no território do EI muitos poços de petróleo de pequeno porte e algumas pequenas refinarias. O grupo terrorista consegue vender toda sua produção, através do contrabando, para as populações fronteiriças com o Iraque e com a Turquia. Não conseguiriam bombardear esses poços por receio de um imenso desastre ambiental, bem como não há nenhum aparato repressivo que suste a venda de artefatos históricos de imenso valor comercial através dessas fronteiras. Enfim, o território ocupado pelo EI se assemelha ao do Mato Grosso do Sul, uma imensa fronteira seca sem forças repressivas para combater o contrabando.

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A Rede Telecine concorrerá com o Netflix.

A Rede Telecine anunciou que planeja estender seus filmes para os consumidores que não assinam o canal televisivo. A ideia é lançar os filmes para computadores e smartphones até o fim de 2016. O projeto tentará segurar a disparada da Netflix em vendagem de filmes e documentários. A HBO anunciou que lançará um aplicativo do serviço de vídeo sob demanda HBO Go para não assinantes em toda a América Latina.

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