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27/06/2015 07:05

O milionário e intrincado negócio da programação futebolística na TV fechada

Mário Sérgio Lorenzetto
O milionário e intrincado negócio da programação futebolística na TV fechada

O milionário e intrincado negócio da programação futebolística na TV fechada.

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Quem aguenta Galvão Bueno na TV aberta? Sem dúvida é o mais vaiado e mal quisto profissional da Rede Globo. Notícias de bastidores dão como certa uma drástica mudança na Bandeirantes - o Band Esporte (há uma possibilidade de que seja o Band News) sairá do ar, dando espaço para um novo programa sobre culinária. A TV aberta vai perdendo público para a TV fechada no segmento que cobre o mundo do futebol. A Rede Globo ainda recebe R$ 1,3 bilhão anuais pelas cotas de patrocínio das competições nacionais. Mas a televisão aberta vive um período de transição e de revisão dos números de audiência, muito por conta do crescimento significativo do público dos canais fechados.

Os números oficiais mostram que no ano passado a TV fechada estava com 19,5 milhões de assinaturas no Brasil. Se considerarmos o número definido pelo IBGE de 3,3 pessoas por domicílio em média, a TV paga atinge 64 milhões de brasileiros. E a velocidade de aumento é vertiginosa: entre 2010 e 2014 o número foi de, 8 milhões para 19,5 milhões de assinantes. Segundo o Ibope, o futebol atraiu R$ 2,1 bilhões em anúncios para os canais esportivos da TV fechada no ano passado, vindos principalmente da venda de carros, bancos, telecomunicações, combustíveis e bebidas - um público majoritariamente masculino. Ainda, segundo o Ibope, 50% do público da TV fechada é de interessados em programas futebolísticos e que assistir jogos ao vivo.

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A colaboração entre os torcedores de um time de futebol.

O Instituto D´Or, um centro de ensino e pesquisa do Rio de Janeiro está promovendo uma investigação, utilizando aparelhos de ressonância magnética, que já constatou que as pessoas preferiam colaborar com outras do mesmo grupo. Religiosos preferem colaborar com outros de sua religião e ateus com ateus. O "Amai-vos uns aos outros" funciona melhor com quem pensa parecido. Agora o instituto que entender se o fato de torcer para um time predispõe o indivíduo a colaborar mais com outros entusiastas da mesma equipe, como se a moralidade humana fosse relativa.

A pesquisa não foi encerrada por uma "maldição que caiu sobre torcedor do Fluminense". Um dia a chuva foi muito forte impedindo o voluntário tricolor de comparecer ao exame. Em outro momento, a técnica que operava a máquina não conseguiu coloca-la em funcionamento e na última tentativa, o vídeo que é apresentado para verificar o comportamento cerebral do torcedor começou a travar. Deve ser a maldição dos torcedores dos demais times. Estão jogando praga nos advogados que sustentam a permanência do tricolor carioca na primeira divisão. Até as máquinas estão protestando.

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A primeira dama do mundo ou a pessoa mais perigosa dos Estados Unidos. Eleanor Roosevelt foi uma das mulheres mais influentes do século XX.

Eleanor revolucionou a função de primeira dama. Trabalhadora incansável, feminista, escritora, combatente dos direitos humanos e da justiça social. Ela foi a presidenta da comissão que redigiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ela era muito alta, deselegante, com dentes grandes e irregulares, mas foi ela quem brilhou em todas as conferências do Partido Democrata atitude vital para conduzir seu marido ao posto de presidente dos Estados Unidos.

Era época da Grande Depressão, a crise econômica que afligiu aquele país. Um dia depois de sua posse, Roosevelt pôs em marcha o New Deal. O célebre plano de resgate econômico. Ele teve em Eleanor a sua melhor aliada. Nessa época ela forjou sua fama de trabalhadora incansável. Percorreu o país convertida nas "pernas e nos olhos do presidente" (Roosevelt era cadeirante, havia sido acometido pela poliomielite). Viajava em trens sem um só segurança para saber como estava a população e de que maneira estavam implementando as políticas de ajuda. Todos a conheciam. Até mesmo os trabalhadores dos lugares mais remotos e inacessíveis. Também viam como a coisa mais natural do mundo que a mulher do presidente estivesse junto a eles em um campo cheio de lama. Eleanor passava tanto tempo fora de Washington que um jornal publicou em uma ocasião este irônico título: "A Senhora Roosevelt passa uma noite na Casa Branca".

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Eleanor vai à Guerra. À Guerra Mundial e pelos Direitos Humanos.

Com o estouro da Segunda Guerra Mundial ela se tornou distante do marido. A guerra era um tema que lhe desagradava. "Assemelhavam-se a dois meninos jogando com soldadinhos. Parecia que estavam maravilhados, demasiadamente maravilhados de fato. De alguma maneira, aquilo me entristeceu" escreveu Eleanor sobre as reuniões de seu marido para tratar da guerra. Mas dedicou suas energias no tempo de guerra. Após o bombardeio de Pearl Harbor ela se indispôs com os norte-americanos que estavam colocando os japoneses em campos de concentração. Mas também visitou 17 ilhas visitando os feridos e elevando o moral das tropas de aliados de seu país.

Mas foi no pós-guerra que ela ocupou definitivamente seu lugar de direito. Após o falecimento de Roosevelt, ela foi convidada para ser a vice-presidente na chapa de Harry Truman, o sucessor de Roosevelt. Ela rechaçou a ideia. Em seguida foi escolhida para encabeçar a delegação norte-americana na recém criada Organização das Nações Unidas. Nessa comissão desempenhou a tarefa que considerou seu mais importante legado: foi a presidenta da comissão encarregada de escrever a Declaração dos Direitos Humanos, ainda que não tivesse experiência em leis, foi o membro mais influente. E vem dessa época o título surgido em jornais do mundo todo de "A primeira dama do mundo". O outro título, costumeiramente estampado nos jornais do sul dos Estados Unidos (região de intenso racismo) era o de " a pessoa mais perigosa do mundo". Eleanor sempre lutou pelos direitos sociais e civis, especialmente contra o racismo. Há ainda outra característica de sua personalidade que por vezes causava problemas para o marido - ela não mordia a língua para se calar. Em uma visita de Winston Churchill aos Estado Unidos, ela cobrou, publicamente, de seu marido e do primeiro-ministro inglês, o fato dos dois países nada terem feito em defesa da República da Espanha, que havia sido derrotada pelo general Francisco Franco. Definitivamente ela não foi uma Jacqueline Kennedy, uma socialite cheia de charme. Mas ela foi a Primeira Dama do Mundo.

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