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11/02/2016 10:23

O pesadelo de Dilma se chama Gilmar

Mário Sérgio Lorenzetto
O pesadelo de Dilma se chama Gilmar

Esqueçam do impeachment. O verdadeiro pesadelo de Dilma está para acontecer. Em maio o ministro Gilmar Mendes será empossado na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em substituição ao ministro Dias Tofolli.
Considerado um bastião da oposição no Judiciário brasileiro, Mendes é um ferrenho crítico do PT. Já chegou a dizer que, diante do esquema de desvios bilionários do petróleo, o mensalão petista deveria ter sido julgado por um tribunal de pequenas causas. Neste momento o maior problema para o PT não é Cunha, Aécio ou qualquer outro parlamentar. Está na rigidez e na celeridade com que Gilmar Mendes quer tratar temas como a prestação de contas eleitorais que podem impugnar a candidatura de Dilma e Temer. O Congresso está enfraquecido, mal respira. A maior chance de Dilma perder seu cargo está no TSE. E é nesse tribunal que o PT e o governo tem menor influência.

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Portugal exportará uvas sem sementes para o Brasil.

Nada como viver em um país que não consegue organizar a produção de seu campo. Depois da cebola holandesa, nossos supermercados receberão, em julho, uvas portuguesas sem sementes. Para tanto, a região portuguesa produtora - Herdade da Rosa - aumentará sua atual produção em mais duas mil toneladas. Os constrangimentos burocráticos foram retirados há um mês e os portugueses conseguiram obter a autorização para exportar para o Brasil. Atualmente, nosso país é o maior importador de pera de Portugal e os agricultores do outro lado do Oceano começam a acreditar que os consumidores brasileiros podem apresentar "uma oportunidade gigante para os produtos portugueses". Já existem três potenciais clientes no Brasil, de acordo com os agricultores da Herdade da Rosa: Walmart, Hortifruti e Salute. Em 2015, eles faturaram 11 milhões de euros com esse tipo de uva.

O pesadelo de Dilma se chama Gilmar
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Produção de uva no RS sofre quebra de 65%.

Se não bastassem a desorganização do plantio de frutas e verduras no Brasil e a elevada carga tributária, a colheita da uva no Rio Grande do Sul está com a expectativa de quebra de 65% na produção. O motivo foram as geadas, granizos e chuvas em excesso. Além de causar prejuízo para os agricultores, elevou o preço para os consumidores e trará ainda, impactos sobre os preços de sucos e vinhos.

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Parece ser ineficiente cultivar soja no próprio quintal. Os "espaços de bem-estar" para indígenas e não indígenas.

O debate raso encetado sobre a questão da terra para os indígenas está impedindo descortinar o que realmente há por "trás" do movimento indigenista sul americano. Esse movimento, que nada tem a ver com padres ou suas entidades, traz um conceito de desurbanização. Sair das cidades, retornar à zona rural, seria uma solução para o bem-estar de todos, índios ou não-índios. O nome genérico desse importante movimento é "pachamama". Os "pachamamistas" preconizam o bem-estar associado à mãe-terra.

O bem viver tem origens fortes na zona rural e nas pequenas comunidades. Desejam um retorno ao passado. Defendem o esvaziamento das grandes cidades, a inexistência da produção industrializada de carne e de grãos, a plantação e criação de animais nos quintais. Há uma vasta pauta de debates criados por índios daqui e de países vizinhos, surgidos na última década, que os fazendeiros e políticos do Mato Grosso do Sul insistem em desconhecer. É mais fácil inventar "culpados", dá mais votos, mais manchetes nos jornais e mais dinheiro para as campanhas eleitorais. Pelo contrário, há uma vertente indigenista que entende que algumas entidades que os defendem são causadoras de problemas importantes como a noção que se criou da incapacidade de os próprios indígenas lutarem por seu futuro. O verdadeiro fio condutor do pensamento indigenista é o bem viver na terra. É esse o debate a ser enfrentado.

Entendo que certas partes do Brasil devem ser deixados para a produção altamente industrializada de grãos e de carnes. Parece ser ineficiente cultivar soja, milho e algodão no próprio quintal. O que dá para plantar são verduras, folhas, tomates. Quantos hectares devem ser destinados à produção industrializada e quantos à pequena produção? Onde os dois métodos, de criação e de cultivo, devem estar situados? Quando a agricultura urbana será incentivada?

O pesadelo de Dilma se chama Gilmar
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Há muito dinheiro no negócio de emagrecer. Paraíso dos obesos será a fexaramina, a pílula mágica que fará emagrecer?

Vivemos a era dos comprimidos maravilhosos. Tome uma pílula e seja feliz. Não precisa se envolver com traficantes de drogas. Basta um médico amigo, uma receita tarja preta e...viva no paraíso. A fronteira da felicidade está localizada nos nossos pratos. Prato cheio de alimento é o inferno ou o paraíso?

A obesidade é um dos problemas sérios da humanidade. E ela vem, principalmente, das "comidas porcarias", as mais baratas e mais prejudiciais e por isso, os mais pobres tendem a ser mais obesos. Uma ironia da humanidade do século XXI. É claro que existem os famintos, mas eles são uma quase exclusividade dos países muito pobres. Mas a obesidade é cara, muito cara para os países.

É pouco divulgado, todavia, a obesidade consome no mundo, 2,8% de todas as riquezas produzidas. Isso equivale a cerca de R$5 trilhões. O tratamento da obesidade custa cerca de 2,4% do PIB brasileiro, um gasto de R$110 bilhões. Os debates politizados são falam em Bolsa Família, programa para combater a fome, que gasta R$27 bilhões, quatro vezes menos que os tratamentos da obesidade. Mas isso está perto de acabar. O paraíso dos obesos está sendo construído na Califórnia (EUA).

O Instituto Salk inventou a pílula mágica, denominada fexaramina, que está sendo testada em macacos. Ela faz com que o corpo acredite que comeu um prato com uma pirâmide de comida, e então, se dedique a metabolizar essa comida imaginária. A consumir suas gorduras, suas reservas, sem o menor esforço, sem dor. Enfim, esbelta como uma bailarina, mas sem sofrimento. Basta tomar uma pílula no café da manhã e chegará ao paraíso. É claro que a fexaramina, caso aprovada pela Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental dos EUA que fiscaliza os medicamentos, levará uma parte considerável dos bilhões de dólares, e de qualquer outra moeda, gastos com o tratamento da obesidade.

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