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18/04/2016 08:39

Passe para cá a energia que está desperdiçando

Mário Sérgio Lorenzetto
Passe para cá a energia que está desperdiçando

Em uma estrada próxima a Los Angeles (EUA) acaba de ser realizada uma das pesquisas mais importantes e futuristas para o futuro do automóvel. A Volvo contratou uma empresa que pertence a um brasileiro e a um português para "roubar" a energia desperdiçada pelos automóveis nas estradas. Roubaram, nada menos que a energia de 2 mil carros que trafegaram na estrada escolhida...e ainda agradeceram. O mais incrível, os que foram assaltados retornaram a essa estrada pedindo para serem novamente assaltados.
O brasileiro Marco Pupo e o português João Coutinho são os "assaltantes" de energia desperdiçada. A Volvo contratou a imensa sabedoria dos dois em uma pesquisa que visava encontrar, medir e dar emprego à energia desperdiçada pelos automóveis trafegando em uma estrada. Eles pesquisaram por 5 meses e o laboratório construído por eles explodiu algumas vezes. Mas ao fim, instalaram um tapete na estrada de Lancaster (localizada a duas horas de Los Angeles). A tecnologia criada pelo brasileiro e pelo português tinha tubos de água debaixo do tapete. Com a pressão dos carros que passavam por cima do tapete, ela era transformada em energia elétrica. Aos carros que passavam pela estrada, a Volvo agradecia, em um imenso outdoor que continha um sensor que identificava a marca do carro que acabara de ser roubado.
Se passava um Jeep, o outdoor imediatamente agradecia ao Jeep. Se era um Audi, a mensagem agradecia ao Audi. A ideia, também original, continha 200 mensagens customizadas. O outdoor estava preparado para agradecer, com mensagens variadas, aos donos de 200 marcas de carros e os detectava sem falha alguma. Muitas pessoas passaram nessa estrada 2 ou 3 vezes apenas para ver a mensagem agradecendo o roubo de energia. As duas tecnologias, a do roubo de energia e a da customização do outdoor, se tornaram propriedades da Volvo. Um mundo muito diferente do que vivemos, dos nossos buracos para um carro que capta a energia desperdiçada pelo outro carro.

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Compartilhamento de energia elétrica. No futuro existirão empresas como a Energisa?

Muitos ainda não entenderam, o futuro pertence ao compartilhamento. Em alguns países estão compartilhando automóveis, residências e até alimentos. Surge, em N.York, uma nova experiência, o compartilhamento de energia elétrica, sem a intermediação de empresas que visam lucros. A Trans Active, é uma empresa compartilhada que começou a funcionar no Brooklin, baseia-se em prédios que produzem energia a partir de painéis solares e em tantos outros prédios que ainda não dispõem dos painéis para produzir energia.
O cérebro do compartilhamento está em um sistema de informática que une produtores e consumidores. As regras são flexíveis. Uma pessoa pode ir ao mercado quando atingir determinado patamar de produção como também pode doar eletricidade para regiões com problemas. Caso existisse em Campo Grande, aqueles que produzissem algum excedente de energia elétrica em sua residência poderiam vender para os vizinhos ou doar para as pessoas da Cidade de Deus.

Passe para cá a energia que está desperdiçando

Um mundo de dificuldades na App Economy.

Há poucos anos, criou-se a falácia de que uma boa ideia levará os consumidores a suplicarem para usarem a fantástica app e que, com pouco investimento, há sucesso garantido. Desde o início desta década, temos assistido a uma dinamização do empreendedorismo no Brasil. Mas poucos tem obtido sucesso com a App Economy. E não é de estranhar que assim seja.
A App Economy, isto é, as atividades econômicas em torno dos aplicativos dos celulares, começou a proliferar com o aparecimento do iPhone e da App Store da Apple, em 2008. Assistimos, desde então, ao surgimento vertiginoso de empresas cujo serviço está assentado nos aplicativos. Seria sucesso garantido.
Em verdade, as coisas não são bem assim. Criar uma empresa baseada em um bom aplicativo, com design apelativo e boa experiência de utilização, até pode não ser difícil. Complicado é fazer chegar esse aplicativo a um numero relevante de usuários dispostos a pagar recorrentemente por sua utilização. A realidade é que existem centenas de milhares de aplicativos competindo por visibilidade, o que torna a descoberta de um aplicativo o equivalente à procura de uma agulha em um palheiro. Sem investimento significativo em "growth hacking", o jargão da moda, que significa "estratégias organizadas de comunicação, marketing e vendas", é se aproximar de uma missão impossível.

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300 toneladas de ouro são jogadas no lixo anualmente.

O mundo produz um pouco mais de 2.500 toneladas de ouro por ano. A China continua a ser o grande produtor do minério com 400 toneladas anuais, seguida pela Austrália com 255 toneladas. Mas o mundo ocidental continua a "devorar" ouro. Um dos setores que mais consome esse metal de difícil produção é o de equipamentos eletrônicos.
Isso mesmo, seu computador tem ouro. E ele vai quase todo para países pobres da África. Um dos destinos mais importantes do lixo eletrônico mundial é Accra, a capital de Gana. Contêineres do mundo todo desembarcam seu lixo em Accra com o selo de "bens seminovos". Não passam de sucata, de lixo que é queimado por parte da população pobre para, preferencialmente, obter cobre, bronze e zinco. Todavia, não conhecem e não conseguem o acesso às 300 toneladas de ouro do lixo eletrônico que são despejadas nesses países. Desfaçatez com o meio ambiente e com a riqueza. Extraem o ouro do solo, mas não querem engendrar esforços para recuperá-lo.




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