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09/02/2015 09:00

Professores do Brasil gastam mais tempo colocando ordem na sala do que ensinando

Mário Sérgio Lorenzetto
Professores do Brasil gastam mais tempo colocando ordem na sala do que ensinando

Estudantes brasileiros são os mais indisciplinados do mundo e os professores são os que perdem mais tempo para o aprendizado

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Conforme o relatório da OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico - os jovens brasileiros são os campeões de mau comportamento em sala de aula. A OCDE é composta por 32 países que aceitam a democracia representativa e a economia de mercado. São alguns dos países mais desenvolvidos do mundo e há todo um debate para o Brasil se tornar um membro efetivo e atuante dessa organização.

Entre os 32 países que participaram da pesquisa em 2008 e em 2013, são os professores do Brasil que dizem gastar mais tempo tentando manter a ordem na classe: 18% era o número de professores que reclamava da indisciplina em 2008 e essa taxa do mau comportamento cresceu para 20% em 2013. A média dos demais países da OCDE é de 13% nas duas pesquisas.

Os outros dois países da América Latina que estão na OCDE, México e Chile, também tiveram reclamações de problemas de comportamento com taxas acima da média. Se não bastasse sermos campeões em indisciplina, também somos campeões em perda de tempo para o aprendizado. Além das interrupções das aulas pelos estudantes, os professores perdem tempo com listas de chamadas e reuniões que não levam a lugar algum. A pesquisa de 2013 mostra que é de 33%, na média, o tempo perdido relatado pelos professores brasileiros. No Chile, essa taxa é de 26% e no México, de 24%. Pequenos problemas que se tornam grandiosos com o passar do tempo e da má organização de uma escola "chata".

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Estudantes da Idade Média são iguais aos do século XIX?

Por volta de 1450, o currículo das poucas universidades europeias era bastante uniforme. O primeiro grau era o bacharelado. Estudavam o que era denominado de "sete artes liberais": gramática, lógica, retórica, aritmética, geometria, astronomia e música. Fora do currículo, havia espaço para estudos sobre a ética, metafísica e filosofia natural (livros de Aristóteles).

Após o bacharelado vinha o primeiro grau. O estudante escolhia um curso dentre três: teologia, direito e medicina. Direito significava, na prática, dois direitos - o civil e o canônico. Era em geral considerado de status mais elevado que a medicina, mas menos que a teologia, conhecida como a "rainha das ciências". Após muitos anos apareceram "recém-chegados". A história e a química passaram a ocupar espaços nas universidades.

Em 1650, a astronomia e a química tornaram-se independentes. Foram percorrer seus próprios caminhos. A ascensão da história foi facilitada por suas ligações com o direito e com a política. O estudo da história internacional era considerado como bom treinamento para diplomatas.

Nos casos de botânica e química, os novos temas representavam a atribuição de certa respeitabilidade acadêmica a algumas formas tradicionais de conhecimento alternativo, o conhecimento dos "charlatães", alquimistas e das bruxas. As novas cadeiras médicas de cirurgias e drogas também repreendam certo grau de aceitação de conhecimentos alternativos. A botânica e a química eram as "servidoras manuais" da disciplina-mestra – medicina - em função do poder curativo e anestésico de certas ervas e preparados químicos. Era muito diferente. Mas, dependendo do entendimento das atuais hierarquias, muito semelhante ao atual estado das coisas no mundo universitário.

Professores do Brasil gastam mais tempo colocando ordem na sala do que ensinando
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Os hábitos de consumo da geração Y

A geração Y, também denominada geração da internet, é formada por jovens que nasceram entre meados dos anos 1970 até 1995 (depois vem a geração Z). Ela é formada por consumidores que se dizem leais às marcas que consomem. Quase 90% deles usa o dia todo celular e computador ao mesmo tempo. Apesar dos US$ 30 bilhões que serão passados das gerações mais antigas para a geração Y, na forma de heranças, nos próximos anos, 57% deles dizem que o dinheiro não mudará seus hábitos de consumo. Isto é surpreendente, pois um dos grandes mitos dessa geração é o de que eles não sabem gerenciar suas finanças.

Quando a questão é o consumo de notícias, 43% dizem preferir autenticidade em comparação com qualquer outro quesito. Eles precisam confiar na plataforma antes mesmo de ler o que é produzido. A geração Y se conecta melhor com indivíduos do que com números. Na hora das compras, 33% disseram se basear em resenhas em blogs. Somente 3% confiam em propagandas de TV e revistas. Procuram nas mídias sociais uma abordagem mais autêntica e sincera sobre os produtos. Mais de 70% prefere comprar um carro a alugar, enquanto outros 59% preferem alugar uma casa a comprá-la. Todavia, 61% diz que não tem dinheiro para pagar pela própria moradia. A economia em crise mundial teve um grande impacto na geração Y, com muitos ainda morando com os pais e ainda sem emprego. Um carro é mais barato que uma casa e eles e elas necessitam de alguma liberdade; e isso o carro lhes possibilita.

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O cinema nacional continua atraindo pouco público

Os filmes nacionais apresentaram queda de bilheteria em 2014, de acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Em volume, o recuo foi imenso - nada menos que 31,5%. Após um ano bom em 2013 quando o cinema nacional teve 27,8 milhões de espectadores, no ano passado perdeu 8,7 milhões de pagantes.

Do outro lado das câmeras, os filmes estrangeiros levaram mais pessoas ao cinema no Brasil em 2014. O público dos títulos estrangeiros foi 12% maior que o de 2013. Mas o brasileiro demonstrou que gosta mesmo de frequentar as 2.830 salas de exibição espalhadas pelo território nacional. O total de espectadores subiu 4,1% no ano passado, totalizando 155,6 milhões de pessoas. O filme "A Culpa é das Estrelas", foi o mais visto com 6,2 milhões de pagantes. A maior bilheteria, dentre os nacionais foi registrada por "Até que a Sorte nos Separe 2", com público de 2,9 milhões de pessoas. Ainda segundo o levantamento divulgado pela Ancine, os filmes estrangeiros arrecadaram R$1,4 bilhão, dominando 73% da renda total do ano. Esse valor representa também um aumento expressivo de 20% sobre 2013. Por último, o número de cinemas e de salas aumentou no país - foram inaugurados 38 novos complexos com 182 salas.

 

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