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19/03/2014 07:40

Quem compra terra não erra? Será? E a que preço isso acontece?

Mário Sérgio Lorenzetto
Quem compra terra não erra? Será? E a que preço isso acontece?

Agronegócio brasileiro é setor que parece não conhecer limites para expansão, mas...

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Definitivamente, terras agricultáveis, mais do que nunca, são ativos na mira de quem aposta no setor. O problema é que não se sabe a que preço. A consultoria paulista Informa Economics/FNP, uma das mais conceituadas no ramo diz que o mercado de terras não é como o de commodities e não há como garantir se os preços subirão 10% ou 20%, e nem quando. A tendência é de crescimento acima dos índices de inflação e, com certeza, mais do que acima do crescimento do PIB do agronegócio – 4% em 2013.

A FNP ancora suas previsões no que tem ocorrido na última década, período em que houve uma acentuada diminuição da oferta de novas áreas e a consolidação de espaços contínuos cada vez maiores para o cultivo de grãos. Entre 2003 e 2012, o preço médio de terras agricultáveis aumentou mais de 200%.

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Terras do Centro-Oeste apresentaram o melhor desempenho anual; 16% de crescimento

As terras do Sul e do Norte registraram ganho médio anual de 15%, enquanto no Nordeste e no Sudeste o aumento foi de 14%. Daqui pra frente teremos um componente novo no cenário, pressionando o mercado ainda mais, o Código Florestal contribuirá para o aumento do valor do hectare, principalmente em regiões muito exploradas como o Mato Grosso do Sul.

Somente no Mapitoba, área de mais de um milhão de hectares que engloba terras agricultáveis entre os estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, há perspectivas de aumentos maiores de preços. Um hectare de terra agricultável no Mato Grosso do Sul que valia R$ 5 mil em 2009, passou a valer R$ 12 mil; enquanto na Bahia, um hectare que custava R$ 4 mil em 2009 passou a custar R$7 mil em 2013. Os menores preços são encontrados no Piauí onde, o valor médio do hectare era de R$ 1,7 mil em 2009 e passou a valer R$ 3,5 mil em 2013. Estas, porém, são áreas onde ainda não é possível ter duas safras. A realidade do negócio com a venda de terras agricultáveis no Centro Oeste é uma só – existe procura, mas não vendedor.

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Investir em armazenagem passou a ser ótimo negocio para o agricultor

O agricultor está capitalizado. E tem possibilidade de se capitalizar ainda mais com a super safra que está colhendo. Como fazer bom uso de sua receita passou a ser preocupação de muitos. Foi para o passado a época que ele acreditava que comprar a caminhonete do ano era investimento. Hoje, sabe-se que não é. Apenas está se premiando. Como premiação deve ser feito sem exageros.

Para a imensa maioria, o melhor investimento, um dos mais rentáveis, no momento e que deve continuar rendendo por anos e até por décadas é investir em armazenagem.

Com infraestrutura logística precária e produção cada vez maior, o momento é de aproveitar as condições favoráveis para a construção de silos nas propriedades rurais que podem proporcionar ganhos imediatos de no mínimo 10%.

Ter seu próprio sistema de armazenamento permite que o agricultor efetue a colheita no momento correto. A produção com umidade adequada evita a perda média de 5% no rendimento da safra. Outros 5%, em média, deixam de ser perdidos quando o grão é embarcado.

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É o custo descontado do preço pago pelas tradings pela perda de volume e qualidade

Além do ganho direto, há os indiretos – redução dos custos com frete fora da época de pico e a possibilidade de comercializar a colheita em momento mais oportuno. No pico da safra, o frete chega a custar 30% a mais que fora dessa época.

A grande vantagem do investimento em silos é a dada pelo governo federal que abriu linha de crédito específica, no ano passado, pelo Banco do Brasil e BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) com juros subsidiados de 3,5% a 5.5% ao ano, com três anos de carência e 15 anos para pagar. Um bom negócio. Melhor que o de máquinas agrícolas que está com juros de 4,5% a 6% ou de 23% ao ano para as caminhonetes. Dá para pagar o custo do silo só com a economia que o agricultor fará e ainda sobrará algum dinheiro.

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Quem casa quer casa, mas o melhor é esperar e poupar

Ao menos é o que aconselham os especialistas no certo quando analisam a realidade do mercado imobiliário brasileiro. Os principais motivos para adiar o sonho depois de casado são o planejamento adequado e o comportamento do governo, que facilitou a aquisição de imóveis. O que era para ser um ponto positivo tem o potencial de tornar-se uma armadilha. A receita é simples: economize muito e dê a maior entrada possível. Imóveis são caros, as taxas de juros chegam a dobrar o preço e, nem sempre, a valorização se reverte quando houver a decisão de vender. Para reduzir o impacto, o melhor é pagar aluguel mesmo.

A conta seria assim: o casal deseja um apartamento de R$ 400 mil; dando uma entrada de 10% (R$ 40 mil) teria outros R$ 360 mil para financiar. Sua primeira parcela chegaria a R$ 3.592 mil – considerando a tabela de amortização SAC. Após 30 anos, considerando a taxa de juros total pago pelo imóvel será de R$ 876.858. Os cálculos foram divulgados pela empresa de consultoria de finanças pessoais Soma Invest a apontam a lógica de dois imóveis “pagos” ao fim de 30 anos, isso se o casamento durar.

Agora, se o casal aguardar alguns anos, se focado, poderá poupar uma entrada maior. Até 50%, por exemplo, o impacto nos juros é muito menor.

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Aluguel, se bem utilizado, resulta em economia

Segundo estudo da consultoria, quando os pombinhos começam morando de aluguel pagam valor menor que a prestação. Usando como exemplo o mesmo apartamento de R$ 400 mil, o aluguel seria de R$ 2 mil ou 0,5% do valor do imóvel. O casal pode investir o dinheiro restante – R$ 1.592.

Para quem consegue chegar aos dez ou 15 anos de casamento, há outro ponto na economia doméstica que precisa ser levado em conta, a mudança de imóvel. Com um bom patrimônio formado, em torno de 40 anos, há quem passa a dívida do imóvel anterior para frente e, quando o ideal seria relaxar, assume um débito maior ainda. Se houver planejamento financeiro e paciência, dá até para comprar um imóvel inteiro só com as economias e jogar fora o velho clichê de transformar o sonho da casa própria em realidade, não pesadelo.

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Mato Grosso do Sul integra rede de monitoramento da qualidade da água

O projeto abrange, ainda, 15 outros estados e o Distrito Federal em investimento de R$ 9,5 milhões da ANA (Agência Nacional de Águas). Batizado de RNQA (Rede Nacional de Monitoramento de Qualidade das Águas) o trabalho tem como objetivo monitorar, avaliar e disponibilizar ao cidadão informações sobre a qualidade das águas superficiais e gerar conhecimento para subsidiar a gestão dos recursos hídricos do Brasil.

O Estado assinou junto com Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe a carta de compromisso para a implantação da rede. As informações são da assessoria de imprensa da ANA.

Entre as atividades previstas estão identificação de áreas críticas em termos de poluição hídrica e apoio às ações de planejamento, outorga, licenciamento e fiscalização de águas do País. O investimento foi aplicado na compra de medidores acústicos de vazão (83), sondas multiparamétricas de qualidade de água (46), caminhonetes 4x4 com baú adaptado (30) e barcos com motor de popa (25). Todos os equipamentos servem para monitorar de forma padronizada os recursos hídricos nacionais.

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Enquanto o preço das terras sobe em MS só o DESgoverno Federal parece desconher a realidade.....se diz disposto a adquirir as terras da Buriti por valores irrisórios e ainda exige laudo para comprovar o que o mercado facilmente atesta. E tome de adiar a solução.
 
Mônica A C C da Silva em 19/03/2014 17:15:14
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