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11/11/2014 10:30

Será que Dilma cumprirá promessas centenárias feitas à classe trabalhadora?

Mário Sérgio Lorenzetto
Será que Dilma cumprirá promessas centenárias feitas à classe trabalhadora?

A grande promessa capitalista que não foi cumprida

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Descascar mais, desembalar menos

Nos anos 1800, os trabalhadores tinham sua saúde destruída pelas jornadas de trabalho. Suavam nas fábricas 13 horas diárias. Alguns trabalhavam até 17 horas. De segunda a segunda-feira, poucos respeitavam os domingos para descanso semanal, ainda que o cristianismo assim determinasse. Nem um só dia de férias. A aposentadoria se dava no túmulo, o descanso só se efetivava na cova.

Os políticos socialistas, anarquistas e socialdemocratas exortavam os trabalhadores à greve. Não existiam sindicatos, funcionavam as "caixas de auxílio mútuo", que tinha por maior tarefa amparar as viúvas e órfãos dos trabalhadores. Mas são elas o embrião dos sindicatos.

Dentre muitas greves, quase sempre violentas, que eclodiam na Europa e nos Estados Unidos, uma passou para a História - a realizada em Chicago (EUA), em 1886. Chicago era a principal cidade norte-americana, centro da máfia, centro de uma indústria vibrante e centro do movimento de trabalhadores de maioria anarquista.

Uma greve eclodiu. Uma passeata de trabalhadores iniciou. Dois movimentos comandavam as manifestações: os Cavaleiros do Trabalho e a Federação Americana de Trabalho. Trabalhadores, desempregados e familiares estavam nas ruas. A manifestação terminou com um comício sem maiores problemas.

Passados dois dias, uma nova passeata. Diante da fábrica McCormick Harvester, a polícia disparou contra um grupo de operários, matando seis deles, ferindo 50 e com centenas de presos.

No dia seguinte, o ódio tomou conta de Chicago. Uma nova manifestação foi convocada. No final da manifestação, um grupo de 180 policiais atacou os trabalhadores, espancando-os. O revide foi rápido. Uma bomba foi lançada contra os policiais, que tiveram 60 feridos e muitos mortos. Reforços policiais chegaram atirando em todas as direções. Centenas de homens, mulheres e crianças morreram.

Será que Dilma cumprirá promessas centenárias feitas à classe trabalhadora?
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Conquistas banhadas a sangue

A jornada de trabalho de oito horas estava conquistada em muitas regiões do Estados Unidos e Europa.

Só se consolidaria em 1890, com a data do Primeiro de Maio.

O capitalismo prometia um sistema de troca razoável, diminuir gradativamente as horas trabalhadas e melhorar os salários. Passados 124 anos, a promessa da diminuição da jornada de trabalho se efetivou em poucos países e raras empresas.

O petismo ascendeu ao poder e cumpriu uma parte da promessa, a da melhoria salarial, mas esqueceu da jornada de trabalho. Agora, com Dilma, a pergunta que não quer calar: a melhoria salarial continuará? O debate da diminuição da jornada de trabalho ocorrerá?

Será que Dilma cumprirá promessas centenárias feitas à classe trabalhadora?
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Empresaria brasileira abre mão do parceiro para ficar com trabalho

Um novo dado surpreende a percepção que existia do perfil da empresaria brasileira: 36% delas abririam mão do relacionamento com o parceiro para continuar com sua empresa. As mulheres vão se libertando de suas amarras. E outra parcela delas provavelmente está no mesmo caminho: 39% das empresarias dizem que "precisariam pensar sobre o assunto".

A outra informação importante, trazida pela pesquisa recentemente realizada pela empresa Estudo do Serviço de Proteção ao Crédito e CNDL, mostra que72% optariam por manter a empresa se recebessem uma proposta de emprego fixo. Outro crescimento difícil de imaginar foi o das empresarias chefes-de-família. Há dez anos, elas eram 27% do mundo empresarial feminino e, agora, atingiram a casa dos 39%. São 12% a mais de mulheres chefes-de-família em 10 anos.

Será que Dilma cumprirá promessas centenárias feitas à classe trabalhadora?
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Os maiores interessados na interiorização da indústria

O Governo do Estado e Prefeitos em geral devem ficar atentos a um crescente movimento de interiorização da indústria nacional, detectado mais uma vez em pesquisa de perfil de empresas, divulgada na semana passada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O assunto não é novo, mas, de acordo com o levantamento, entre 2001 e 2011, houve queda de sete pontos percentuais na participação da indústria paulista no PIB

do setor. Governador e prefeitos são os maiores interessados, junto com o povo deste estado.

Entre outros estados do Sudeste e Centro Oeste, o Mato Grosso do Sul foi destaque, com aumento de seis pontos percentuais em sua participação na produção industrial nacional. O processo de interiorização da indústria continua com força total e cabe às autoridades canalizar esta “vontade de fazer” dos empresários com apoios variados para um crescimento industrial uniformemente sustentável do estado.

Será que Dilma cumprirá promessas centenárias feitas à classe trabalhadora?
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Areia para investidores

Merece crédito, incentivo e total apoio a recente descoberta do LabSenai – Cerâmica, do município de Rio Verde, que analisou a areia quartzo encontrada em cidades do Norte do Estado e descobriu o enorme potencial para a fabricação de produtos, como vidros, argamassa, pisos e esmaltados, entre outros. Destaque para a areia encontrada em Coxim e Rio Verde, classificada como de excelente qualidade, dado o elevado nível de quartzo.

O Projeto de Desenvolvimento de Tecnologia de Processamento e Uso Sustentável de Areias Industriais quer criar um banco de dados que sirva de base para a organização de um movimento de atração de indústrias interessadas em explorar a areia nativa do MS. Este banco de dados já está à disposição de qualquer empresa que busque informações sobre a areia do Norte do MS. Também agrega valor a um recurso natural que, hoje, é subutilizado apenas pela construção civil como mistura para cimento, mas que pode muito mais.

Será que Dilma cumprirá promessas centenárias feitas à classe trabalhadora?
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Por uma agroindústria sustentável

Além de tudo isso, um sinal de que o movimento de interiorização da indústria é irreversível é o aumento crescente das exportações de produtos industrializados pelo Estado, que nos 10 primeiros meses deste ano somaram receita de US$ 3,14 bilhões, contra US$ 3,05 bilhões de janeiro a outubro do ano passado, segundo dados da Federação das Indústrias do MS (Fiems). Os grupos que mais evoluíram, entre outros, são: carnes, óleos vegetais, extratos inerais, papel e celulose e alimentos, mostrando o talento natural e histórico do MS para a agroindústria.

O salto de qualidade, quem sabe, pode ser o estabelecimento de um novo conceito de agroindústria, que se coadune melhor com os novos tempos de sustentabilidade, equacionamento dos problemas ambientais e um produto final sintonizado com a crescente longevidade dos seres humanos. Enfim, algo situado entre um lucro um pouco minimizado e um resultado um pouco mais saudável para o consumidor.

Será que Dilma cumprirá promessas centenárias feitas à classe trabalhadora?
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Brasil reconhece Dourados pelo desenvolvimento e qualidade de vida

Para quem a descobre pela primeira vez, a cidade de Dourados parece uma joia escondida no meio de pastagens e plantações de soja. Ao visitante que a encontra, sobressaem ruas largas, arborizadas e uma pujante região central. Enfim, uma cidade que une qualidade de vida e desenvolvimento. Aos sul-mato-grossenses pode parecer natural, mas quando um telejornal de fora, especialmente de Rio de Janeiro e São Paulo (onde tais encantamentos são cada vez mais raros), vislumbra estas possibilidades, o resultado é uma ode à vida urbana com qualidade, algo que algumas pessoas sequer sabem ser possível hoje em dia.

Por isso, Dourados foi novamente destaque, em rede nacional de televisão, na semana passada, como uma das cidades do interior do Brasil que mais oferece emprego e que, portanto, é uma das preferidas para quem opta por fugir das grandes capitais quando o assunto é trabalho.

Não é para menos. Dourados é a segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul, onde o agronegócio é o forte da economia. Lá, estão instaladas 16 usinas de açúcar e álcool, que processam mais de 80% da cana de açúcar produzida no Estado e, juntas, empregam mais de 16 mil trabalhadores. Também é a segunda cidade do Brasil em crescimento do emprego bom, aquele com salários acima de sete mínimos – R$ 5 mil ou mais.

Será que Dilma cumprirá promessas centenárias feitas à classe trabalhadora?



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