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03/04/2015 14:36

Só em países de língua inglesa há crise da meia-idade e satisfação na velhice

Mário Sérgio Lorenzetto
Só em países de língua inglesa há crise da meia-idade e satisfação na velhice

A satisfação com a vida se reduz com a velhice? Existe uma crise da meia-idade?

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A famosa crise da meia-idade. Aquela que quando percebemos que não somos mais tão jovens, que a biologia não anda para trás e que um pouco mais à frente está a morte, é uma grande fonte de debates. Na ciência, muitos estudos confirmaram a existência dessa etapa vital, mostrando que a satisfação com a própria existência tem forma de "U" - melhor durante a juventude e a velhice, mas pior na meia-idade. Novos estudos, no entanto, tentam comprovar que os estudos anteriores pecam por falta de regionalização no mundo.

Um estudo publicado na creditada revista médica The Lancet sugere que a ideia de crise da meia-idade e satisfação na velhice só é aceitável nos países de língua inglesa e com elevada renda média. No resto do mundo, o passar dos anos, embora em diferentes graus, a satisfação com a vida vai se reduzindo. Estão contestando a ideia de que essa curva em U, vital, tenha valor universal. Os estudos anteriores foram feitos predominantemente em países anglo-saxões, e haviam também recebido o respaldo de estudos com chimpanzés e orangotangos, que também sofreriam a crise da meia-idade. Essa descoberta com os primatas apoiaria a ideia de que haveria fatores biológicos por trás da crise da meia-idade, que poderia levar um homem a tentar dormir com a maior quantidade possível de mulheres.

A nova pesquisa, publicada no The Lancet, foi realizada na University College de Londres e mostra que os níveis de aumento da satisfação na velhice não são tão comuns nos países do leste europeu, no dos que ficam ao sul da Europa, na China e na América Latina. Dentre esse grupo, a pior percepção da velhice é a dos chineses e os latinos são os que se aproximam, um pouco, dos povos de língua inglesa.

Só em países de língua inglesa há crise da meia-idade e satisfação na velhice
Só em países de língua inglesa há crise da meia-idade e satisfação na velhice

Cientistas descobrem mecanismo que prolonga a vida comendo pouco.

"Hara hachi bu" é uma recomendação chinesa para comer apenas 80% do que seu corpo manda para saciar a fome. Não sacie sua fome integralmente. Essa recomendação milenar agora tem respaldo científico. Uma equipe de pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard (EUA) identificou em ratos um mecanismo molecular fundamental que pode ajudar a explicar por que comer menos pode prolongar a vida.

Há muito tempo se observa que um dos efeitos positivos de não saciar totalmente a fome é a proteção das mitocôndrias contra a oxidação. O mecanismo protetor dessas peças essenciais do organismo seria o sulfeto de hidrogênio (H2S). As experiências mostraram que se as mitocôndrias recebem um suplemento de H2S ficam mais protegidas principalmente em relação à oxidação. Os cientistas observaram que, restringindo na dieta alimentar a presença de dois aminoácidos, a metionina e cisteína, terão como resultado o aumento de produção de H2S.

Embora os autores do estudo reconheçam que são necessários mais experimentos para compreender como se produzem os efeitos benéficos do H2S, abriu-se uma nova perspectiva sobre em quais moléculas podem ser concentrados os esforços de pesquisa para combater doenças humanas e envelhecimento. Resta saber melhor o que comer e o que não comer para termos mais H2S em nosso organismo. O problema tem envergadura pois a metionina é encontrada em leite, sardinha, queijo e castanha-do-Pará, e bastaria diminuirmos a ingestão desses alimentos para aumentarmos a quantidade do H2S protetor de mitocôndrias. Mas a questão não é tão simples, a metionina é um aminoácido essencial para diminuir os riscos de doenças do coração como aterosclerose e trombose venosa. Em resumo, se diminuir drasticamente a ingestão dos produtos elencados, terá maiores possibilidades de aumentar os anos de vida, mas também aumentará os riscos de morrer com uma trombose. Qual a quantidade certa desses alimentos que deve ser ingerida?

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Linchados na internet e no WhatsApp.

Os casos de linchamento virtual, de vergonha pública massiva abundam. A todo momento os internautas lincham políticos, jogadores, cantores e banqueiros. Personagens que estão permanentemente expostos ao olhar público e que, portanto, estão "mais habituados" a lidar com o ódio e o desprezo. Mas o assunto muda quando o linchado é uma pessoa comum que se torna subitamente famosa. Qualquer descuido, deslize ou bobeira, que há algumas décadas teria produzido ou pouco incômodo ou um momento de rubor, hoje esta mesma bobeira aumentada pelas redes sociais ou pelo WhatsApp pode gerar um linchamento que arruinará a vida do engraçadinho. Este é o século XXI, cuidem-se.

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O que teria acontecido se o Brasil tivesse apoiado o nazismo?

Em 1942, o presidente Getúlio Vargas decretou guerra à Alemanha nazista. Juntou-se aos Aliados. Enviou soldados para lutar na Itália contra os alemães. Proibiu que os imigrantes de origem alemã, italiana e japonesa falassem suas línguas. Essa proibição chegou até Campo Grande; uma escola pertencente à colônia nipônica foi proibida de empregar e de ensinar a língua de seus ancestrais.

Mas tudo poderia ter seguido o lado inverso. Getúlio sofria enormes pressões de parte da sociedade. Alguns membros de seu ministério eram declaradamente pró-nazismo, como o ministro da Guerra, o mato-grossense Eurico Gaspar Dutra, e o também mato-grossense Filinto Muller, o chefe da polícia política de seu governo.

Havia uma crença muito forte, no Brasil, na eugenia, que ultrapassava a comunidade alemã residente no país. Uma ideologia racista, hoje pouco comentada, se instalara no país nos anos 1930. Era o projeto de um país de brancos, que meio disfarçado, ainda pode ser encontrado em várias localidades nacionais. Mas, o que teria acontecido se o Brasil tivesse apoiado o nazismo?

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