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16/01/2016 08:27

Tantas idas e vindas na educação. Como fica a qualidade de ensino?

Mário Sérgio Lorenzetto
Tantas idas e vindas na educação. Como fica a qualidade de ensino?

Há poucos meses os professores - federais, estaduais e municipais - deflagraram greves por melhores salários. Direito legítimo. Todavia, em momento algum se preocuparam com a má qualidade do ensino que é ofertada para seus alunos. Hoje, sabemos que boa qualidade educacional deixou de estar vinculada a bons salários. Os professores passaram a receber salários razoáveis em todos os cantos do país. Mas não obtivemos resposta alguma na melhoria do ensino. Não há meritocracia.

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No dia de hoje, 28 municípios do Mato Grosso do Sul estão em estado de emergência. Em alguns, o estado é de calamidade. Falta tudo. Não é uma decisão razoável forçar a ida de crianças e jovens para dezenas de escolas que não tem como oferecer mínimas condições de transporte. Os sindicatos de professores, em nome de uma pseudopreocupação com a qualidade de ensino lutam contra o adiamento do retorno às aulas, uma decisão administrativa que foi imposta pelas chuvas. Essa seria uma postura válida para 51 municípios onde o transporte ainda é possível. Há de se questionar: não é possível termos dias diferenciados para o retorno às aulas? As administrações educacionais, das prefeituras e do governo estadual, não são capazes de resolver a disputa? Mas as idas e vindas na educação não se cingem apenas ao calendário escolar. Os aumentos salariais retornam à pauta.

Quem determina o índice de reajuste anual do magistério é o Ministério da Educação. Acompanhamos até o novembro do ano passado uma das mais longas greves dos professores universitários, funcionários do Ministério da Educação. O governo federal não aceitou os pleitos de seu próprio magistério e a longa greve terminou em muita decepção para esse corpo de professores. O Ministério argumentava que não existe dinheiro para fazer frente ao aumento salarial pleiteado. Todavia, o ministério que não faz sua parte, exige de estados e de municípios que paguem 11,36% de reajuste salarial aos professores. Não paga nem a metade desse percentual para os seus professores e exige que os outros paguem? Alguma dose de hipocrisia foi injetada nesse Ministério. Agora entendemos a propaganda, a "Pátria Educadora" é aquela mantida pelos estados e municípios. Mais um aumento salarial sem meritocracia, sem melhoria educacional? Passou da hora de dar 100% de aumento para os bons professores e zero para os péssimos.

Tantas idas e vindas na educação. Como fica a qualidade de ensino?
Tantas idas e vindas na educação. Como fica a qualidade de ensino?

Esta terra ainda vai tornar-se um imenso bananal.

Aí, esta terra ainda vai cumprir seu ideal: ainda vai tornar-se um imenso bananal. Estão plantando bananeira nos buracos do asfalto em Minas Gerais, em Santa Catarina e no Amapá. Até na Tailândia estão plantando bananeira no asfalto. A Justiça decretou: teremos de suportar as agruras de uma cidade abandonada pelo poder público até dezembro. Pois, então, plantemos banana. Seremos reconhecidos como o povo cordato e bananeiro. Aqueles que só mandam banana para quem apoia os desmazelos da cidade. Troquemos nossos carros por carrocinhas. A gasolina dará lugar à ração e ao adubo. Ecologicamente exemplar. Um imenso bananal.

Tantas idas e vindas na educação. Como fica a qualidade de ensino?
Tantas idas e vindas na educação. Como fica a qualidade de ensino?

O entra e sai na Europa. A maior crise humanitária de nossa época.

Europeu tem sentimentos? Tem emoções? Talvez. Todavia, com certeza não tem memória. A maior crise humanitária do século passado ocorreu nas duas Grandes Guerras instaladas em solo europeu e o mundo todo acolheu seus refugiados. Até mesmo os sanguinários soldados das SS, exército criado pelos nazistas, receberam novas moradias em países da América do Sul e da África.

A Europa deportou milhões de pessoas desde o ano 2000 a um custo anual de US$1,11 bilhão. Outros US$17,5 bilhões foram gastos criando barreiras para tentar impedir a entrada de imigrantes na Europa. A saída de imigrantes e de refugiados da Europa é colossal. São expulsos cotidianamente sob o argumento de não portarem vistos de permanência definitiva.

Se uma enorme massa humana é expulsa da Europa, outra, tão grande quanto a primeira, entra em terras europeias. Em 2015, mais de um milhão de sírios, iraquianos e afegãos tentaram entrar na Europa. Um crescimento de 85% no número de pedidos de asilo a países europeus. É vital lembrar que esse número é muito inferior à quantidade real de refugiados sírios já admitidos em nações como a Turquia - 2 milhões -, a Jordânia - 633 mil - e até no pequeno Líbano que acolheu 1 milhão de refugiados. Um em cada cinco habitantes no Líbano, atualmente, é fugitivo do conflito sírio. É a maior crise humanitária do novo século, e a Europa reluta em acolhê-los.

Tantas idas e vindas na educação. Como fica a qualidade de ensino?
Tantas idas e vindas na educação. Como fica a qualidade de ensino?

Miami ficou longe, muito longe.

Em 2015 Miami começou a distanciar-se dos consumidores brasileiros. Aquela visita aos outlets da Flórida tão sonhada foi adiada para o Dia de São Nunca. Em 2016 ficará quase impossível. Mas tudo bem, porque aqueles produtos que você adoraria comprar estarão caros demais também no Brasil. O dólar fechou o ano namorando os R$ 4. Todavia, não será apenas a classe média a sofrer. A alta da moeda dos norte-americanos puxa a inflação cada vez mais para cima, e aí dói no bolso de todo mundo.

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