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20/07/2014 07:05

Triste Cuba

Mário Sérgio Lorenzetto
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Se não fossem por equívocos estratégicos da política dos Estados Unidos, Cuba teria a mesma importância que a Jamaica no cenário político internacional. Um povo que é visto como hospitaleiro, esportistas destacados em algumas modalidades, alguns artistas famosos entre músicos e escritores, uma economia baseada em algum produto natural e espaço de diversão para turistas estrangeiros. A revolução cubana teria a mesma importância que a libertação dos escravos haitianos. Contudo, além da Baía dos Porcos, a crise dos mísseis colocou “A Ilha” em posição de grande destaque mundial, a importância de Cuba era apenas sua posição geográfica e a possibilidade da 3a Guerra Mundial começar por ali, após a resposta da União Soviética aos mísseis colocados na Turquia pelos Estados Unidos.

Uma vez por ano, Havana tem uma feira de livros, contudo, apenas as obras autorizadas pelo governo são vendidas. As poucas livrarias de Havana possuem apenas temas “permitidos”, histórias oficiais de Cuba e poemas de José Martí. Além disso, cada livraria tem uma estante devotada para a visão de Fidel sobre o mundo, com temas que tratam do capitalismo, Obama e sua vida. Na década de 1960, Cuba parou de importar livros do mundo capitalista e isto acabou por produzir leitores bastante limitados.

Mesmo assim, autores como Pedro Juan Gutiérrez e Leonardo Padura Fontes ainda procuram se identificar como escritores cubanos, enquanto que outros como Eliseo Alberto, fugiram da ilha ou foram presos, como Raúl Rivero, que acabou também por fugir.

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Capitalismo e negócios paralelos

Após as reformas realizadas por Raúl Castro, os cubanos agora podem ser donos de pequenos negócios, como sapatarias, salões de beleza e cafés, além de comprar e vender propriedades. As alternativas de negócios são poucas, assim como o número de clientes. Filas grandes se formam para pegar um sorvete na Coppelia, uma sorveteria estatal. Ao contrário de todo manual de escola marxista, Cuba é um exemplo da escassez, um lugar em que as pessoas passam muito tempo negociando para dar conta das necessidades mais básicas, como eles mesmos dizem “resolvendo”. Quase todo mundo, incluindo membros do Partido, está envolvido em algum negócio paralelo.

Desde vender cigarros, assim como remédios roubados das fábricas do governo ou venda de comida produzida ilegalmente no mercado negro. As reformas pequenas de Raúl, apenas deixaram mais abertas práticas que já eram adotadas anteriormente.

Ao redor de Havana, os letreiros velhos com frases de efeitos estão descascados ou quebrados. O outdoor que anunciava “Socialismo ou morte” caiu, literalmente. As novas frases do governo agora indicam que as mudanças são para “Mais Socialismo” outra, ainda propunha “O Partido é Imortal”. Um país que ainda tem coragem a de afirmar a imortalidade do Partido talvez não seja o lugar mais adequado para fazer parcerias com a feroz e pouco idealista indústria farmacêutica do mundo capitalista. Se a aposta nos médicos cubanos levantou contradições políticas, mas, teve recepção favorável das classes sociais mais baixas, levar indústrias e, portanto, empregos para a Ilha seria um movimento mais arriscado e de difícil justificação para quem não tem a bandeira do “Che” pendurada no quarto.

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As baias nos escritórios e órgãos públicos têm futuro?

Um estudo da faculdade de arquitetura da Universidade de Sydney, na Austrália, diz que os profissionais estão cada vez mais insatisfeitos com as baias. Queixam-se da falta de privacidade e de concentração. É verdade que os escritórios com baias, que são a imensa maioria no mundo todo, reduzem a privacidade e inibem as conversas. Os funcionários, sabendo que alguém pode ouvi-los, têm discussões mais curtas e superficiais.

Uma das vertentes para a construção do "escritório do século XXI" é o de seguir a lógica do planejamento urbano. Criar zonas de tarefas específicas dentro do escritório - zonas de concentração, de colaboração, de criação e, até, de diversão. Alguns espaços devem ser utilizados por todos os funcionários e outros devem ser reservados. Os funcionários devem ter mobilidade. Não há dúvida que faz mal ficar sentado em um só lugar de 8 a 12 horas por dia.

Existem tentativas variadas. Em um escritório da Klout, em São Francisco (EUA), os funcionários desejosos de concentração disputam os "closets", pequenas tendas silenciosas armadas em cantos estratégicos. O escritório do What If, em Nova York (EUA) transformou a sala principal de reuniões em um aprazível bistrô.

Empresas como Boeing, Amazon, Google e Samsung estão empregando descobertas da neurociência no redesenho do ambiente de trabalho, com variações de luz e altura do teto. Mas ainda não surgiu o escritório do século XXI. Continuamos vivendo como em 1964 quando surgiram as baias criadas pelo escritório de arquitetura Herman Miller.

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BM&FBovespa cria personagem infantil que ensina economia

“O porco e o Magro” já está no décimo segundo episódio e passam por aventuras cuja lição é economizar alimentos e não contrair dívidas. É um seriado integrante do programa de educação financeira desenvolvido pela BM&FBovespa direcionado a crianças de sete a dez anos.

A série tem como personagens principais o Porco, economista formado pela universidade de Harvard (EUA), e o Magro, que representa o cidadão comum. Nas duas primeiras temporadas, o Magro teve noções de educação financeira que o ajudaram a se tornar um chef de cozinha francês. E ciente de novos conceitos, o Magro replica os ensinamentos.

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