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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


25/04/2016 09:49

Como é a educação financeira no mundo

Por Emanuel Gutierrez Steffen (*)

Com o crédito facilitado, cada vez mais pessoas têm acesso a produtos financeiros, mas nem sempre a inclusão social é acompanhada da financeira, o que gera endividamento e novos problemas socioeconômicos. É para enfrentar esse quadro que a educação financeira no mundo adquire ainda mais importância. Conheça os países mais avançados nessa área.

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A educação financeira no mundo: Não foi apenas no Brasil que esse fenômeno aconteceu. No mundo todo, o acesso ao créditopassou a ser maior. Por isso os governos decidiram investir mais em educação financeira.Segundo pesquisa da Standard and Poor’s (S&P), os cinco países que mais investem nessa área no mundo são a Noruega, Dinamarca e Suécia (com 71% da população educada sobre o tema), Israel e Canadá (com 68%). Mesmo assim, mundialmente, apenas 35% dos homens e 30% das mulheres dominam a área.

Sem educação, sonhos viram ilusão: O problema é que a educação financeira não acompanhou o crescimento do mercado e aquilo que parecia ser bom, muitas vezes, pode resultar em um sonho breve, um castelo de areia. A pessoa conquista algo, mas, se administrar errado, corre o risco de perder logo ali na frente.É por isso que o tema ganha cada vez mais importância. Afinal, ele vai impactar diretamente no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas.

É o que lembra o educador financeiro Antonio Carlos do Nascimento: “As mudanças trazidas principalmente pela estabilização da economia e queda da inflação nas últimas décadas alteraram a forma como a população lida com seus recursos financeiros”, opina.

O educador lembra que os problemas se refletem não apenas no bolso, mas nas demais áreas da vida das pessoas. “Basta verificar o que acontece nas empresas com o ciclo vicioso doendividamento de seus colaboradores”, alerta. Na maioria dos casos, diz Nascimento, há um reflexo direto nos relacionamentos e diminuição dorendimento no trabalho, que tende a cair na medida que as dividas aumentam e chega a inadimplência. “Os problemas de ordem física e emocional, como crises de estresse, depressão, ansiedade e baixa autoestima, só há pouco tempo começaram a ser percebidos”, diz.

Educação financeira nas escolas: O governo federal implementou a Estratégia Nacional de Educação Financeira (ENEF) com base naproposta de ensino de instituições financeiras nacionais e do Banco Mundial. A grande questão é que não basta voltar para a escola, mas é preciso também mudar o hábito, o comportamento. Por isso, é preciso investir nas crianças, já que com adultos é mais difícil. “A ENEF é muito positiva, mas ainda é bem informal e até desorganizada. Temos um caminho muito longo a percorrer”, destaca Nascimento.Ele chama a atenção para o índice de endividamento divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que alcançou 60% das famílias. “É muita coisa. Demonstra o quanto é preciso fazer para termos uma nação educada financeiramente que possa sonhar e passar por uma crise como esta sem ir à lona”, finaliza.

Fonte: vivoseudinheiro.com.br
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(*) Emanuel Gutierrez Steffen é criador do portal www.mayel.com.br

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