A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016


  • Finanças & Investimentos
  • Finanças & Investimentos

    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


29/08/2014 09:00

Preconceito contra o lucro

Por Emanuel Gutierrez Steffen (*)

Instituições sem fins lucrativos são criadas para aproveitar oportunidades de captação de recursos ou isenções de impostos, geralmente com o propósito de alcançar uma causa social não atendida pelo poder público.A causa é nobre, seja ela o assistencialismo, a educação ou o fornecimento de serviços a comunidades carentes. Mas, com o crescimento desse terceiro setor, aumentam as solicitações à sociedade para que colabore com seus projetos de maneira não remunerada, afinal, argumenta-se, “não há fins lucrativos”.

Veja Mais
Analfabetismo financeiro em alta na era da informação
Armadilha das promoções: qual a lógica do “tão barato”?

Há uma grave distorção nessa expectativa. Quanto mais cresce o atendimento a demandas sociais, maior é a pressão cidadã contra o lucro de pessoas e empresas no Brasil. Entidades sem fins lucrativos esperam que empresas forneçam seus produtos sem custo, assim como esperam que famílias sem dificuldades financeiras deixem de cuidar de seu futuro para amparar os fragilizados. Estamos criando uma insustentável cultura de tirar dos bem sucedidos para assistir aos desafortunados, como se o papel do lucro fosse de ser distribuído para a sociedade.

Empresas que geram resultados não deveriam dividi-los com as que são incapazes de viabilizar um negócio. Isso premia a incompetência. Somente quando os negócios produzem retornos maiores do que o esperado (fruto do investimento em qualidade e tecnologia) é que os lucros excedentes podem se transformar em filantropia.Não é papel das empresas prestar às causas sociais serviços sem remuneração. O papel das empresas é o de prestar bons serviços, lucrar e investir seus lucros para que esses serviços sejam melhorados, mais empregos sejam gerados e mais impostos sejam pagos. Se o Estado é incapaz de fornecer a educação que ensine os mais pobres a pescar, cabe a ele usar eficientemente sua arrecadação para sanar os problemas de falta de investimento no passado.

Da mesma forma, quanto mais as famílias abrem mão de poupar para o futuro e praticam o assistencialismo, mais elas dependerão do governo para custear seu futuro. É um círculo perigosamente vicioso.Quando me pedem para prestar um serviço para uma instituição sem fins lucrativos, subentendo que querem que eu trabalhe sem remuneração. Não faz sentido. Tenho fins lucrativos, com orgulho. Se meu trabalho cria valor, pagam o que ele vale. Quem não tem fins lucrativos é a instituição que contrata o serviço, e não quem o presta.

Não ter fins lucrativos não deve credenciar ninguém a ser incompetente na captação de recursos. Prestar serviços para uma empresa sem fins lucrativos não deve ser uma caridade forçada.Lucrar, ou produzir resultados excedentes, é essencial para o crescimento de qualquer atividade. Por maior que seja o caráter social de uma instituição, devemos esperar dela competência técnica e gerencial para levantar fundos, administrar custos e pagar suas atividades sem corroer a capacidade produtiva de sua sociedade. Mesmo sem fins lucrativos, tais instituições deveriam gerar resultados e reinvesti-los integralmente, para que o atendimento a sua causa seja capaz de crescer com o tempo. É tempo de lutar por mais profissionalismo nas causas sociais.

Fonte:GustavoCerbasi - www.maisdinheiro.com.br
Disclaimer – A informação contida nestes artigos, ou em qualquer outra publicação relacionada com o nome do autor, não constitui orientação direta ou indicação de produtos de investimentos. Antes de começar a operar no SFN - Sistema Financeiro Nacional o leitor deverá aprofundar seus conhecimentos, buscando auxílio de profissionais habilitados para análise de seu perfil específico. Portanto, fica o autor isento de qualquer responsabilidade pelos atos cometidos de terceiros e suas consequências.

(*) Emanuel Gutierrez Steffen – Criador do portal www.manualinvest.com

Analfabetismo financeiro em alta na era da informação
Vamos fazer uma viagem ao passado? Anos 70, que tal? Neil Armstrong chegará à Lua.“Um pequeno passo para o homem, um grande salto para a humanidade”....
Armadilha das promoções: qual a lógica do “tão barato”?
Semana começando! E essa, em especial, após a “black friday”! E aí? Rolando uma “black ressaca” financeira, ou você conseguiu controlar esses instint...
Não supervalorize coisas
Um experimento social muito famoso, executado em diversos países e no Brasil, relaciona dois grupos de indivíduos: o primeiro grupo ganha um objeto e...
O brasileiro nasce, cresce, põe o nome no Serasa e morre?
A pergunta do título é, na verdade, uma piada (de mau gosto) antiga que circula no Brasil. Com as taxas de juros que praticamos aqui, é muito fácil s...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions