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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


07/02/2014 08:30

Simplicidade voluntária

(*) Emanuel Gutierrez Steffen

Nos EUA (ironicamente, os criadores da Black Friday), um tema que está se tornando “da moda” no universo das finanças pessoais é a frugalidade. Este fenômeno se caracteriza (crescente dos últimos anos) pela adesão de pessoas a uma forma de vida mais simples, não por necessidade, mas por opção. De maneira geral este movimento busca viver de forma mais simples, tentando fazer mais com menos, sendo para este fim, consumidores mais conscientes. Podemos citar inúmeros benefícios desta pratica, ou desta nova mentalidade, na vida financeira das pessoas. Viver com um estilo de vida que dependa menos do dinheiro permite um acumulo maior de recursos, que uma vez disponíveis, podem ser usados em investimentos, ou conquistas de objetivos de maior relevância ao investidor. Além disso, uma pessoa que consome menos, ou com menos frequência por opção, consegue trabalhar outros aspectos da vida que são muito mais significativos e que a grande maioria das pessoas (que também ironicamente tem a mentalidade mais consumista) reclama não atentar da forma como gostariam, como: tempo para família, lazer, relacionamentos significativos, desenvolver habilidades, inteligência, e etc. Sobre este assunto encontrei um artigo muito interessante do blog "vida boa.net", que apresenta de maneira mais detalha qual a origem, filosofia, os conceitos, e a pratica por trás da simplicidade voluntária. Vejamos então, quais os três pontos principais que podemos ponderar para adquirir um estilo de vida mais simples:

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No nosso mundo urbano e industrializado, somos dirigidos a consumir o máximo que pudermos, sendo o único limite o dinheiro que possuímos (ou, às vezes, até o que não possuímos). Entretanto, muitas pessoas têm percebido que o consumo excessivo e a posse de bens materiais não significam uma vida mais feliz — em muitos casos, pode ser o contrário — e escolhem abrir mão de compras, coisas e até carreiras. Uma das definições da simplicidade voluntária (do coletivo da simplicidade ) afirma que a rejeição do consumismo surge do reconhecimento que os hábitos de consumo ocidentais estão degradando o planeta; que viver consumindo excessivamente não é ético num mundo em que muitas pessoas têm necessidades; que o sentido da vida não é e não pode consistir no consumo ou no acúmulo de bens materiais. O consumismo simplesmente não entrega o que promete. Trabalhamos demais, fazemos dívidas e destruímos o planeta na tentativa de sermos felizes, e isso simplesmente não funciona.

A ideia de uma vida mais simples não é algo novo. Em 1854, Henry David Thoreau publicou Walden, uma autobiografia que descreve os anos em que, voluntariamente, morou sozinho na floresta próxima ao lago Walden, em Concord, nos Estados Unidos. Você pode estar se perguntando se precisa ir morar numa cabana isolada no meio do mato para conseguir uma vida mais simples. É claro que não. Mas existem diversas coisas que você pode fazer para simplificar sua vida.

1. Questione: A primeira coisa é mudar a sua forma de encarar o consumo e a relação com os bens materiais. Nós tendemos a pensar “eu quero isso” sem avaliar qual o real custo daquilo que queremos. Quando consumimos algo, o custo não é apenas o que pagamos, mas também o de armazenar, de cuidar, de consertar, de descartar. Em vez de focar apenas no “querer”, você pode se perguntar, ao longo de alguns dias: “eu preciso realmente disso?”, “estou disposto a arcar com todos os custos que isso vai me trazer?”, “no longo prazo, isso vai realmente melhorar a minha vida?”. Se a resposta para qualquer dessas perguntas for não, abra mão do seu desejo.

2. Doe: A generosidade é realmente algo louvável. Ela também nos torna mais felizes. Faça o teste: compare aquilo que você sente ao comprar uma coisa nova ou a dar algo para alguém. Tente perceber qual dessas atitudes leva a um bem estar mais significativo e mais duradouro. Vasculhe a sua casa e liste tudo aquilo que você não usa mais (roupas, objetos, móveis). Cuidado com as armadilhas que você vai se colocar mentalmente, como “posso precisar disso um dia”. Se você precisar, pode pedir emprestado. Procure só manter aquilo que você de fato usa com frequência. Desfaça-se do resto (doe ou venda). Você terá mais espaço, menos coisas para arrumar e conservar.

3. Avalie seu estilo de vida: Como você se locomove? Como é a sua alimentação? O seu lazer? Se você anda sozinho de carro, se come apenas alimentos industrializados e se sua noção de diversão é um passeio no shopping, talvez seja a hora de parar para pensar. O que você está fazendo com seu tempo, com seu corpo, com o seu planeta? O seu modo de vida tem feito você feliz? Ou você está sempre esperando aquele dia mágico em que a felicidade finalmente chegará? Algo a se considerar também é o seu trabalho. Você gosta do que faz? Consegue trabalhar apenas as horas suficientes e aproveitar o resto do seu dia? Se você não gosta do seu trabalho ou trabalha demais apenas pelo retorno financeiro, considere o custo que isso realmente tem na sua vida. Qual o sentido de ter dinheiro se você não tem tempo, ou ganhar dinheiro apenas para continuar vivendo fazendo algo que não faz sentido para você?

Amigo leitor, acredito que podemos retirar 2 grandes lições deste artigo. A primeira é a real noção de que todos nós temos apenas uma vida, e diariamente escolhemos como a vivemos. Como você está vivendo a sua? A segunda e igualmente importante é a de que não estamos sozinhos no planeta. Temos sete bilhões de outros “eus” tentando viver bem e ser felizes assim como nós (sem falar das outras formas de vida como animais e plantas). Temos uma responsabilidade com todos eles. Acredito piamente que o dinheiro é capaz de produzir felicidade sim, mas não é sustentável sacrificar toda uma série de outras coisas muito (talvez até mais) relevantes apenas para obtê-lo. Do ponto de vista econômico, reavaliar o seu comportamento sobre o consumo, adotando um comportamento muito mais lúcido, simplista, e reduzindo o seu custo de vida de maneira consciente, pode proporcionar o ingrediente que faltava para adquirir uma maior velocidade na conquista de seus objetivos. Mais uma vez o equilíbrio é a chave. Até a próxima!

Disclaimer – A informação contida nestes artigos, ou em qualquer outra publicação relacionada com o nome do autor, não constitui orientação direta ou indicação de produtos de investimentos. Antes de começar a operar no SFN - Sistema Financeiro Nacional o leitor deverá aprofundar seus conhecimentos, buscando auxílio de profissionais habilitados para análise de seu perfil específico. Portanto, fica o autor isento de qualquer responsabilidade pelos atos cometidos de terceiros e suas consequências.

(*) Emanuel Gutierrez Steffen – Criador do portal www.manualinvest.com

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Excelente artigo!!
 
Maria Eduarda em 07/02/2014 09:35:32
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