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    Emanuel Steffen - www.mayel.com.br


13/08/2014 08:45

Vale a pena abandonar o Brasil?

Por Emanuel Gutierrez Steffen (*)

Nunca se falou tanto sobre planos de mudança de brasileiros para o exterior. O turismo internacional, intenso nos últimos anos, apresentou aos viajantes o néctar da civilidade. Como uma criança que compara seu lar ao do colega, descobrimos como é a vida nos países em que impostos são efetivamente usados para o bem público, em que o capitalismo é democrático e em que a educação é levada a sério. Famílias de diversos níveis de renda têm feito contas para jogar tudo para o alto, em busca de uma vida menos sofrida, menos violenta, menos insegura e com mais perspectivas para seus filhos. Não é uma decisão fácil, pois os componentes desses planos não são apenas racionais.

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Ao fazer as contas, deduzimos que, com bem menos do que ganhamos aqui, vivemos melhor lá. Há falhas nessas simulações. Poucos levam em conta que os impostos sobre renda, investimentos e herança são maiores no exterior. Ao comparar preços de imóveis, automóveis e gastos cotidianos, também é fácil esquecer os impostos sobre o consumo – no exterior, eles não costumam estar embutidos nos preços. Mas é fato: morar na América do Norte e em alguns países europeus sai mais barato que no Brasil.Deixando as contas de lado, é preciso fazer uma análise qualitativa dos aspectos emocionais da mudança. Sua família conseguiria viver muito tempo sem aquilo que lhe é familiar? Amigos, parentes, hábitos de fim de semana, nossa música e idioma, nosso histórico profissional e educacional? Não se deve desprezar que, em outros países, enquadramo-nos apenas na categoria de latinos, sujeitos a toda sorte de preconceitos – incluindo o bullying de nossos filhos na escola.

Morei alguns meses no exterior e experimentei o impacto psicológico da distância. Foi no Canadá que aprendi a gostar de MPB e feijoada, antes neutros em minha vida. A complexa decisão exige também que ponderemos entre o sentimento de fracasso ao jogar a toalha e o dever cívico de engrossar o coro da mudança e construir o futuro que hoje não temos. Se queremos boa educação para nossos filhos, sobram aqui oportunidades de darmos exemplo para uma necessária transformação. Mas é preciso contar menos com governos e agir mais como cidadãos.

Não é fácil. Tom Jobim dizia que morar nos EUA era bom, mas era ruim. E que morar no Brasil era ruim, mas era bom. Nada mudou. Morar fora é como trabalhar num emprego de que você não gosta, mas que paga muito bem. Ficar no Brasil é como comprar um carro muito mais caro do que você pode pagar. A decisão de abandonar o navio ou de ficar depende de nossa consciência em relação ao que pesa mais: o emocional ou o racional. A resposta, sem dúvida, está em cada um de nós.

Fonte: maisdinheiro.com.br/Gustavo Cerbasi

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(*) Emanuel Gutierrez Steffen – Criador do portal www.manualinvest.com

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