28/12/2011

Magnos versos do mago Rubenio Marcelo

 
Grandezas da Literatura

Magia será também o poder de transformar letras em imagem sensação. Verve poética que serve ao coração, o magnetismo a cada entrelinha que prende e surpreende na leitura da obra “Horizontes d’Versos - Poesia Reunida & Inéditos”, que o poeta escritor, músico compositor Rubenio Marcelo lançou em outubro de 2009.

Escapando do mundo oculto, a poesia salta do desconhecido e se dá a descobrir, este o milagre manifestado no caminho entre o verso criado e o leitor atento. Milagre porque, a partir da pura espiritualidade, a construção poética proporciona, revelando, experiências trazendo perfumes e emoções, transcendências.

Rubenio Marcelo, membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, cadeira 35, integra também a Academia Maçônica de Letras de MS, cadeira 13. Filiado à União Brasileira de Escritores (UBE/ MS). Formado em Direito e em Engenharia Agronômica. Natural de Aracati, Ceará, crescido em Fortaleza, está radicado há vários anos em Campo Grande.

Bardo cantador, ativista cultural e defensor da arte eclética, possui músicas de sua autoria gravadas por ele mesmo e por outros artistas. É detentor de numerosas premiações em concursos ligados à arte, em especial da literatura e da música.

Rubenio é autor das obras: 1 - “Fragmentos de Mim” (em co-autoria); 2 - “Cantar pra Viver”; 3 - “Estigmas do Tempo”; 4 - “O Metrô de São Paulo; 5 - “Reticências... Sonetos & Poemas”; 6 - “A Cultura Popular na Educação”; 7 - “Graal das Metáforas - Sonetos & Outros Poemas”; 8 - “A Chegada de Patativa do Assaré ao Paraíso”; 9 - “A Saga Heróica da Literatura Popular”; e 10 - “Uma Saga do Cotidiano”. Tem participação em várias antologias poéticas nacionais e regionais.

O ecletismo da mensagem rubeniana nos leva a uma viagem de longo fôlego, da praia selvagem e do pendão maduro da roça violeira aos arranha-céus das cidades reais e imaginárias... E a um show de erudição. Cientista do verbo, dá um caráter pedagógico ao geral do seu trabalho, incluindo história, lendas e mitos, conhecimentos que deixam de ser ocultos quando aceitamos nos lançar à pesquisa, desafiados que somos na inteligência investigativa.

Veja em seus inéditos, o culto à liberdade. Fortes imagens, a quase que inexprimível ideia de emancipação espiritual. No trabalho As Efígies da Noite, as Transcendências do Dia e os Gorjeios do Amanhã, com os canários imaginários “(...) voarei por entre nuvens /e apendoados milharais...”; ou na composição Transcendência, quando esse “vinho do espírito já borbulha /em taças multicores”.

E em Estações dos Versos Meus: “Os versos que me percorrem /voam nas brancas asas /dos pássaros da manhã...”. Para ele, em A Poesia – “A poesia /codifica os coágulos das reminiscências”. Nos versos Devaneio, diz que vai precisar de “Um gesto sereno /que fecunde /as nuvens dos meus sonhos...”.

Mas não retira o pé do que podemos chamar estribo da realidade. Questiona o social, como no poema Indiferença: ... Quantos se escondem “por trás do olho mágico”... E num átimo lhe percebemos o caráter cidadão, por exemplo, na poesia Retidão: “Na linha reta /a luz se faz”.

Na sua poesia reunida prosseguimos em mar aberto das palavras por entre multidões de entendimentos. Releitura, novos nexos. Aí, em Semente da Poesia: “A Poesia é semente /Que o vate faz germinar”. Por entre maiúsculas e minúsculas das estéticas artesanais ou genericamente consagradas. Em Os Loucos: “Seus bolsos são relicários /De tesouros irreais;” – “E reinventam quimeras /Na beira de mil crateras (...)”. Falando Das Virtudes: “Ah! se o brilho das canduras / Desarmasse as criaturas /Com os enleios da PAZ!”.

O inquieto poeta ao se entregar no trabalho febril de revelações fenomenais, conscienciais, não se fixa. Talvez, porém, possamos encontrá-lo um pouco mais quietinho, se quisermos surpreendê-lo, num cantinho que às vezes se inteiriça no coração.

Para profundidade e madureza, vamos suspendê-lo pelas alças da poesia que dedica à memória, como expressado em Décima Maternal: sua mãezinha, “o tesouro mais puro”, o “amor mais profundo”...

Quando falamos em " RUBENIO MARCELO", palavras não exprimem o carinho, a admiração e o valor da sua poesia, que enaltece e destaca nossa cultura; fomos premiados com a vinda deste poeta singular para nosso estado.
Continue brilhando poeta! Nos deleitando com seus versos magníficos!

 
Clara Longhi--Campo Grande-MS em 30 de dezembro de 2011 - sexta às 19:08

A poesia enaltecida no destaque do poeta Rubênio Marcelo, acadêmico e também compositor, que eleva a cultura estadual com sua arte.

 
Elza M. Campos em 29 de dezembro de 2011 - quinta às 14:18

Realmente, um mago dos versos: o poeta Rubenio Marcelo, que tem a fórmula e a forma da lídima poesia.
Parabenizo o Guimarães, pela coluna e enfoque.

 
Profª Marta em 29 de dezembro de 2011 - quinta às 12:05

Ao destacar o ecletismo de Rubenio Marcelo, o presente ensaio reveste-se de propriedade e denota um ponto especial na produção fecunda do poeta que tão bem sabe usar as metáforas independente de estilos.
Muito bom o artigo e merecido o destaque para o poeta Rubenio Marcelo.

César Dias

 
César Dias em 28 de dezembro de 2011 - quarta às 19:45

Alta expressão da poesia estadual, Rubênio Marcelo, além dos seus livros, também nos presenteia com a sua arte em versos, aos sábados, no suplemento de cultura do Correio do Estado, que não deixamos de ler cada edição.
Nossos parabéns, poeta! E inspiração constante para alegrar os admiram a beleza.

 
Carlos Vasconcelos em 28 de dezembro de 2011 - quarta às 19:00

Sempre é muito bom ler algo sobre a poesia e o poeta. Assim é com Rubenio Marcelo.
Sua poesia nos faz navegar em outros mares e apreciar a leitura do poeta.
Rubenio não precisa pedir licença para escrever, os versos saem com naturalidade.
Segue amigo poeta, versejando pelo tempo.
Beijos,
Regina Lyra

 
Regina Lyra em 28 de dezembro de 2011 - quarta às 16:47

Uma bela e concisa explanação sobre a arte literária do poeta Rubenio Marcelo, que sempre mostra em seus sonetos e poemas diversos a presença natural da autêntica poesia. Parabéns.

 
Lúcia Campos em 28 de dezembro de 2011 - quarta às 15:12

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