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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016



28/12/2011 08:15

Magnos versos do mago Rubenio Marcelo

Grandezas da Literatura

Magia será também o poder de transformar letras em imagem sensação. Verve poética que serve ao coração, o magnetismo a cada entrelinha que prende e surpreende na leitura da obra “Horizontes d’Versos - Poesia Reunida & Inéditos”, que o poeta escritor, músico compositor Rubenio Marcelo lançou em outubro de 2009.

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Escapando do mundo oculto, a poesia salta do desconhecido e se dá a descobrir, este o milagre manifestado no caminho entre o verso criado e o leitor atento. Milagre porque, a partir da pura espiritualidade, a construção poética proporciona, revelando, experiências trazendo perfumes e emoções, transcendências.

Rubenio Marcelo, membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, cadeira 35, integra também a Academia Maçônica de Letras de MS, cadeira 13. Filiado à União Brasileira de Escritores (UBE/ MS). Formado em Direito e em Engenharia Agronômica. Natural de Aracati, Ceará, crescido em Fortaleza, está radicado há vários anos em Campo Grande.

Bardo cantador, ativista cultural e defensor da arte eclética, possui músicas de sua autoria gravadas por ele mesmo e por outros artistas. É detentor de numerosas premiações em concursos ligados à arte, em especial da literatura e da música.

Rubenio é autor das obras: 1 - “Fragmentos de Mim” (em co-autoria); 2 - “Cantar pra Viver”; 3 - “Estigmas do Tempo”; 4 - “O Metrô de São Paulo; 5 - “Reticências... Sonetos & Poemas”; 6 - “A Cultura Popular na Educação”; 7 - “Graal das Metáforas - Sonetos & Outros Poemas”; 8 - “A Chegada de Patativa do Assaré ao Paraíso”; 9 - “A Saga Heróica da Literatura Popular”; e 10 - “Uma Saga do Cotidiano”. Tem participação em várias antologias poéticas nacionais e regionais.

O ecletismo da mensagem rubeniana nos leva a uma viagem de longo fôlego, da praia selvagem e do pendão maduro da roça violeira aos arranha-céus das cidades reais e imaginárias... E a um show de erudição.

Cientista do verbo, dá um caráter pedagógico ao geral do seu trabalho, incluindo história, lendas e mitos, conhecimentos que deixam de ser ocultos quando aceitamos nos lançar à pesquisa, desafiados que somos na inteligência investigativa.

Veja em seus inéditos, o culto à liberdade. Fortes imagens, a quase que inexprimível ideia de emancipação espiritual. No trabalho As Efígies da Noite, as Transcendências do Dia e os Gorjeios do Amanhã, com os canários imaginários “(...) voarei por entre nuvens /e apendoados milharais...”; ou na composição Transcendência, quando esse “vinho do espírito já borbulha /em taças multicores”.

E em Estações dos Versos Meus: “Os versos que me percorrem /voam nas brancas asas /dos pássaros da manhã...”.

Para ele, em A Poesia – “A poesia /codifica os coágulos das reminiscências”. Nos versos Devaneio, diz que vai precisar de “Um gesto sereno /que fecunde /as nuvens dos meus sonhos...”.

Mas não retira o pé do que podemos chamar estribo da realidade. Questiona o social, como no poema Indiferença: ... Quantos se escondem “por trás do olho mágico”... E num átimo lhe percebemos o caráter cidadão, por exemplo, na poesia Retidão: “Na linha reta /a luz se faz”.

Na sua poesia reunida prosseguimos em mar aberto das palavras por entre multidões de entendimentos. Releitura, novos nexos. Aí, em Semente da Poesia: “A Poesia é semente /Que o vate faz germinar”. Por entre maiúsculas e minúsculas das estéticas artesanais ou genericamente consagradas. Em Os Loucos: “Seus bolsos são relicários /De tesouros irreais;” – “E reinventam quimeras /Na beira de mil crateras (...)”. Falando Das Virtudes: “Ah! se o brilho das canduras / Desarmasse as criaturas /Com os enleios da PAZ!”.

O inquieto poeta ao se entregar no trabalho febril de revelações fenomenais, conscienciais, não se fixa. Talvez, porém, possamos encontrá-lo um pouco mais quietinho, se quisermos surpreendê-lo, num cantinho que às vezes se inteiriça no coração.

Para profundidade e madureza, vamos suspendê-lo pelas alças da poesia que dedica à memória, como expressado em Décima Maternal: sua mãezinha, “o tesouro mais puro”, o “amor mais profundo”...

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Quando falamos em " RUBENIO MARCELO", palavras não exprimem o carinho, a admiração e o valor da sua poesia, que enaltece e destaca nossa cultura; fomos premiados com a vinda deste poeta singular para nosso estado.
Continue brilhando poeta! Nos deleitando com seus versos magníficos!
 
Clara Longhi--Campo Grande-MS em 30/12/2011 08:08:14
A poesia enaltecida no destaque do poeta Rubênio Marcelo, acadêmico e também compositor, que eleva a cultura estadual com sua arte.
 
Elza M. Campos em 29/12/2011 03:18:58
Realmente, um mago dos versos: o poeta Rubenio Marcelo, que tem a fórmula e a forma da lídima poesia.
Parabenizo o Guimarães, pela coluna e enfoque.
 
Profª Marta em 29/12/2011 01:05:55
Ao destacar o ecletismo de Rubenio Marcelo, o presente ensaio reveste-se de propriedade e denota um ponto especial na produção fecunda do poeta que tão bem sabe usar as metáforas independente de estilos.
Muito bom o artigo e merecido o destaque para o poeta Rubenio Marcelo.

César Dias
 
César Dias em 28/12/2011 08:45:40
Alta expressão da poesia estadual, Rubênio Marcelo, além dos seus livros, também nos presenteia com a sua arte em versos, aos sábados, no suplemento de cultura do Correio do Estado, que não deixamos de ler cada edição.
Nossos parabéns, poeta! E inspiração constante para alegrar os admiram a beleza.
 
Carlos Vasconcelos em 28/12/2011 08:00:32
Sempre é muito bom ler algo sobre a poesia e o poeta. Assim é com Rubenio Marcelo.
Sua poesia nos faz navegar em outros mares e apreciar a leitura do poeta.
Rubenio não precisa pedir licença para escrever, os versos saem com naturalidade.
Segue amigo poeta, versejando pelo tempo.
Beijos,
Regina Lyra
 
Regina Lyra em 28/12/2011 05:47:42
Uma bela e concisa explanação sobre a arte literária do poeta Rubenio Marcelo, que sempre mostra em seus sonetos e poemas diversos a presença natural da autêntica poesia. Parabéns.
 
Lúcia Campos em 28/12/2011 04:12:15
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